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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lições Bíblicas CPAD

Adultos



1º Trimestre de 2015


Título: A Lei de Deus — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança
Comentarista: Esequias Soares


Lição 1: Deus dá sua Lei ao povo de Israel
Data: 4 de Janeiro de 2015

TEXTO ÁUREO


“Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas” (Rm 9.4).

VERDADE PRÁTICA


Uma nova nação despontava no horizonte e precisava de uma legislação que definisse as bases em que o povo devia viver, isto é, fundamentado nas promessas feitas aos patriarcas.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Êx 34.27
A promulgação da lei é a cerimônia oficial do concerto que Deus fez


Terça - Êx 19.8
Israel faz voto de fidelidade e obediência à lei de Deus


Quarta - Gn 15.18
Deus já havia feito um concerto com Abraão


Quinta - Gn 26.28-30
Era comum celebrar um concerto com festa


Sexta - Rm 7.12
A lei é santa e veio de Deus, portanto, era preciso observá-la


Sábado - Ne 8.1
A origem da lei é o próprio Deus, por isso era preciso obedecer-lhe

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Êxodo 20.18-22,24; 24.4,6-8.

20.18 - E todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe.
19 - E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos.
20 - E disse Moisés ao povo: Não temais, que Deus veio para provar-vos e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.
21 - E o povo estava em pé de longe: Moisés, porém, se chegou à escuridade onde Deus estava.
22 - Então, disse o SENHOR a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que eu falei convosco desde os céus.
24 - Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas: em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei ali e te abençoarei.
24.4 - E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel;
6 - E Moisés tomou a metade do sangue e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar.
7 - E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos.
8 - Então, tomou Moisés aquele sangue, e o espargiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o SENHOR tem feito convosco sobre todas estas palavras.

OBJETIVO GERAL


Explicar o processo de desenvolvimento da Lei de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo 1 refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub tópicos.
  • 1. Conhecer como a Lei foi promulgada.
  • 2. Afirmar a autoria de Moisés.
  • 3. Conceituar “Concerto” ou “Aliança”.
  • 4. Classificar os sacrifícios que foram estabelecidos com a Lei.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR


Caro professor, uma nova revista foi pensada, reformulada e elaborada especialmente para você. A equipe de Educação Cristã da CPAD tem o prazer de apresentar uma revista com um formato novo a fim de estudarmos a Bíblia.
A revista Lições Bíblicas do professor, traz as seguintes seções como novidades: o objetivo geral da lição; os específicos; o ponto central, e outros pontos específicos que podem ser explorados por você de acordo com a realidade da sua classe. A criatividade do professor e sua competência em sala de aula contarão muito para o trimestre ser um sucesso. Para conhecer o restante das seções da revista, solicite a cartilha do novo currículo CPAD. Ela pode ser encontrada nas livrarias CPAD, livrarias colaboradoras e no site da Editora.
O tema desse primeiro trimestre é Os Dez Mandamentos — Valores Divinos para uma sociedade em constante mudança. O comentarista da revista é o pastor Esequias Soares, um dos mais renomados biblistas do pentecostalismo brasileiro, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP) e presidente da Comissão de Apologética da CGADB. Mestre em Ciências das Religiões, graduado em línguas orientais e autor de várias obras publicadas pela CPAD.
Desejamos um ótimo ano! Ótimo trimestre!

COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

PONTO CENTRAL
Deus revelou a sua Lei aos homens através de Moisés, o seu servo. Mas a revelação plena consiste em Cristo, o Filho de Deus.

O tema do presente trimestre são os Dez Mandamentos, a base de toda a legislação mosaica. Aqui vamos iniciar com a solenidade da promulgação da lei, no Sinai, a cerimônia do concerto que Deus fez com Israel. O evento envolveu holocaustos e a leitura do livro da lei num ritual com profundas implicações messiânicas.

I. A PROMULGAÇÃO DA LEI

1. A solenidade. O ritual do concerto e da promulgação da lei no pé do monte Sinai aconteceu cerca de três meses após a saída de Israel do Egito (Êx 19.1-3). Os israelitas permaneceram ali durante um ano (Nm 10.11,12). A revelação da lei começa aqui e vai até o livro de Levítico (Lv 27.34). O livro de Números registra as jornadas de Israel no deserto, e Deuteronômio é o discurso em que Moisés recapitula a lei e traz ao povo uma reflexão sobre os acontecimentos no deserto desde a saída do Egito, exortando Israel à fidelidade a Deus (Dt 1.3; 4.1).
2. A credibilidade de Moisés. Diante de tudo o que aconteceu, quem poderia questionar a legitimidade de Moisés como mediador entre Deus e o povo? Quem podia duvidar da autenticidade e da autoridade da lei (Êx 20.22)? Não seria exagero afirmar que Deus quis fortalecer a autoridade de Moisés com aquelas manifestações sobrenaturais (Êx 19.9). A manifestação visível do poder de Deus ao povo era uma prova irrefutável de sua origem divina (Êx 20.18-22; 19.16-19). As coisas de Deus são sempre às claras. Uma das grandezas do cristianismo é que ele foi erigido sobre fatos. Os evangelhos estão repletos dos milagres que Jesus operou diante do povo (Jo 18.19-21).
3. A lei. A lei de Moisés é o alicerce de toda a Bíblia, e os judeus a consideram “a expressão máxima da vontade de Deus”. O termo hebraico torah aparece no Antigo Testamento como “instrução, ensino, lei, decreto, código legal, norma”, e vem da raiz de um verbo que significa “instruir, ensinar”. A Septuaginta emprega a palavra grega nomos, “lei, norma”, usada também no Novo Testamento. Além de designar toda a legislação mosaica (Dt 1.5; 30.10) — o Pentateuco (Lc 24.44; Jo 1.45) — indica também o Antigo Testamento (Jo 10.34,35; Rm 3.19; 1Co 14.21). Segundo os antigos rabinos, a lei contém 613 preceitos contendo 248 mandamentos e 365 proibições.


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A Lei foi entregue a Moisés no Monte Sinai. O legislador de Israel cumpriu o papel de mediador entre a vontade de Deus e o povo de Israel.


