Isvonaldo sou Protestante

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lições Bíblicas CPAD

Adultos



1º Trimestre de 2015


Título: A Lei de Deus — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança
Comentarista: Esequias Soares


Lição 1: Deus dá sua Lei ao povo de Israel
Data: 4 de Janeiro de 2015

TEXTO ÁUREO


Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas” (Rm 9.4).

VERDADE PRÁTICA


Uma nova nação despontava no horizonte e precisava de uma legislação que definisse as bases em que o povo devia viver, isto é, fundamentado nas promessas feitas aos patriarcas.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Êx 34.27
A promulgação da lei é a cerimônia oficial do concerto que Deus fez


Terça - Êx 19.8
Israel faz voto de fidelidade e obediência à lei de Deus


Quarta - Gn 15.18
Deus já havia feito um concerto com Abraão


Quinta - Gn 26.28-30
Era comum celebrar um concerto com festa


Sexta - Rm 7.12
A lei é santa e veio de Deus, portanto, era preciso observá-la


Sábado - Ne 8.1
A origem da lei é o próprio Deus, por isso era preciso obedecer-lhe

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Êxodo 20.18-22,24; 24.4,6-8.

20.18 - E todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe.
19 - E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos.
20 - E disse Moisés ao povo: Não temais, que Deus veio para provar-vos e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.
21 - E o povo estava em pé de longe: Moisés, porém, se chegou à escuridade onde Deus estava.
22 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que eu falei convosco desde os céus.
24 - Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas: em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei ali e te abençoarei.
24.4 - E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;
6 - E Moisés tomou a metade do sangue e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar.
7 - E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos.
8 - Então, tomou Moisés aquele sangue, e o espargiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o SENHOR tem feito convosco sobre todas estas palavras.

OBJETIVO GERAL


Explicar o processo de desenvolvimento da Lei de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo 1 refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub tópicos.
  • 1. Conhecer como a Lei foi promulgada.
  • 2. Afirmar a autoria de Moisés.
  • 3. Conceituar “Concerto” ou “Aliança”.
  • 4. Classificar os sacrifícios que foram estabelecidos com a Lei.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR


Caro professor, uma nova revista foi pensada, reformulada e elaborada especialmente para você. A equipe de Educação Cristã da CPAD tem o prazer de apresentar uma revista com um formato novo a fim de estudarmos a Bíblia.
A revista Lições Bíblicas do professor, traz as seguintes seções como novidades: o objetivo geral da lição; os específicos; o ponto central, e outros pontos específicos que podem ser explorados por você de acordo com a realidade da sua classe. A criatividade do professor e sua competência em sala de aula contarão muito para o trimestre ser um sucesso. Para conhecer o restante das seções da revista, solicite a cartilha do novo currículo CPAD. Ela pode ser encontrada nas livrarias CPAD, livrarias colaboradoras e no site da Editora.
O tema desse primeiro trimestre é Os Dez Mandamentos — Valores Divinos para uma sociedade em constante mudança. O comentarista da revista é o pastor Esequias Soares, um dos mais renomados biblistas do pentecostalismo brasileiro, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP) e presidente da Comissão de Apologética da CGADB. Mestre em Ciências das Religiões, graduado em línguas orientais e autor de várias obras publicadas pela CPAD.
Desejamos um ótimo ano! Ótimo trimestre!

COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

PONTO CENTRAL
Deus revelou a sua Lei aos homens através de Moisés, o seu servo. Mas a revelação plena consiste em Cristo, o Filho de Deus.

O tema do presente trimestre são os Dez Mandamentos, a base de toda a legislação mosaica. Aqui vamos iniciar com a solenidade da promulgação da lei, no Sinai, a cerimônia do concerto que Deus fez com Israel. O evento envolveu holocaustos e a leitura do livro da lei num ritual com profundas implicações messiânicas.

