Isvonaldo sou Protestante

Isvonaldo sou Protestante

terça-feira, 10 de abril de 2012


IGREJAS SOFREM ATENTADO A BOMBA

Por Renato Vargens
A Revista Veja publicou que pelo menos 38 pessoas morreram neste domingo e 35 tiveram ferimentos graves em um atentado contra duas igrejas em Kaduna (metade norte do país), onde era celebrado o Domingo da Ressurreição. A notícia foi dada inicialmente pelo Serviço de Gestão de Emergências do Estado de Kaduna (SEMA) o jornal local ‘Leadership’.
Segundo a reportagem a explosão aconteceu por volta das 6h30 (de Brasília) em uma área comercial e de intenso tráfego de veículos. Existem rumores de que os alvos eram a Igreja Evangélica da África Ocidental e a Igreja das Assembléias de Deus, a 500 metros do local do incidente.
O comissário de Kaduna, Jinjiri Abubakar, revelou que os terroristas estavam sendo perseguidos por policiais. ‘De repente, um dos veículos bateu contra o outro, o que causou a explosão em Sardauna Crescent’, afirmou Abubakar, publicou neste domingo o jornal nigeriano ‘Leadership’.
Nenhuma organização assumiu a autoria do atentado, embora os EUA e o Reino Unido tenham alertado nesta semana que a seita islamita Boko Haram, responsável pelos atentados do Natal de 2011, que causaram ao menos 40 mortos, planejavam ataques contra comunidades cristãs durante a Semana Santa.
Caro leitor, há pouco o Sudão do Norte ordenou a todos os cristãos que se retirassem de suas fronteiras, ameaçando com a morte àqueles que desobedecessem as ordens presidenciais.
Pois é, verdadeiramente, o cerco está se fechando, e isso me faz lembrar das palavras de Jesus no Sermão do Monte:
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem, dizendo todo mal contra vós por minha causa.Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” (Mt 5:10-12)
*** Fonte e Crédito 
Direto do blog do Renato Vargens. juntos orando pelos cristãos perseguidos. Divulgação: Púlpito Cristão.

segunda-feira, 9 de abril de 2012


ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO (subsídios para as Lições Bíblicas da CPAD)


“ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO”
Pr. Ciro Sanches Zibordi

Leitura bíblica: Apocalipse 2.1-7


I. A igreja de Éfeso


1. A cidade de Éfeso era a capital da Ásia. Nos tempos bíblicos havia três Ásias:

a) O grande continente asiático — que vai do Japão, passando pela China e Índia, até a Turquia.
b) A região conhecida como Ásia Menor — que compreende a maior parte da Turquia moderna, do mar Egeu às montanhas da fronteira com a Armênia, a leste, e o mar Negro e as montanhas Taurus, no eixo norte-sul — era formada por províncias romanas, como Cilícia, Galácia, Capadócia, Panfília, Bitínia e a própria Ásia.
c) A província da Ásia, cuja capital era Éfeso. Na sua segunda viagem missionária, Paulo estava na Galácia (na Ásia Menor), quando quis ir à província da Ásia (At 16.6). Ele avançou para Mísia e Trôade, onde recebeu direção divina para ir à Macedônia (vv.7ss).

2. Na sua terceira viagem missionária, Paulo foi a Éfeso, na província da Ásia, cidade que contava com meio milhão de habitantes, à época, e era o centro do culto à deusa Diana (At 18-20). João, que teria morrido nessa cidade, supervisionava dali as igrejas da Ásia.


3. A primeira carta do Apocalipse foi dirigida à congregação que se reunia no porto de Éfeso (At 18.18; 19.41). Essa igreja, estabelecida por obreiros como Paulo e Apolo, contou com cristãos ilustres como Priscila e Áquila (At 18.27). Seus primeiros anos foram caracterizados por milagres e um grande crescimento (At 19.11-20).


II. Análise da carta à igreja de Éfeso (Ap 2.1-7)


1. A carta foi endereçada ao anjo da igreja (v.1); ou seja, ao seu pastor. Isso mostra que o líder é o responsável perante o Senhor, que estabeleceu uma hierarquia ministerial para a sua Igreja (1 Co 12.28; At 15.6,22; Ne 8.5).


2. Jesus tem na sua destra (mão direita) as sete estrelas (v.1).

a) Os pastores e os crentes, de modo geral, são comparados a estrelas (Ap 1.20; 1 Co 15.41).
b) Todos nós estamos nas mãos do Senhor Jesus (Jo 10.27,28).