SUBSÍDIO DIDÁTICO


Prezado professor, neste tópico consta a explicação do processo de promulgação da Lei de Deus ao seu servo, Moisés. As perguntas “Como a Lei surgiu?”; “Quem a ditou?” e “Quem a recebeu?” são pertinentes para ministrá-las na aula. Aqui, o autor propõe-se respondê-las. Por isso, o desenvolvimento deste tópico será de grande importância para o aluno conhecer a revelação da Lei a fim de que tenha o conhecimento bíblico básico para acompanhar o desdobramento dos Dez Mandamentos ao longo da revista. Portanto, algumas questões são importantes, também, serem esclarecidas para a classe; “Em que livro do Pentateuco inicia a revelação da Lei?”; “Quem fazia a mediação entre Deus e o povo?”; “Qual é o significado da palavra torah?”.
Sugerimos ao professor responder a essas perguntas de modo que os alunos compreendam as informações básicas a respeito da Lei revelada no Pentateuco. Bons comentários bíblicos sobre o Pentateuco poderão auxiliá-lo.


II. OS CÓDIGOS

1. Classificação. Os críticos costumam fragmentar os escritos de Moisés. Consideram a legislação mosaica uma coleção de diversos códigos produzidos num longo lapso de tempo. A classificação apresentada é a seguinte: os Dez Mandamentos encabeçam a lista desses expositores (Êx 20.1-17; Dt 5.6-21). Em seguida, há o que eles denominam Código da Aliança (Êx 20.22-23.33). O que vem depois é o Código de Santidade (Lv 17-26). O Código Sacerdotal é o restante do livro de Levítico e o Código Deuteronômico (Dt 12-26).
2. O que há de concreto? Estas seções ou códigos são realmente identificáveis no Pentateuco; no entanto, é inaceitável a ideia de sua existência independente de cada um deles na história. O argumento dos críticos contraria todo o pensamento bíblico. Não existem provas bíblicas nem extrabíblicas de qualquer código isolado no Antigo Israel. A Bíblia inteira atribui a autoria a Moisés, e o próprio Senhor Jesus Cristo chamava o Pentateuco de “lei de Moisés” (Lc 24.44).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Embora os críticos bíblicos afirmem que os escritos atribuídos a Moisés são fragmentados, a Bíblia inteira, bem como o testemunho de Jesus Cristo, atribui a Moisés a autoria do Pentateuco (Lc 24.44).


SUBSÍDIO TEOLÓGICO


“O Pentateuco apresenta-se basicamente como obra de Moisés, um dos primeiros e certamente o maior profeta do Antigo Testamento (Nm 12.6-8; Dt 34.10-12). Deus comumente falava por Moisés de viva voz, como também fez mais tarde com os profetas, mas a atividade de Moisés como escritor também é mencionada muitas vezes (Êx 17.14; 24.4,7; 34.27, Nm 33.2; Dt 28.58,61; 29.20-27; 30.10; 31.9-13,19,22,24-26).
[...] A razão de Moisés e os profetas registrarem por escrito a mensagem de Deus, não se contentando apenas em entregá-la oralmente, era que às vezes a enviavam a outros lugares (Jr 29.1; 36.1-8; 51.60,61; 2Cr 21.12). Mas, na maioria das vezes, era para preservá-la para o futuro, como um memorial (Êx 17.14) ou uma testemunha (Dt 31.24-26), a fim de que ficasse escrita para o tempo vindouro (Is 30.8). A falibilidade da tradição oral era bem conhecida entre os escritores do Antigo Testamento. Temos uma lição prática disso quando da perda do Livro da Lei durante os maus reinados de Manassés e Amom. Quando foi redescoberto por Hilquias, seus ensinamentos causaram grande choque, pois haviam sido esquecidos (2Rs 22-23; 2Cr 34).
Não podemos ter certeza de quanto tempo levou para que o Pentateuco alcançasse a sua forma final. Entretanto, vimos no caso do livro do concerto, cuja alusão reporta-se a Êxodo 24, que foi possível um documento pequeno, como Êxodo 20-23, tornar-se canônico antes que tivesse atingido o tamanho do livro do qual hoje faz parte. O livro de Gênesis também incorpora documentos antigos (Gn 5.1). Números inclui um trecho proveniente de uma antiga coleção de poemas (Nm 21.14,15), e Deuteronômio já era considerado canônico mesmo no tempo em que Moisés vivia (Dt 31.24-26), pois foi colocado ao lado da arca do concerto. Contudo, a parte final de Deuteronômio foi escrita depois da morte de Moisés” (COMFORT, Philip Wesley (Ed.). A Origem da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1998, pp.81-83).


III. O CONCERTO

1. O que é um concerto? O termo usado no Antigo Testamento para “concerto” é berit, “pacto, aliança”, que literalmente indica obrigação entre pessoas como amigos, marido e mulher; entre grupos de pessoas; ou entre divindade e indivíduo ou um povo. Sua etimologia é incerta. A Septuaginta emprega o termo grego diatheke, “pacto, aliança, testamento”, ou seja, a mesma palavra usada por Jesus ao instituir a Ceia do Senhor. O Antigo Testamento fala de três concertos: com Noé, com Abraão e com Israel no monte Sinai (Gn 9.8-17; 15.18; Êx 24.8). O Novo Testamento fala do novo concerto que o Senhor Jesus fez com toda a humanidade (Mt 26.28; Hb 8.13).
2. Preparativos. Até este ponto na história dos israelitas, Deus vinha agindo em cumprimento às promessas feitas aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Gn 15.18; 17.19; Êx 2.24). Essa promessa precisava ser levada avante. Agora os filhos de Israel formavam um grande aglomerado de pessoas, e essa multidão precisava ser organizada como nação e estabelecida uma forma de governo com estatutos que constituíssem sua lei.
3. O concerto do Sinai. O concerto do Sinai não era apenas a ratificação da promessa feita a Abraão, mas sua aprovação oficial (Gn 15.18; Gl 3.17). As duas partes envolvidas eram, de um lado, o grande Deus Jeová: “se diligentemente ouvirdes a minha voz” (ÊX 19.5); e, de outro, Israel: “Tudo o que o SENHOR tem falado faremos” (Êx 19.8). O povo reafirma esse compromisso mais adiante (Êx 24.7). Era um concerto temporal, local e nacional com mediador falível, ao passo que o de Cristo tinha aplicação universal, foi em favor de toda a raça humana e o Mediador era perfeito.
4. O livro do concerto. Moisés “tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo” (24.7). O concerto foi feito sob as palavras desse livro que continha os mandamentos e os direitos e deveres para a vida de Israel (24.8). Deus já havia mandado Moisés escrever os acontecimentos ocorridos até a guerra dos amalequitas (Êx 17.14). Mas aqui o texto se refere a uma coleção de ordenanças escritas pelo próprio Moisés (24.4). Segundo Umberto Cassuto, professor das universidades de Milão, Roma e Jerusalém, esse livro continha Êxodo 19—20.19 e 20.22—23.33. Nessa época, a revelação do Sinai ainda estava em andamento.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Enquanto o Antigo Testamento fala de três concertos — os de Noé, Abraão e Israel — o Novo revela uma nova e suficiente aliança: Jesus Cristo se fez homem.


