Isvonaldo sou Protestante

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terça-feira, 28 de maio de 2013




por Pr. Colin Maxwell

Estas questões não têm como objetivo gerar disputas entre o povo de Deus, mas são, pelo contrário, uma tentativa de fazer com que estas mesmas pessoas pensem sobre suas posições teológicas. Estas não são questões loucas para serem evitadas (Tito 3:9). Elas dizem respeito ao fato mais momentoso e glorioso de todos... que Cristo morreu pelos nossos pecados (1 Coríntios 15:3). Muitos dos evangélicos e fundamentalistas sustentam a doutrina da redenção geral, isto é, que Cristo não morreu somente com a intenção de salvar Seus eleitos e, assim, Ele morreu pelos pecados de Faraó, de Judas e de qualquer outro homem que esteja agora no inferno.

Nenhuma das questões possui “pegadinhas” ou “falsificações”, de forma alguma. A tentativa é mostrar a inerente fraqueza da visão não-calvinista. Creio que estas questões são sólidas e não podem ser usadas logicamente ou revertidas para lançar alguma sombra de dúvida sobre a posição calvinista.

Questões sóbrias

1) Você crê que Cristo morreu pelos pecados dos anjos caídos, que estão reservados na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia (Judas 6), quando serão lançados como malditos no fogo eterno (Mateus 25:41), para serem atormentados de dia e de noite para todo o sempre (Apocalipse 20:10)? OU você crê que a expiação foi limitada a um grupo particular de pecadores?

2) Cristo veio e morreu para salvar eficazmente homens ou apenas para fazer a salvação possível? Então, era teoricamente possível que Cristo poderia morrer por pecados e ninguém ser salvo?

3) Cristo falhou, no final das contas, no Seu propósito de Sua morte? Ele realmente verá o fruto do trabalho de Sua alma e ficará SATISFEITO? (Isaías 53:11) Cristo está realmente satisfeito com o fruto do trabalho de Sua alma quando Ele vê Judas Iscariotes, (por quem, você insiste, Ele morreu, da mesma forma como por João e Pedro, etc.) indo para o próprio lugar onde teria sido melhor para ele nunca ter nascido? (Marcos 14:21)

4) Você relaciona a morte de Cristo - certamente o assunto mais importante sempre - com versos como Isaías 14:24/14:27/46:10/Salmos 115:3/Provérbios 19:21 etc., os quais ensinam que os propósitos de Deus são certos e não podem ser frustrados?

5) Você crê que Cristo morreu por aqueles que já estavam no inferno, isto é, Caim, Faraó, etc., quando Ele veio ao mundo? Ele morreu de bom grado por eles, suportando todos os seus pecados, mesmo embora Ele soubesse que nem um milímetro de Seus sofrimentos jamais os beneficiaria?

6) Cristo realmente suportou os pecados daqueles que já estavam ou agora estão ou irão estar no inferno quando Ele morreu por eles? O resultado disto é o mesmo do crente, isto é, o esquecimento de Deus dos seus pecados (Hebreus 10:17)? Se sim, por que eles estão sendo relembrados agora? Se não, até que ponto é a diferença que você está introduzindo?

7) Se Cristo sofreu e morreu por aqueles que estão agora sofrendo no inferno e agonizante pelos seus pecados...não estaria Deus exigindo castigo duas vezes pelos mesmos pecados? Isto é justo?

8) Cristo morreu pelo pecado da incredulidade? Se sim, porque este pecado impede o pecador, mais do que qualquer outro pecado pelos quais Cristo morreu?

9) Você crê que na Bíblia, palavras como "todos" e "mundo" e "todo homem" sempre significa cada pessoa ou coisa individualmente, a menos que seja limitada especificamente (por exemplo, 1 João 3:3) OU você reconhece que algumas vezes na Bíblia, palavras como "todos" significa "todos tipos de" (1 Timóteo 6:10) e "mundo" significa os gentios em oposição aos judeus somente (João 12:19-20) e "todo homem" significa "todos tipos de homem" (Atos 4:35/1 Coríntios 7:2), sem qualquer menção específica de uma limitação?

10) Você reconhece a distinta vantagem de se crer na redenção particular - que ela realmente realizará aquilo para o qual foi designada, isto é, a certa e infalível salvação daqueles por quem ela foi pretendida? Você reconhece a distinta desvantagem de se crer numa redenção geral que reside no tipo de imprecisão e o não poder reivindicar 100% de sucesso?

11) Você vê a redenção particular como estando em desvantagem quando se trata da livre oferta do evangelho? Tanto calvinistas como não calvinistas crêem que o precioso sacrifício do Filho de Deus é suficiente para salvar o mundo, tanto os eleitos como os não eleitos - isto não remova qualquer senso de desvantagem?

12) Você reconhece que alguns dos maiores evangelistas que já viveram, criam e pregavam a redenção particular - por exemplo, George Whitefield e C.H. Spurgeon - sem serem prejudicados na extensão de seus ministérios de ganhar almas?

13) Aparte da possibilidade de um ocasional hiper calvinista - uma espécie em extinção - você já ouviu um calvinista declarar que ele não necessita evangelizar, visto que o sacrifício de Cristo garante a salvação dos eleitos, quer ele evangelize, quer não?

14) Você se refreia de crer na redenção particular por qualquer outra razão além do temor do homem? Se o temor do homem é a única razão, você não reconhece que isto no fim provará ser uma armadilha? Você não pode conversar sobre e através das diferenças com aqueles que você teme, apontado o sucesso da pregação calvinista na história da igreja? (Provérbios 29:25).

Fonte: Monergismo
Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 23 de Junho de 2004.

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