I. A PROMULGAÇÃO DA LEI

1. A solenidade. O ritual do concerto e da promulgação da lei no pé do monte Sinai aconteceu cerca de três meses após a saída de Israel do Egito (Êx 19.1-3). Os israelitas permaneceram ali durante um ano (Nm 10.11,12). A revelação da lei começa aqui e vai até o livro de Levítico (Lv 27.34). O livro de Números registra as jornadas de Israel no deserto, e Deuteronômio é o discurso em que Moisés recapitula a lei e traz ao povo uma reflexão sobre os acontecimentos no deserto desde a saída do Egito, exortando Israel à fidelidade a Deus (Dt 1.3; 4.1).
2. A credibilidade de Moisés. Diante de tudo o que aconteceu, quem poderia questionar a legitimidade de Moisés como mediador entre Deus e o povo? Quem podia duvidar da autenticidade e da autoridade da lei (Êx 20.22)? Não seria exagero afirmar que Deus quis fortalecer a autoridade de Moisés com aquelas manifestações sobrenaturais (Êx 19.9). A manifestação visível do poder de Deus ao povo era uma prova irrefutável de sua origem divina (Êx 20.18-22; 19.16-19). As coisas de Deus são sempre às claras. Uma das grandezas do cristianismo é que ele foi erigido sobre fatos. Os evangelhos estão repletos dos milagres que Jesus operou diante do povo (Jo 18.19-21).
3. A lei. A lei de Moisés é o alicerce de toda a Bíblia, e os judeus a consideram “a expressão máxima da vontade de Deus”. O termo hebraico torah aparece no Antigo Testamento como “instrução, ensino, lei, decreto, código legal, norma”, e vem da raiz de um verbo que significa “instruir, ensinar”. A Septuaginta emprega a palavra grega nomos, “lei, norma”, usada também no Novo Testamento. Além de designar toda a legislação mosaica (Dt 1.5; 30.10) — o Pentateuco (Lc 24.44; Jo 1.45) — indica também o Antigo Testamento (Jo 10.34,35; Rm 3.19; 1Co 14.21). Segundo os antigos rabinos, a lei contém 613 preceitos contendo 248 mandamentos e 365 proibições.


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A Lei foi entregue a Moisés no Monte Sinai. O legislador de Israel cumpriu o papel de mediador entre a vontade de Deus e o povo de Israel.


SUBSÍDIO DIDÁTICO


Prezado professor, neste tópico consta a explicação do processo de promulgação da Lei de Deus ao seu servo, Moisés. As perguntas “Como a Lei surgiu?”; “Quem a ditou?” e “Quem a recebeu?” são pertinentes para ministrá-las na aula. Aqui, o autor propõe-se respondê-las. Por isso, o desenvolvimento deste tópico será de grande importância para o aluno conhecer a revelação da Lei a fim de que tenha o conhecimento bíblico básico para acompanhar o desdobramento dos Dez Mandamentos ao longo da revista. Portanto, algumas questões são importantes, também, serem esclarecidas para a classe; “Em que livro do Pentateuco inicia a revelação da Lei?”; “Quem fazia a mediação entre Deus e o povo?”; “Qual é o significado da palavra torah?”.
Sugerimos ao professor responder a essas perguntas de modo que os alunos compreendam as informações básicas a respeito da Lei revelada no Pentateuco. Bons comentários bíblicos sobre o Pentateuco poderão auxiliá-lo.