IV. O SACRIFÍCIO

1. Os holocaustos. A solenidade foi celebrada com sacrifícios de animais (20.4). O holocausto, olah, em hebraico, significa “o que sobe”, pois a queima subia em forma de fumaça, como cheiro suave diante de Deus. Neste sacrifício, a vítima era completamente queimada como sinal de consagração do ofertante a Deus. A Septuaginta emprega holokautoma, derivado de duas palavras gregas: hotos, “inteiro, completo, total”, e kaustos, “queima”. Ou seja, uma oferta totalmente queimada, ou completamente queimada no altar, era considerada o mais perfeito dos sacrifícios.
2. O sangue. Deus mandou Moisés oferecer o sacrifício do concerto e aspergir o sangue sobre o altar e o povo (24.6,8). Todo o sistema sacrifical fundamenta-se na ideia de substituição, e isso implica expiação, redenção, perdão e sacrifício vicário à base de sangue (Lv 17.11). O sangue aqui era o ponto de união entre Deus e seu povo; com ele, Israel começava uma nova etapa em sua história (Sl 50.5). O escritor aos Hebreus lembra que o concerto do Sinai foi celebrado com sangue e faz uma analogia com a Nova Aliança, porque o Senhor Jesus a selou com seu próprio sangue (Hb 9.18-22).
3. A aspersão. Moisés colocou metade do sangue em bacias e aspergiu outra metade sobre o altar (24.6). O sangue das bacias foi aspergido sobre o povo, como recipiente das bênçãos de Deus e parte do concerto. O sangue do altar representa o próprio Deus, a outra parte da aliança, visto que sem derramamento de sangue não há remissão (Hb 9.22). Tudo isso era também um prenúncio da redenção em Cristo.


SÍNTESE DO TÓPICO (IV)

Deus informou a Moisés, na Lei, a constituição de sacrifícios santos: os holocaustos; derramamento de sangue; aspersão do sangue.


CONCLUSÃO

A grandeza do acontecimento no Sinai mostra a natureza sem igual da cerimônia, algo nunca visto. Era a manifestação do próprio Deus de maneira explícita diante de todo o povo. O que devemos aprender é que a observância meramente exterior, destituída de significado interior, não passa de simples cerimônia. A riqueza espiritual e seu significado residem na figura do Filho de Deus e no cumprimento do concerto em Cristo.

VOCABULÁRIO


Promulgada: Publicada; tornada pública.

PARA REFLETIR


Sobre a lei de Moisés e a lei de Cristo, responda:

Qual é a maior e a mais completa lei: a de Moisés ou a de Cristo?
Ouça as respostas dos alunos com atenção. Em seguida, explique que o Senhor Jesus cumpriu toda a Lei, de modo que toda a moral contida no sistema mosaico foi incorporada e restaurada sob a graça derramada por Jesus através do sacrifício do Calvário. O mandamento de Cristo é a lei do amor, o mais importante mandamento (Rm 13.10).

É correto anular a lei de Moisés em nome da Graça?
Embora a lei tenha a sua importância, servindo durante um longo tempo como um “pedagogo” para o pecador, ela não tem mais domínio sobre nós. Isso não quer dizer que a lei foi anulada, mas efetivamente cumprida por Jesus e, por essa razão, vivemos debaixo da Graça (Gl 3.23-25).

O sistema de sacrifício judaico tem algum significado para os cristãos?
Sim, mas se trata de um significado simbólico. Todo o sistema de sacrifício do judaísmo fundamentava-se na ideia de substituição, expiação, redenção, perdão e sacrifício à base de sangue. Todo esse sistema era como sombra, porque Jesus Cristo selou uma nova aliança com a humanidade por meio do seu sangue (Hb 9.18-22). Ele expiou todos os nossos pecados.

A quem devemos obedecer: a Moisés ou a Jesus?
Jesus é maior que Moisés. Logo, todo o ensino de Moisés, no Antigo Testamento, deve ser compreendido à luz do Evangelho de Cristo (Hb 3.1-6).

Qual é o nosso maior modelo de vida?
Jesus Cristo (Fp 2.5-11).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


Deus dá sua lei ao povo de Israel

Currículo novo, escola Dominical nova! É o que deseja o Departamento de Educação Cristã neste Ano Novo de 2015. Desafios modernos exigem uma nova maneira de se fazer a Educação Cristã em nossa nação. Precisamos pensar a fé de forma a falar ao coração das pessoas, desde as mais simples às mais doutas. Não é uma tarefa fácil, pois o currículo da CPAD atende ao Brasil inteiro, um país continental. Por isso, temos diferentes realidades em nosso país: as do Sudeste diferem das do Centro-Oeste; as do Nordeste, das do Norte etc. Assim vamos proclamando e ensinando o Evangelho, confiando em Deus e em você, professor. Sim, você é quem pode contextualizar o que não é possível fazê-lo. É o professor quem conhece o aluno, cada pessoa, cada vida, cada família. É você, professor, quem pode fazer as lições da CPAD, principalmente a Bíblia, fazerem sentido para as pessoas, desde ribeirinhas às grandes metrópoles. Muito nos honra chegar ao querido professor!
Sobre a lição
A primeira lição do novo currículo estuda “Os Dez Mandamentos”. Num tempo marcado pelas tentativas de desconstrução da herança civilizatória ocidental (Jerusalém, Atenas e Roma) — isto é, as contribuições das culturas judaica (noções morais), grega (a filosofia, a política e a literatura) e romana (do direito e das instituições) —, torna-se imperioso iniciarmos este novo ano estudando as leis divinas.
O que os Dez Mandamentos têm a nos dizer hoje? Uma pergunta honesta que o professor deve fazer. Os princípios descritos ali são tão atuais como os eram outrora? Quando lemos os Dez Mandamentos, quase sempre, não paramos para refletir no contexto de libertação em que o povo judeu estava situado. Geralmente olhamos para os mandamentos como “leis fixas ou regras duras” e não damo-nos conta de que a existência deste código divino tinha o objetivo de garantir a liberdade recém-conquistada pelos israelitas.
Há pouco, o povo judeu fora liberto da opressão dos egípcios. Os israelitas sofreram as influências da cultura, da religião, da filosofia de vida egípcia, etc. Não há como ficar incólume sob 430 anos de influência em uma cultura majoritária como a do Egito Antigo. Por isso, a providência divina foi a de estabelecer princípios divinos e de vida para os judeus a fim de que o processo de libertação do povo não fosse em vão. Voltar ao “espírito” do Egito, em pleno deserto, seria a sombra que os hebreus conviveriam por 40 longos anos. Mas, Deus estava disposto a libertá-los para sempre dessa sombra.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A importância da sabedoria humilde

Tiago distingue dois tipos de sabedoria. Aborda o assunto em duas passagens: 1.5 e 3.13-18. Na primeira, estimula seus leitores a pedirem sabedoria a Deus, se tiverem falta dela. E na segunda, censura algumas pessoas ciumentas e causadoras de divisões na igreja, que, reividicavam ser sábias, comparando o tipo de sabedoria que possuem - terrena, animal e diabólica - com a sabedoria que desce lá do alto.

A aplicação que o apóstolo faz do termo está de acordo  com a ênfase do Antigo Testamento, onde se diz que a sabedoria é uma dádiva divina altamente valorizada (Provérbios 2.6) pelo fato de que ajuda aquele que a possui a compreender a vontade do Senhor e a obedecer a esta vontade.

Há uma ligação entre o Espírito e a sabedoria feita pelo profeta Isaías (11.2) e destaca-se que a descrição das virtudes produzidas pela sabedoria, segundo Tiago (3.17), corresponde de perto à descrição que Paulo fez do fruto do Espírito (Gálatas 5.22-23).

Descrevendo a sabedoria que vem de Deus

A sabedoria genuína pode ser medida pelo caráter de uma pessoa, da mesma maneira que é possível saber que tipo que uma árvore é pela produção de seus frutos.

A verdadeira sabedoria tem origem em Deus e se centraliza em Cristo (Colossenses 2.3; 1 Corintios 1.30). Ela é humilde, é caracterizada por boas obras e produz virtudes que garantem relacionamentos harmoniosos entre os irmãos. Dá capacidade de pensar da maneira mais apropriada, nos faz pessoas melhores quanto ao trato com o próximo. Assinala até onde podemos ir; quanto e como falar. É geradora de amor, cortesia e brandura, sempre manifesta respeito e modéstia e se compraz em fazer o bem.

Não é fator estimulante que leva o crente à arrogância e soberba.

A sabedoria terrena

A falta da sabedoria do alto conduz à desordem, logo a pessoa tola segue à cobiça e à competitividade destrutiva, conforme às pressões da sociedade.

A sabedoria que não vem do alto é a sabedoria do homem sem Deus, que Paulo descreve como "sabedoria deste mundo" (1 Coríntios 1.20, 21). Tiago esclarece que a sabedoria mundana é diferente da sabedoria do alto, é terrena, animal e demoníaca. É terrena porque está em contraste com o que Deus cria a partir do céu e se opõe ao que é sagrado e divino; é animal porque tem origem no homem natural, que não possui condições de entender as coisas de Deus; e, demoníaca, porque é pertinente aos demônios, age de modo contrário aos planos de Deus.

A sabedoria terrena resulta em problemas; inveja, sentimento faccioso (Tiago 3.17), e nos remete aos três inimigos do cristão: o mundo, a carne e o diabo (Efésios 2.1-3).

A necessidade de buscar e ter a sabedoria

Não é o bastante ensinar, é preciso falar e ter o que dizer. Quem pretende ensinar deve ter bom conteúdo e sabedoria para se expressar. Tiago aborda essa questão. Todos os crentes necessitam da sabedoria do alto, pois ela o capacidade a atender ao mandamento de fazer discípulos e o sustenta em todas as situações da vida (Mateus 28.19; Provérbios 4.7).

Caso haja em si falta de sabedoria em alguma área, peça-a a Deus. Ele é bom e liberalmente dá sabedoria a quem lhe pede, para que seja posta em prática como uma ação concreta através da humildade.

A sabedoria do alto nos é transmitida  pelo Espírito Santo (Efésios 1.17; 1 Corintios 2.1-5), através da Palavra (2 Timóteo 3.15) e pela oração (Tiago 1.5).

Conclusão

A vida obedece à Lei da Semeadura, colhemos o que plantamos. O delineamento daquele que não porta a sabedoria do alto é de alguém que comete muitos pecados, principalmente o pecado que Deus mais abomina, a semeadura de contenda entre irmãos. O perfil do crente portador de sabedoria é retratado em pessoas que realizam a colheita de justiça, que é semeada em paz, pois toda pessoa sábia promove a paz (Provérbios 6.16-19; Tiago 3.18).

Tiago orienta seus leitores a abandonarem seus maus desejos e incentiva-os a viverem de modo sábio. A sabedoria de Deus produz bênção, pois o Senhor ama os pacificadores (Mateus 5.9). Busque-a e use-a sempre.

E.A.G.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, página 1757, edição 2004, Rio de Janeiro (CPAD).
Revista Exposição Bíblica - Liberdade, Fé e Prática - Gálatas e Tiago; Arival Dias Casimiro; páginas 53-54; 3ª edição em julho de 2013; Santa Bárbara d'0este/SP (Z 3 Editora Ltda). 
Tiago - Introdução e Comentário, Douglas. J. Moo, páginas 52 e 53, 1ª edição 1990, reimpressão 2011, São Paulo (Edições Vida Nova).

O propósito da tentação

Por Eliseu Antonio Gomes

O que é uma tentação no sentido bíblico?

Tentar é provar. A ideia bíblica da tentação não é primariamente a de sedução, conforme o conceito moderno, mas a de pôr  uma pessoa em prova, de sujeitá-la a um teste, o que pode acontecer com o propósito benevolente de provar ou melhorar sua qualidade, ou então com o objetivo malicioso de mostrar a sua fraqueza ou levá-lo a cair na armadilha de fazer uma ação má. Somente mais recentemente é que a palavra carrega o sentido limitado de testar com má intenção.

Há dois aspectos da tentação: o sofrimento e a sedução: tanto a perseguição quanto o desejo de pecar são provações.

Os verbos hebraicos "mãsâ" (costumeiramente traduzido como "tentar") e "bãhan" (provar, testar) são usados na Bíblia como metáfora, baseada na refinação de metais. A Septuaginta e o Novo Testamento usam como equivalentes de "peirasmo", os verbos "(ek)  peirazo" e "dokimazo", este último correspondente a "bãhan".