II. OS CÓDIGOS

1. Classificação. Os críticos costumam fragmentar os escritos de Moisés. Consideram a legislação mosaica uma coleção de diversos códigos produzidos num longo lapso de tempo. A classificação apresentada é a seguinte: os Dez Mandamentos encabeçam a lista desses expositores (Êx 20.1-17; Dt 5.6-21). Em seguida, há o que eles denominam Código da Aliança (Êx 20.22-23.33). O que vem depois é o Código de Santidade (Lv 17-26). O Código Sacerdotal é o restante do livro de Levítico e o Código Deuteronômico (Dt 12-26).
2. O que há de concreto? Estas seções ou códigos são realmente identificáveis no Pentateuco; no entanto, é inaceitável a ideia de sua existência independente de cada um deles na história. O argumento dos críticos contraria todo o pensamento bíblico. Não existem provas bíblicas nem extrabíblicas de qualquer código isolado no Antigo Israel. A Bíblia inteira atribui a autoria a Moisés, e o próprio Senhor Jesus Cristo chamava o Pentateuco de “lei de Moisés” (Lc 24.44).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Embora os críticos bíblicos afirmem que os escritos atribuídos a Moisés são fragmentados, a Bíblia inteira, bem como o testemunho de Jesus Cristo, atribui a Moisés a autoria do Pentateuco (Lc 24.44).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO


“O Pentateuco apresenta-se basicamente como obra de Moisés, um dos primeiros e certamente o maior profeta do Antigo Testamento (Nm 12.6-8; Dt 34.10-12). Deus comumente falava por Moisés de viva voz, como também fez mais tarde com os profetas, mas a atividade de Moisés como escritor também é mencionada muitas vezes (Êx 17.14; 24.4,7; 34.27, Nm 33.2; Dt 28.58,61; 29.20-27; 30.10; 31.9-13,19,22,24-26).
[...] A razão de Moisés e os profetas registrarem por escrito a mensagem de Deus, não se contentando apenas em entregá-la oralmente, era que às vezes a enviavam a outros lugares (Jr 29.1; 36.1-8; 51.60,61; 2Cr 21.12). Mas, na maioria das vezes, era para preservá-la para o futuro, como um memorial (Êx 17.14) ou uma testemunha (Dt 31.24-26), a fim de que ficasse escrita para o tempo vindouro (Is 30.8). A falibilidade da tradição oral era bem conhecida entre os escritores do Antigo Testamento. Temos uma lição prática disso quando da perda do Livro da Lei durante os maus reinados de Manassés e Amom. Quando foi redescoberto por Hilquias, seus ensinamentos causaram grande choque, pois haviam sido esquecidos (2Rs 22-23; 2Cr 34).
Não podemos ter certeza de quanto tempo levou para que o Pentateuco alcançasse a sua forma final. Entretanto, vimos no caso do livro do concerto, cuja alusão reporta-se a Êxodo 24, que foi possível um documento pequeno, como Êxodo 20-23, tornar-se canônico antes que tivesse atingido o tamanho do livro do qual hoje faz parte. O livro de Gênesis também incorpora documentos antigos (Gn 5.1). Números inclui um trecho proveniente de uma antiga coleção de poemas (Nm 21.14,15), e Deuteronômio já era considerado canônico mesmo no tempo em que Moisés vivia (Dt 31.24-26), pois foi colocado ao lado da arca do concerto. Contudo, a parte final de Deuteronômio foi escrita depois da morte de Moisés” (COMFORT, Philip Wesley (Ed.). A Origem da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1998, pp.81-83).