O substantivo locativo, hebraico, "massá" transformou-se em um memorial permanente da tentação contra Deus, atitude considerada irreverência extrema, proibida por Deus (Deuteronômio 6.16; Mateus 4.7; 1 Coríntios 10.9 e versos seguintes).

O apóstolo Paulo recomenda que o homem teste ("dokimazõ) a si mesmo antes de participar da Santa Ceia, para não se iludir com seu estado espiritual (1 Corintios 11.28); e também testar o seu trabalho, a fim de que não se desvie e perca seu galardão (Gálatas 6.4).

A origem da tentação (má intenção)

Embora Tiago tenha escrito aos cristãos perseguidos, não aborda de maneira abrangente a tentação originada da perseguição religiosa, quando a própria vida é colocada em risco de ser ceifada e o cristão perseguido pode se sentir tentado a negar sua fé. Ao líder da igreja de Esmirna, Cristo afirmou o seguinte a esse respeito: "Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" - Apocalipse 2.10.

Tiago 1.13-21 nos ensina que a tentação não vem de Deus, tampouco afirma que vem do diabo, mas dos desejos descontrolados (concupiscências) do ser humano. O aspecto da tentação abordado por Tiago tem origem no coração humano, vem de maus desejos interiores. Começa com um pensamento mau, e se torna pecado quando alimentado e permitimos que se transforme em ação.

Jesus Cristo descreveu as más ações de quem cede aos desejos desenfreados: crimes de morte; adultérios, imoralidades sexuais; roubos; mentiras e calúnias (Mateus 15.19, NTLH); e Paulo também mencionou a tentação transformada em pecado ao catalogar as obras da carne: imoralidade sexual, impureza, ações indecentes, adoração de ídolos, feitiçarias, inimizades, brigas, ciumeiras, acessos de raiva, ambição egoísta, desunião, divisões, invejas, bebedeiras, farras, e outras coisas parecidas (Gálatas 5.19-20, NTLH).

Deus testa as pessoas, mas jamais induzindo-as a pecar. Ele permite a Satanás tentar - a revelação mais clara é a experiência de Jó - com a finalidade de refinar a sua fé e ensiná-las a crescer em sua dependência a Cristo. Permite que aconteçam momentos de provas, colocando o seu povo em situações que revelam a qualidade de sua fé e devoção afim de que possam ver o que está em seus corações. Conferir: Gênesis 22.1; Êxodo 16.4; 20.20; Deuteronômio 8.2, 16; 13.3; Juízes 2.22; 2 Crônicas 32.31; Jó 1.6-12.

O propósito da tentação/provação

Tiago faz uma explanação competente no que que diz respeito às questões que envolvem o crente. No capítulo 1, além de destacar a importância da sabedoria, perseverança, fé, conduta em humildade, nos versículos 2-4; 12-15, leva o leitor a tomar consciência da necessidade de conviver com as provações de forma alegre, visto que todo crente deve saber que não vem sobre ele nenhuma provação sem que, primeiro, passe pelo crivo do Senhor, por mais que sejam ardentes.

Podemos observar que a provação muitas vezes traz proveito, se não material, ao menos moral. Quando as pessoas passam pelas provações com Deus, desenvolvem paciência, serenidade de espírito, coragem, resolução, habilidade. Por isso, podemos considerar a provação como uma situação vantajosa, sabendo que dela resultará benefício espiritual (versos 2-4).

Conclusão

É possível que o pobre possa ser provado com inesperada riqueza e o rico passar pela prova da pobreza inesperada. Orientações para vencer as provações: Mateus 4.1-11; 1 Corintios 10.13; 2 Timóteo 2.22.

Ao ser derrotado pela tentação, o caminho certo para se consertar é não usar desculpas, como: não foi possível evitar, alguém o induziu ao erro, todos fazem o mesmo, ninguém é perfeito, não sabia que era errado, a culpa é do diabo, a culpa é de Deus. No momento do fracasso, é preciso ser humilde e assumir a responsabilidade pelo ato falho cometido, confessá-lo e pedir perdão a Deus e não voltar a cometê-lo (Provérbios 28.13; 1 João 1.9). Misericordioso, o Senhor levanta o caído, o pecado é esquecido e ele pode seguir adiante de cabeça erguida (Salmos 34.18; 51.7, 17; Isaías 1.17-18).

A coroa da vida pode ser comparada com a coroa da vitória dada aos atletas vencedores (1 Corintios 9.25). Porém, a coroa celestial não é glória e honra aqui neste mundo, mas a recompensa irrevogável de receber a oportunidade de viver com Deus para sempre, a vida eterna.

Bem-aventurado aquele que experimenta e vence a provação, pois morará no céu (Tiago 1.12).

Podemos resistir à tentação de pecar. O melhor momento para deter uma tentação é antes que esta esteja demasiadamente forte ou se mova demasiadamente rápido e dificulte ser controlada.  A estratégia eficaz para vencer a tentação é amar a Deus e permanecer atento à Palavra, apenas desta maneira o crente tentado poderá fazer parte do feliz grupo de vencedores.

E.A.G.

Compilações de:
A Bíblia Explicada - S. E. McNair, 12ª edição em 1997, página 478, Rio de Janeiro (CPAD). 
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, página 1753, edição 2004, Rio de Janeiro (CPAD).
Ensinador Cristão, ano 15, nº 58, abril-junho de 2014, página 15, A Carta de Tiago - Eliezer de Lira e Silva, Rio de Janeiro (CPAD).
O Novo Dicionário da Bíblia, volume III, página 1580 e 1581, edição 1981, São Paulo (Edições Vida Nova).

Fé que se mostra pelas obras

Por Eliseu Antonio Gomes

Autor e data

A Carta de Tiago foi escrita por Tiago, o meio-irmão mais velho de Jesus Cristo (Mateus 1.18, 20; 13.55). Estudiosos afirmam que foi escrita pouco antes do martírio dele em 62 d.C. Há também outra vertente que aponta a data mais próxima da época do Concílio de Jerusalém, aproximadamente entre os anos 45 a 49 d.C.

Tiago testemunhou a aparição de Jesus, depois da ressurreição (1 Corintios 15.7), estava entre os discípulos congregados depois da Ascensão, à espera  da vinda do Espírito (Atos 1.14). Após isso, tornou-se um líder dos crentes de Jerusalém (Atos 12.17; Gálatas 1.18.19).

Destinatários

Tiago inicia a missiva usanso apenas a expressão "saudações" (chairein), saudação típica dos gregos (Atos 23.26). Ele usa a mesma saudação na carta que continha a decisão do Concílio de Jerusalém (Atos 15.23).

Sua expressão "as doze tribos que andam dispersas", é uma alusão simbólica aos judeus, de modo geral (Tiago 1.1, 2, 18; Mateus 19.18; Atos 26.7; Apocalipse 21.12). A palavra "dispersas" indica aqueles judeus que estavam vivendo fora da Palestina, e como sua carta foi escrita em grego, é lógico supor que os destinatários eram judeus que residiam distantes - distância por causa da forte perseguição aos cristãos que viviam em Jerusalém motivada por negarem-se a declarar Cesar como um deus - e as igrejas estabelecidas em diversas regiões, e todo o povo de Deus espalhado pelo mundo, crentes judeus e gentios (Mateus 28.19; Atos 8.1).

Objetivo

O proposito da Epístola de Tiago é orientar, consolar e fortalecer a Igreja de Cristo. Várias vezes Tiago usa a palavra perfeito, que significa maduro, completo (Tiago 1.4, 17, 25; 3.2).

a. Fé e obras
A espiritualidade superficial, a ausência de integridade, a carência de perseverança e a insuficiência da compaixão para com o próximo são características negativas que interpõe o modo de viver de muitos crentes. Então, fé e obras são os dois assuntos mais abordados por Tiago, são os principais. A epístola oferece um tratamento organizado e simples sobre os aspectos éticos da vida cristã, apresenta importantes deliberações práticas para uma vida bem-sucedida e de acordo com a vontade de Deus.
No estudo das páginas da Epístola de Tiago somos levados a compreender que o Evangelho não aceita uma vida cristã cheia de discursos e separada da ação. A nossa fé precisa ser comprovada pelas boas obras, tem que produzir frutos verdadeiros de amor, do contrário ela se apresenta fingida.
b. Advertência aos crentes sobre alguns maus hábitos
Os crentes haviam adquirido costumes que corroíam a essência do cristianismo, como língua descontrolada, calúnias, favoritismo, vanglória acerca dos planos, orgulho, mau uso das riquezas e falta de paciência.
c. Ensino sobre provações na vida do cristão
O crente não deve rejeitar as provações, pois são proveitosas, antes, deve pedir sabedoria para lidar com elas, pois através delas é que cresce espiritualmente.

Conclusão

Por que devemos estudar a Carta de Tiago? Porque é um manual prático do cristão, faz parte do cânon do Novo Testamento, é a revelação escrita, inspirada por Deus para nosso ensino visando o amadurecimento espiritual. Porque é um tratado de encorajamento e ensino para que conquistemos fé vitoriosa.

Cinco características de um cristão maduro: é paciente em meio às provações (Tiago 1); pratica a verdade (Tiago 2); controla a língua (Tiago 3); é pacificador (Tiago 4); e ora em meio aos problemas (Tiago 5).

Não espere encontrar neste estudo chavões compassivos e sim uma série de instruções contundentes e diretas, ensinos específicos para ajudar o leitor a ter uma vida cristã autêntica.

E.A.G.

Compilações:
Bíblia de Estudo Palavras Chaves, página 1290, edição 2011, Rio de Janeiro (CPAD).
Bíblia de Estudo Vida. edição de 1998, página 1889; São Paulo  (Editora Vida).
Lições Bíblicas - Professor, Eliezer de Lira e Silva; 3º trimestre de 2014, páginas 3-7, Rio de Janeiro (CPAD).
Revista Exposição Bíblica - Liberdade, Fé e Prática - Gálatas e Tiago; Arival Dias Casimiro; páginas 29-33; 3ª edição em julho de 2013; Santa Bárbara d'0este/SP (Z 3 Editora Ltda)

sábado, 6 de julho de 2013

Lição 1: Paulo e a Igreja em Filipos


Data: 07 de Julho de 2013

TEXTO ÁUREO


“E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento” (Fp 1.9).

VERDADE PRÁTICA


Paulo tinha uma grande afeição pelos irmãos de Filipos; por isso suas orações e ações de graças por essa igreja eram constantes.

HINOS SUGERIDOS


296, 577, 597.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Fp 1.3-6
A oração que inspira compromisso


Terça - Fp 1.7
A justiça provém do amor


Quarta - Fp 1.12-15
Tribulações por amor ao Evangelho


Quinta - Jo 15.4,5,8,16
O amor revela-se em obras


Sexta - Rm 12.9-21
O amor valida as boas obras


Sábado - Fp 4.14-19
O amor gera contentamento

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Filipenses 1.1-11.

1 - Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:
2 - graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
3 - Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
4 - fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas,
5 - pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.
6 - Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.
7 - Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
8 - Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo.
9 - E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento.
10 - Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo,
11 - cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

INTERAÇÃO


Prezado professor, neste trimestre estudaremos a carta do apóstolo Paulo aos filipenses. Os temas contemplados nesta epístola são diversos. O apóstolo fala sobre o caráter de Deus, a alegria, o serviço, o conflito e o sofrimento dos santos. Mas o tema que ganha maior destaque na carta é o senhorio de Jesus Cristo, o kyrios de Deus (2.9,10). O Pai o fez Senhor e Cristo. O comentarista do trimestre é o Pastor Elienai Cabral — conferencista e autor de várias obras publicadas pela CPAD, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e também da Casa de Letras Emílio Conde. Que Deus abençoe a sua vida e a de seus alunos. Bons estudos!

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Introduzir a Epístola aos Filipenses destacando a cidade, a data e o local da autoria.
  • Explicar o propósito, a autoria e os destinatários da epístola.
  • Compreender os atos de oração e ação de graças do apóstolo Paulo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, para introduzir a lição desta semana reproduza o esquema abaixo. Faça a exposição panorâmica da Epístola aos Filipenses, explicando o propósito e suas principais divisões. Mostre aos alunos que a carta pode ser dividida em duas partes principais: (1) Circunstâncias em que Paulo se encontrava e (2) assuntos de interesse da Igreja — alegria, o serviço, o caráter de Deus, o conflito e o sofrimento, etc.
Aprendamos, pois, neste trimestre, com a igreja de Filipos. Boa aula!

ESBOÇO DA EPÍSTOLA AOS FILIPENSES

Autor: Apóstolo Paulo.
Tema: Alegria de viver por Cristo.
Data: Cerca de 62/63 d.C.
Propósitos: Agradecer aos filipenses por suas ofertas generosas; informar o seu estado pessoal na prisão de Roma; transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão para levar os membros da igreja de Filipos a se esforçarem em conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.