III. O CONCERTO

1. O que é um concerto? O termo usado no Antigo Testamento para “concerto” é berit, “pacto, aliança”, que literalmente indica obrigação entre pessoas como amigos, marido e mulher; entre grupos de pessoas; ou entre divindade e indivíduo ou um povo. Sua etimologia é incerta. A Septuaginta emprega o termo grego diatheke, “pacto, aliança, testamento”, ou seja, a mesma palavra usada por Jesus ao instituir a Ceia do Senhor. O Antigo Testamento fala de três concertos: com Noé, com Abraão e com Israel no monte Sinai (Gn 9.8-17; 15.18; Êx 24.8). O Novo Testamento fala do novo concerto que o Senhor Jesus fez com toda a humanidade (Mt 26.28; Hb 8.13).
2. Preparativos. Até este ponto na história dos israelitas, Deus vinha agindo em cumprimento às promessas feitas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Gn 15.18; 17.19; Êx 2.24). Essa promessa precisava ser levada avante. Agora os filhos de Israel formavam um grande aglomerado de pessoas, e essa multidão precisava ser organizada como nação e estabelecida uma forma de governo com estatutos que constituíssem sua lei.
3. O concerto do Sinai. O concerto do Sinai não era apenas a ratificação da promessa feita a Abraão, mas sua aprovação oficial (Gn 15.18; Gl 3.17). As duas partes envolvidas eram, de um lado, o grande Deus Jeová: “se diligentemente ouvirdes a minha voz” (ÊX 19.5); e, de outro, Israel: “Tudo o que o SENHOR tem falado faremos” (Êx 19.8). O povo reafirma esse compromisso mais adiante (Êx 24.7). Era um concerto temporal, local e nacional com mediador falível, ao passo que o de Cristo tinha aplicação universal, foi em favor de toda a raça humana e o Mediador era perfeito.
4. O livro do concerto. Moisés “tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo” (24.7). O concerto foi feito sob as palavras desse livro que continha os mandamentos e os direitos e deveres para a vida de Israel (24.8). Deus já havia mandado Moisés escrever os acontecimentos ocorridos até a guerra dos amalequitas (Êx 17.14). Mas aqui o texto se refere a uma coleção de ordenanças escritas pelo próprio Moisés (24.4). Segundo Umberto Cassuto, professor das universidades de Milão, Roma e Jerusalém, esse livro continha Êxodo 19—20.19 e 20.22—23.33. Nessa época, a revelação do Sinai ainda estava em andamento.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Enquanto o Antigo Testamento fala de três concertos — os de Noé, Abraão e Israel — o Novo revela uma nova e suficiente aliança: Jesus Cristo se fez homem.


IV. O SACRIFÍCIO

1. Os holocaustos. A solenidade foi celebrada com sacrifícios de animais (20.4). O holocausto, olah, em hebraico, significa “o que sobe”, pois a queima subia em forma de fumaça, como cheiro suave diante de Deus. Neste sacrifício, a vítima era completamente queimada como sinal de consagração do ofertante a Deus. A Septuaginta emprega holokautoma, derivado de duas palavras gregas: hotos, “inteiro, completo, total”, e kaustos, “queima”. Ou seja, uma oferta totalmente queimada, ou completamente queimada no altar, era considerada o mais perfeito dos sacrifícios.
2. O sangue. Deus mandou Moisés oferecer o sacrifício do concerto e aspergir o sangue sobre o altar e o povo (24.6,8). Todo o sistema sacrifical fundamenta-se na ideia de substituição, e isso implica expiação, redenção, perdão e sacrifício vicário à base de sangue (Lv 17.11). O sangue aqui era o ponto de união entre Deus e seu povo; com ele, Israel começava uma nova etapa em sua história (Sl 50.5). O escritor aos Hebreus lembra que o concerto do Sinai foi celebrado com sangue e faz uma analogia com a Nova Aliança, porque o Senhor Jesus a selou com seu próprio sangue (Hb 9.18-22).
3. A aspersão. Moisés colocou metade do sangue em bacias e aspergiu outra metade sobre o altar (24.6). O sangue das bacias foi aspergido sobre o povo, como recipiente das bênçãos de Deus e parte do concerto. O sangue do altar representa o próprio Deus, a outra parte da aliança, visto que sem derramamento de sangue não há remissão (Hb 9.22). Tudo isso era também um prenúncio da redenção em Cristo.


SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Deus informou a Moisés, na Lei, a constituição de sacrifícios santos: os holocaustos; derramamento de sangue; aspersão do sangue.


CONCLUSÃO

A grandeza do acontecimento no Sinai mostra a natureza sem igual da cerimônia, algo nunca visto. Era a manifestação do próprio Deus de maneira explícita diante de todo o povo. O que devemos aprender é que a observância meramente exterior, destituída de significado interior, não passa de simples cerimônia. A riqueza espiritual e seu significado residem na figura do Filho de Deus e no cumprimento do concerto em Cristo.