Introdução (1.1-11)
   •   Saudações.
   •   Ação de graças e oração pelos Filipenses.

I. As circunstâncias em que Paulo se encontrava (1.12-26)
   •   A prisão de Paulo contribuiu para o avanço do Evangelho.
   •   A proclamação de Cristo de todas as formas.
   •   A disposição de Paulo para viver ou morrer.

II. Assuntos de Interesse da Igreja (1.27-4.9)
   •   Exortação de Paulo aos filipenses.
   •   Os mensageiros de Paulo à Igreja.
   •   Advertência de Paulo a respeito de falsos ensinos.
   •   Conselhos finais de Paulo.

Conclusão (4.10-23)
   •   Reconhecimento e gratidão pelas ofertas recebidas.
   •   Saudações finais e bênção.

COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Epístola: Cada carta ou lições dos apóstolos às comunidades cristãs primitivas.

Neste trimestre, estudaremos a Epístola de Paulo aos Filipenses. Esta carta é uma declaração de amor e gratidão do apóstolo pelo amoroso zelo dos filipenses para com os obreiros do Senhor. A epístola está classificada no grupo das cartas da prisão — Filipenses, Filemon, Colossenses e Efésios. Além de realçar a verdadeira cristologia, a epístola orienta-nos quanto ao comportamento que devemos ter diante das hostilidades e perseguições enfrentadas pela Igreja de Cristo.

I. INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA

1. A cidade de Filipos. Localizada no Norte da Grécia, foi fundada por Filipe II. Outras cidades como Anfípolis, Apolônia, Tessalônica e Bereia também faziam parte daquela região (At 17.1,10). Filipos, porém, era uma colônia romana (At 16.12) e um importante centro mercantil, pois estava situada no cruzamento das rotas comerciais entre a Europa e a Ásia.
2. O Evangelho chega à Filipos. Por volta do ano 52 d.C, o apóstolo Paulo, acompanhado por Silas e Timóteo, empreendeu uma segunda viagem missionária (At 15.40; 16.1-3). Ao entrar numa cidade estrangeira, a estratégia usada por Paulo para anunciar o Evangelho era sempre a mesma: dirigir-se em primeiro lugar a uma sinagoga. Ali, o apóstolo esperava encontrar judeus dispostos a ouvi-lo. Mas, na sinagoga de Filipos, havia uma comunidade não muito inclinada a escutá-lo. Por isso, Paulo concentrou-se num lugar público e informal para falar a homens e mulheres desejosos por discutir assuntos religiosos.
Lá, o apóstolo encontrou Lídia, de Tiatira, uma comerciante que negociava púrpura (At 16.14). Ela se converteu a Cristo e levou o primeiro grupo de cristãos de Filipos a congregar-se em sua casa. No lar da irmã Lídia, a igreja começou a florescer (At 16.15-40).
3. Data e local da autoria. Apesar das dificuldades para se referendar a data e o local da Epístola aos Filipenses, os especialistas em Novo Testamento dizem que a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C, provavelmente em Roma. Na ocasião, o apóstolo Paulo estava encarcerado numa prisão, e recebeu a visita de um membro da igreja em Filipos, chamado Epafrodito. Este chegara a ficar gravemente adoentado, “mas Deus se apiedou dele” que, agora recuperado, acabou por levar a mensagem do apóstolo aos filipenses.


SINOPSE DO TÓPICO (I)

Após chegar numa cidade gentílica, o apóstolo Paulo dirigia-se a uma sinagoga judaica para evangelizar.


II. AUTORIA E DESTINATÁRIOS

1. Paulo e Timóteo. O nome de Timóteo aparece juntamente com o de Paulo na introdução da epístola filipense (v.1). Apesar de Timóteo ser apresentado como coautor da carta, a autoria principal pertence ao apóstolo Paulo. Este certamente tratou com Timóteo, seu discípulo, os assuntos expostos na carta. O apóstolo Paulo também não desfrutava de boa saúde, e este fato fazia com que dependesse constantemente da ajuda de um auxiliar na composição de seus escritos (Rm 16.22; 1Co 1.1; Cl 1.1).
2. Os destinatários da carta: “todos os santos”. Paulo chama os cristãos de Filipos de “santos” (v.1). Isto é, aqueles que foram salvos e separados, por Deus, para viver uma nova vida em Cristo. Este era o tratamento comum dado por Paulo às igrejas (Rm 1.7; 1Co 1.2). Quando o apóstolo dos gentios usa a expressão “em Cristo Jesus”, ele quer ilustrar a relação íntima dos crentes com o Cristo de Deus — semelhante ao recurso usado por Jesus quando da ilustração da “videira e os ramos” (cf. Jo 15.1-7).
3. Alguns destinatários distintos: “bispos e diáconos”. A distinção entre “bispos e diáconos” expressa a preocupação paulina quanto à liderança espiritual da igreja (v.1). O modelo de liderança adotado pelas igrejas do primeiro século funcionava assim: os “bispos” eram responsáveis pelas necessidades espirituais da igreja local e os “diáconos” pelo serviço à igreja sob a supervisão dos bispos.


SINOPSE DO TÓPICO (II)

Apesar de Timóteo aparecer como o coautor da carta, a autoria da epístola é do apóstolo Paulo.


III. AÇÃO DE GRAÇAS E PETIÇÃO PELA IGREJA DE FILIPOS (1.3-11)

1. As razões pela ação de graças. “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (v.3). A razão de o apóstolo Paulo lembrar-se dos filipenses nas suas orações, e alegrar-se por isto, foi a compaixão deles para com o apóstolo quando da sua prisão, defesa e confirmação do Evangelho (v.7). Esta lembrança fortalecia Paulo na sua solidão, pois, apesar de estar longe fisicamente dos filipenses, aproximava-se deles pela oração, onde não há fronteiras.
2. Uma oração de gratidão (vv.3-8). Paulo lembra a experiência amarga sofrida juntamente com Silas em Filipos (v.7). Eles foram arrastados à presença das autoridades, açoitados em público, condenados sumariamente e jogados no cárcere, tendo os pés atados ao tronco (At 16.19,23,24). Essa dura experiência fez o apóstolo recordar o grande livramento de Deus concedido a ele, a Silas e ao carcereiro (At 16.27-33).
Os filipenses participaram das aflições do apóstolo e proveram-no, inclusive, de recursos financeiros (4.15-18), ao passo que os coríntios fecharam-lhe as mãos (1Co 9.8-12). Por isso, quando lemos a Epístola aos Filipenses percebemos o amor, a amizade e a grande estima que Paulo nutria para com aquela igreja (v.8).
3. Uma oração de petição (vv.9-11). Após agradecer a Deus pelos filipenses, o apóstolo passa a rogar a Deus por eles:
a) Que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9). O desejo do apóstolo é que o amor cresça e se desenvolva de modo mais profundo, levando cada crente em Filipos a ter um maior conhecimento de Cristo.
b) Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo (v.10). Paulo intercedia pelos filipenses, pedindo ao Senhor que lhes concedesse a capacidade de discernir entre o certo e o errado. Esta capacidade fará do crente uma pessoa sincera e sem escândalo até a volta do Senhor.
c) Cheios de frutos de justiça (v.11). O apóstolo desejava que os crentes filipenses não fossem estéreis, mas cheios do fruto da justiça para a glória de Deus. A justiça que vem de Deus manifesta-se com perfeição no caráter e nas obras do crente.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A atitude de ação de graças e petição pela igreja de Filipos é o tema que predomina na introdução da epístola.


CONCLUSÃO

As adversidades ministeriais na vida do apóstolo Paulo eram amenizadas na demonstração de amor das igrejas plantadas por ele. Ao longo deste trimestre, veremos o quanto a igreja de Filipos foi pastoreada por aquele que não media esforços nem limites para proclamar o Evangelho: o apóstolo Paulo.

VOCABULÁRIO


Colônia: Grupo de migrantes que se estabelecem em terra estranha. Ou lugar onde se estabelece quaisquer migrantes.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4 ed., Vol. 2, RJ: CPAD, 2009.
STAMPS, D. C. (Ed.) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo Testamento. RJ: CPAD, 1995.

EXERCÍCIOS


1. Faça um resumo a respeito da cidade de Filipos.
R. A cidade de Filipos foi fundada por Felipe II, localizada no Norte da Grécia. Além de ser uma importante colônia romana (At 16.12), era um importante centro mercantil entre a Europa e a Ásia.

2. Qual a data mais provável em que foi escrita a Epístola aos Filipenses?
R. De acordo com os especialistas do Novo Testamento, a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C.

3. Quem é o coautor e autor da carta aos filipenses?
R. Timóteo e Paulo.

4. Quem são os destinatários da carta aos filipenses?
R. Aos crentes de Filipos, chamados santos, e “bispos e diáconos” da Igreja.

5. Quais são as três petições de Paulo apresentadas na lição em favor dos filipenses?
R. Que os filipenses crescessem em amor e ciência, tivessem sinceridade e que dessem frutos de justiça.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Bibliográfico

“[Filipos]
A cidade de Filipos foi fundada em 360 a.C. por Filipe da Macedônia. Foi construída na aldeia de Krenides em Trácia e serviu como um centro militar significativo. Quando Roma conquistou a área duzentos anos mais tarde, Filipos se tornou a principal cidade na Macedônia, um dos quatro distritos romanos do que é hoje conhecido como a Grécia. Lá, aconteceu a famosa batalha entre os exércitos de Brutus e Cassius e aqueles de Otávio e Marco Antônio (42 a.C.). A vitória de Otávio levou ao estabelecimento do Império Romano, e ele é lembrado pelo nome sob o qual governou aquele império — Augustus. Filipos floresceu como uma cidade colonial no Império Romano; é a única cidade romana chamada de ‘colônia’ no Novo Testamento (At 16.12). Muitos veteranos de guerras romanas, particularmente do conflito mais antigo entre Antônio e Otávio, povoaram este lugar, tendo recebido porções de terras por seu serviço a Roma. A cidade teve orgulho deste estado como uma colônia romana, desfrutando dos privilégios de isenção de impostos. Promoveu o latim como sua língua oficial e modelou muitas de suas instituições segundo as de Roma (por exemplo, o governo cívico). Os magistrados que Paulo e seus companheiros encontraram primeiro em Atos 16 trouxeram o título honorário de ‘pretores’. O sentimento de orgulho dos filipenses é evidente em Atos 16.21, onde vários cidadãos se referem a si mesmos como ‘Romanos’” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4 ed., Vol. 2, RJ: CPAD, 2009, p.470).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


Paulo e a Igreja de Filipos

A Carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses é o assunto deste trimestre. Para planejarmos com eficiência a aula de cada lição, precisamos considerar o contexto histórico da Epístola. Mas, antes, é de bom alvitre ler toda a Carta. Assim, o professor se apropriará do panorama geral da Epístola. Em seguida, sua atenção deve se voltar para as seguintes questões: a cidade de Filipos, as circunstâncias sociais da redação da Epístola e o seu propósito.
Filipos foi a primeira cidade européia a receber o Evangelho (At 16.6-40). Foi na casa de uma negociante de púrpura, Lídia, que se estabeleceu o primeiro núcleo da comunidade cristã fundada por Paulo em Filipos. O apóstolo visitou a cidade muitas vezes, quando das suas viagens para a Macedônia.
Quando o apóstolo Paulo escreveu a Epístola aos Filipenses, ele achava-se preso. Correntes, pés presos aos troncos, solidão e longos períodos de prisão são umas das muitas consequências daquilo que significava ser preso no Novo Testamento. O sofrimento na prisão é um tema muito explorado pelo apóstolo nesta Epístola.
A Carta aos Filipenses retrata a assistência oferecida pela igreja ao apóstolo. Aqui está todo o contexto que impulsiona Paulo a redigir uma carta à comunidade que lhe assiste em tudo. A melhor maneira que o apóstolo encontrou de agradecer aquela igreja foi escrevendo a ela sobre o sentimento de gratidão que transbordara no seu coração pela generosidade da igreja filipense. Além desse motivo, podemos encontrar outros que constituem o propósito da Epístola:
(1) Agradecer a ajuda enviada pela comunidade filipense (2.25);
(2) informar a visita de Timóteo e explicar o motivo do retorno inesperado de Epafrodito (2.19-30);
(3) prevenir a comunidade cristã do perigo de se cultivar o “espírito” de competição, egoísmo e individualismo de alguns (2.1-4);
(4) alertar a comunidade de Filipos acerca dos pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei (3.2-11), como se esses elementos tivessem algum valor espiritual para conter os impulsos da carne (Cl 2.23).
Em sua Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo mostra com vigor que a salvação não depende de observar a lei judaica e as suas tradições, mas apenas de Jesus Cristo, o Senhor Jesus é tanto o início como o fim da Lei. Ele é a própria Lei: “Misericórdia quero e não sacrifício” (Mateus 12.7).