VOCABULÁRIO


Promulgada: Publicada; tornada pública.

PARA REFLETIR


Sobre a lei de Moisés e a lei de Cristo, responda:

Qual é a maior e a mais completa lei: a de Moisés ou a de Cristo?
Ouça as respostas dos alunos com atenção. Em seguida, explique que o Senhor Jesus cumpriu toda a Lei, de modo que toda a moral contida no sistema mosaico foi incorporada e restaurada sob a graça derramada por Jesus através do sacrifício do Calvário. O mandamento de Cristo é a lei do amor, o mais importante mandamento (Rm 13.10).

É correto anular a lei de Moisés em nome da Graça?
Embora a lei tenha a sua importância, servindo durante um longo tempo como um “pedagogo” para o pecador, ela não tem mais domínio sobre nós. Isso não quer dizer que a lei foi anulada, mas efetivamente cumprida por Jesus e, por essa razão, vivemos debaixo da Graça (Gl 3.23-25).

O sistema de sacrifício judaico tem algum significado para os cristãos?
Sim, mas se trata de um significado simbólico. Todo o sistema de sacrifício do judaísmo fundamentava-se na ideia de substituição, expiação, redenção, perdão e sacrifício à base de sangue. Todo esse sistema era como sombra, porque Jesus Cristo selou uma nova aliança com a humanidade por meio do seu sangue (Hb 9.18-22). Ele expiou todos os nossos pecados.

A quem devemos obedecer: a Moisés ou a Jesus?
Jesus é maior que Moisés. Logo, todo o ensino de Moisés, no Antigo Testamento, deve ser compreendido à luz do Evangelho de Cristo (Hb 3.1-6).

Qual é o nosso maior modelo de vida?
Jesus Cristo (Fp 2.5-11).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


Deus dá sua lei ao povo de Israel

Currículo novo, escola Dominical nova! É o que deseja o Departamento de Educação Cristã neste Ano Novo de 2015. Desafios modernos exigem uma nova maneira de se fazer a Educação Cristã em nossa nação. Precisamos pensar a fé de forma a falar ao coração das pessoas, desde as mais simples às mais doutas. Não é uma tarefa fácil, pois o currículo da CPAD atende ao Brasil inteiro, um país continental. Por isso, temos diferentes realidades em nosso país: as do Sudeste diferem das do Centro-Oeste; as do Nordeste, das do Norte etc. Assim vamos proclamando e ensinando o Evangelho, confiando em Deus e em você, professor. Sim, você é quem pode contextualizar o que não é possível fazê-lo. É o professor quem conhece o aluno, cada pessoa, cada vida, cada família. É você, professor, quem pode fazer as lições da CPAD, principalmente a Bíblia, fazerem sentido para as pessoas, desde ribeirinhas às grandes metrópoles. Muito nos honra chegar ao querido professor!
Sobre a lição
A primeira lição do novo currículo estuda “Os Dez Mandamentos”. Num tempo marcado pelas tentativas de desconstrução da herança civilizatória ocidental (Jerusalém, Atenas e Roma) — isto é, as contribuições das culturas judaica (noções morais), grega (a filosofia, a política e a literatura) e romana (do direito e das instituições) —, torna-se imperioso iniciarmos este novo ano estudando as leis divinas.
O que os Dez Mandamentos têm a nos dizer hoje? Uma pergunta honesta que o professor deve fazer. Os princípios descritos ali são tão atuais como os eram outrora? Quando lemos os Dez Mandamentos, quase sempre, não paramos para refletir no contexto de libertação em que o povo judeu estava situado. Geralmente olhamos para os mandamentos como “leis fixas ou regras duras” e não damo-nos conta de que a existência deste código divino tinha o objetivo de garantir a liberdade recém-conquistada pelos israelitas.
Há pouco, o povo judeu fora liberto da opressão dos egípcios. Os israelitas sofreram as influências da cultura, da religião, da filosofia de vida egípcia, etc. Não há como ficar incólume sob 430 anos de influência em uma cultura majoritária como a do Egito Antigo. Por isso, a providência divina foi a de estabelecer princípios divinos e de vida para os judeus a fim de que o processo de libertação do povo não fosse em vão. Voltar ao “espírito” do Egito, em pleno deserto, seria a sombra que os hebreus conviveriam por 40 longos anos. Mas, Deus estava disposto a libertá-los para sempre dessa sombra.

UMA CRÍTICA AO FILME BÍBLICO EXODUS: GODS AND KINGS


Por Gutierres Fernandes Siqueira

O filme Exodus: Gods and Kings (EUA, Reino Unido, Espanha; 2014) do aclamado diretor Ridley Scott é um pouco decepcionante. Atenção: eu não esperava um filme bíblico, logo porque Scott não nos prometeu isso. E, não é de hoje, eu não espero exegese e hermenêutica de Hollywood e acho uma bobagem essa gritaria de muitos cristãos-evangélicos- ponto final. O diretor há dias já vinha falando que a produção seria um filme de ação. E como ação é um bom filme de efeitos especiais. Então você pode perguntar: por que a decepção? Ora, o roteiro e adaptação são fracos. É claro que a licença poética para complementar e até adaptar a história bíblica poderia ser bem melhor. É nesse ponto que Scott estraga a história.

A narrativa sobre a vida de Moisés é uma das mais completas e ricas do Antigo Testamento. Sendo assim a produção tinha o desafio de montar um roteiro que fosse mais interessante do que a já complexa história do profeta. E isso não aconteceu. Ridley Scott é um grande diretor e, na minha visão,Gladiador (EUA, Reino Unido; 2000) é um glorioso exemplo. Agora, alguns de seus filmes como Exodus e Robin Hood (EUA, Reino Unido; 2010) deixam - ou deixaram- essa sensação de “poderia ter sido bem melhor”.

Ridley Scott é ateu. O filme é uma homenagem ao irmão e também diretor Tony Scott (1944- 2012) que cometeu suicídio ao pular da Ponte Vincent Thomas em Los Angeles, Estados Unidos. Tony era religioso e Ridley queria prestar uma homenagem. Bom, se eu fosse o irmão religioso dele não ficaria tão feliz com a descrição de Deus, que mais parece o demiurgo, feita pelo diretor não-religioso. E é bom lembrar: o mesmo já tinha sido feito no filmeKingdom of Heaven (EUA , Reino Unido , Espanha , Alemanha; 2005) do Ridley Scott.  
Há dois filmes de ação inteligentes do falecido Tony Scott que gosto muito:Enemy of the State (EUA, 1998) e Spy Game (EUA, Reino Unido; 2001), mas aí é outro assunto... 

Voltando ao Exodus vejamos os pontos positivos e negativos desse longa. E se você ainda não assistiu ao filme, cuidado, o meu comentário está cheio despoilers.

Pontos fracos

a) O retrato de Deus. Marcião ficaria feliz com esse filme,  pois seria a prova cabal de sua tese: o deus do Antigo Testamento é mau e nada tem com Cristo Jesus. No longa Deus parece mais um ídolo pagão: sempre intempestivo, inconsequente e caprichoso. Usar uma criança para retratar tamanha falta de graça e misericórdia parece ser um recurso proposital para chocar. Aliás, essa criança lembra um dos nomes do Demiurgo: Yaldabaoth,que é "a criança do caos". Não esqueço o comentário da minha irmã ao final do filme: aquele deus-garoto parecia mais com os demônios que atormentavam a Judas Iscariotes no filme The Passion of The Christ (EUA, 2004). No ateísmo de Scott Deus sempre é um sujeito amargo e isso já estava claro no filme Kingdom of Heaven, como dito acima.

b) O duelo de egos.  Resumir a libertação do Egito a um duelo de egos entre o irmão adotivo competente e o irmão legítimo fraco?! Bom, é um Shakespeare com Freud meio água com açúcar. Esse ponto talvez seja o pior do filme.

c) A gritaria contra esse “Deus, o matador de crianças”. Essa cena é simplesmente ridícula. Na hora pensei que os egípcios de 4 mil anos atrás já tinham passado pela modernidade. Seriam leitores de Jean-Jacques Rousseau? Ora, ora, nenhum povo naquele período xingaria uma divindade como “matadora de crianças”, logo porque esse tipo de sensibilidade não fazia parte do discurso religioso e político da época. Aliás, esses povos nem conheciam o conceito de criança como nós conhecemos hoje. Só na Idade Moderna é que a criança ganhou o status de um ser social. Antes era apenas um adulto em miniatura.

Pontos fortes

a) A lei é dada como uma instituição para base do povo israelita. A frase de Deus dizendo que “daria a lei porque líderes vacilam enquanto as pedras permanecem” é simplesmente fantástica. Scott captou muito bem a essência do Decálogo nessa simples cena.

b) A cena do luto noturno no Egito com a morte dos primogênitos. É uma cena forte e ao mesmo tempo que retrata bem o que o texto bíblico quis dizer: “E houve grande pranto no Egito, pois não havia casa que não houvesse um morto” [Êxodo 12.30].

c) A cena onde Faraó exalta sua grandeza entre cadáveres do seu exército. É uma cena bonita, forte e com a velha e boa advertência contra a vacuidade.

É isso. No geral é um filme que merece nota 6. É medíocre não porque não seja bíblico, mas porque substituiu uma história forte por um roteiro mais fraco e até clichê.

Fonte: Blog Teologia Pentecostal
Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle
#1
Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.

#2
Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.

#3
Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância gera esfriamento e fragiliza os vínculos.

#4
Não perca tempo discutindo religião, política e futebol. As paixões moram numa nuvem que os argumentos não alcançam.

#5
Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa” e “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.

#6
Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.

#7
Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro.

#8
Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, e isso se repita muitas vezes, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.

#9
Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano que vem. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.

#10
Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.

#11
Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.

#12
Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação.

#13
Não crie caso com sua mulher. Nem com seu pai nem com sua mãe. Nem com seu irmão nem com sua irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve.

#14
Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade.

#15
Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.

#16
Jamais se esqueça que a pessoa mais importante do mundo é aquela que está na sua frente. Não a que está no whats app, nem no facebook, nem no instagran.

#17
Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis.

#18
Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.

#19
Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são incomparáveis.

#20
Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.

#21
Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.

- Ed René Kivitz
Publicado originalmente em 2005, e levemente adaptado para hoje

Fonte: 

Mensagem Edificante para Alma 

NÃO É QUE 2015 CHEGOU?


No final da década de 80, eu assisti a trilogia "De volta para o futuro". O Segundo filme da série retratava a viagem de Marty McFly e o Dr. Emmett Brown, ao então longíquo ano de 2015. No filme, 2015 era bem diferente de hoje. Skates flutuavam, automóveis voavam, hologramas eram comuns à cidade e muito mais. Lembro que na época eu pensei com meus botões: deve ser muito legal dirigir um carro que voa! Tomara que eu viva até 2015 para fazê-lo. 

Pois é, 2015 chegou, e ao contrário da ficção de Spielberg os skates não flutuam, os automóveis continuam rodando em estradas engarrafadas e os hologramas não se mostram presentes em nossas cidades. Pois é, o tempo passa não é mesmo? Em 1985, eu era um adolescente de 17 anos de Idade, hoje, encontro-me com quase 50 e o mundo apesar de ter mudado, não é aquilo que esperávamos que viria a ser. Quem sabe daqui a 30 anos? Mas, aí será outra história. 

Um feliz e abençoado 2015!

Renato Vargens
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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Como eu gosto de escrever com base em textos bíblicos estou meio que sem inspiração para escrever sobre o ano novo. Onde nas Escrituras eu poderia encontrar uma passagem, uma narrativa, um salmo ou qualquer outra referência que me desse o apoio para escrever que a passagem de um ano para o outro representa um novo começo, uma vida nova, a hora de tomar resoluções, uma espécie de momento mágico de virada onde as coisas que deram errado em 2014 ficaram para trás e tudo se faz novo em 2015?

Eu sei que não preciso de um versículo explícito sobre um assunto para poder falar dele biblicamente, se tão somente eu puder derivar de vários textos o conceito em foco. Mas mesmo assim continuo com problemas. Não encontro no Antigo Testamento nenhuma referência de que a mudança de um ano para o outro tivesse qualquer significado meio que miraculoso. Ao que parece, os judeus marcavam a passagem de um ano para o outro (que acontecia no primeiro dia do sétimo mês, aparentemente) com uma convocação ao som de trombetas para uma reunião solene, onde eram oferecidos sacrifícios ao Senhor (cf. Lev 23:23-25; Num 29:1-6). 

Existe muita polêmica entre os estudiosos sobre o Ano Novo judaico, quanto à data e à maneira como era celebrado. A razão principal é a falta de maiores informações sobre o evento, diante da enorme quantidade de informações sobre as festas religiosas como Páscoa e Pentecostes, o que mostra que a festa de Ano Novo não era tão importante assim. De qualquer forma, o Ano Novo era celebrado em Israel como um memorial ao Senhor, com direito a sacrifícios e convocação com trombetas. Não encontro nada que diga que os israelitas prometiam que naquela convocação fariam no novo ano aquilo que não fizeram no ano findo. Na verdade, o que encontro é que os israelitas tinham que amar a Deus e fazer a vontade dele o ano todo, cada ano de suas vidas. A celebração era provavelmente de gratidão a Deus.

No Novo Testamento não encontramos absolutamente nenhum sinal de que os cristãos celebravam a passagem de ano. Mas, tem uma reclamação de Paulo de que os crentes da Galácia, seguindo costumes judaicos, estavam guardando “dias, e meses, e tempos, e anos” (Gal 4:10).

Posso entender os cultos e festividades do Ano Novo como expressões culturais dos cristãos que aproveitam a oportunidade para fazer um balanço espiritual de suas vidas e igrejas no ano findo e propósitos e alvos para o ano que chega. Mas sempre fica a pergunta: se eu não estou andando com Deus em 2014, devo esperar a virada do ano para prometer fazer em 2015 aquilo que não fiz o ano todo? O que a Bíblia me diz é que “hoje” é o dia da salvação e que “agora” é o tempo de arrependimento e retorno a Deus, e que devo buscar ao Senhor “enquanto” eu posso achá-lo (Isa 55:6; 2Cor 6:2; Heb 3:13). 

Uma das primeiras das 95 teses de Lutero foi que o arrependimento (penitência) é um estado de espírito constante no cristão e não uma mortificação pontual feita no confessionário ou na hora da missa – ou na virada do ano, se posso acrescentar uma palhinha...

Apesar de tudo, podemos aproveitar o momento cultural de maneira positiva, para render graças a Deus pelas bênçãos derramadas no ano findo. E pedir que Ele nos abençoe no ano que se inicia. Aqui vai minha sugestão de uma oração a ser feita na virada do ano: 

“Senhor, te dou graças por todas as bênçãos recebidas em 2014. Peço perdão de todo coração por todas as coisas erradas que fiz e pelas certas que deixei de fazer neste ano que finda [talvez aqui fosse bom fazer uma lista para deixar claro que não é só conversa]. Suplico a tua graça e misericórdia para que eu possa andar nos teus caminhos em 2015, para que eu possa me arrepender e me corrigir imediatamente após meus erros, e para que eu não fique achando desculpas e adiando aquilo que eu sei que devo fazer, de maneira que na virada para 2016 eu não tenha que vir fazer esta oração de novo. Em nome de Jesus, amém”.

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Fonte: O Tempora! O Mores!