3. Jesus anda no meio dos sete castiçais de ouro (v.1).

a) Os castiçais aludem às igrejas (Ap 1.20). O castiçal, como símbolo da Igreja, salienta o dever de todos os seus membros brilharem em conjunto. Isso fala de unidade.
b) Jesus anda no meio da Igreja (Mt 18.20; 2 Co 6.14-18).

4. Jesus conhece a sua Igreja (v.2).

a) “Eu sei as tuas obras” — é Jesus quem aprova a nossa obra (1 Co 3.11-15; 2 Co 10.18);
b) “o teu trabalho” — nosso trabalho não é vão no Senhor (1 Co 15.58);
c) “a tua paciência” — necessitamos de paciência para vencer (Hb 10.36);
d) “que não podes sofrer os maus” — muitos toleram os enganadores e falsos profetas, alegando que não podemos julgar (Mt 7.1 com Jo 7.24; 1 Co 6.1-6; Ap 2.20-22);
e) “puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos” — não é de hoje que obreiros fraudulentos se passam por apóstolos (Mt 7.21-23). É preciso tapar a boca dos faladores (Tt 1.10-14).

5. Virtudes da igreja de Éfeso (vv.3,6).

a) “Sofreste” — vida cristã sem sofrimento não é vida cristã (Jo 16.33; At 14.22; Rm 5.1-5; 8.18; 1 Pe 2.20,21);
b) “tens paciência” (Sl 40.1-3; Hb 6.13-15);
c) “trabalhaste pelo meu nome” — muitos trabalham pelo seu próprio nome; quem trabalha pelo nome do Senhor é perseguido, mas também é bem-aventurado (Mt 5.11,12);
d) “não te cansaste” — os que esperam no Senhor têm as forças renovadas (Is 40.28-31; Js 14.7-13);
e) “aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço” — os nicolaítas eram cristãos, possivelmente discípulos de Nicolau, diácono que supostamente se desviou (At 6.5), os quais, apesar de convertidos, de alguma maneira praticavam as obras da carne. Os nicolaítas supervalorizavam a graça, faziam o trabalho do Senhor relaxadamente, acreditando que não precisavam praticar boas obras (Tg 2.14-17; Ef 2.8-10; Hb 3.12,13).

6. O grande erro da igreja de Éfeso (v.4).

a) Jesus não ignora erros por causa de acertos; Ele não “põe panos quentes” (Hb 4.13; Jo 21.15-17).
b) O grande erro dos efésios não foi um pecado moral, e sim o abandono do primeiro amor.
c) O amor é a essência da vida cristã (Mt 24.12; 1 Co 13).
d) Paulo concluiu a carta aos efésios dizendo: “A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade. Amém!” (Ef 6.24).

7. Jesus tem o remédio para a perda do primeiro amor (v.5).

a) “Lembra-te de onde caíste” — o filho pródigo também refletiu sobre sua vida e se lembrou da casa do pai (Lc 15.17);
b) “arrepende-te” — arrependimento verdadeiro envolve intelecto, sentimento e vontade; o arrependimento de Judas foi apenas emocional (Mt 27.3-5);
c) “pratica as primeiras obras” — muitos pensam em estratégias de crescimento inovadoras, mas o avivamento começa com a reconquista do que foi perdido (Lm 5.21; 2 Cr 29.25-30; Jr 6.16; Pv 24.21);
d) “quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” — se permanecermos na condição de desobedientes a Deus, isso resultará na perda da nossa posição em Cristo.

8. Promessa aos vencedores: “Ao que vencer dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus” (v.7). A nossa glorificação e o nosso galardão estão condicionados à perseverança em servir ao Senhor (Mt 24.13; 1 Co 15.1,2; Hb 3.14; Ap 2.10; 3.11; Rm 8.18).


Ciro Sanches Zibordi

PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA: SUDÃO DETERMINA IMEDIATA RETIRADA DE CRISTÃOS DO PAÍS ATÉ O DIA 9 DE ABRIL

Sudão2
O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, determinou a retirada total dos cristãos do país até o dia 9 de abril, em uma intensificação da perseguição religiosa aos grupos minoritários cristãos na região.
O chefe de estado sudanês vem empreendendo, há décadas, perseguições a cristãos e minorias religiosas em todo o país e particularmente nas fronteiras com o Sudão do Sul.
O país recebeu a emancipação em 2011, e desde então, al-Bashir decretou a sharia – lei da islamização absoluta – em todo território. Segundo sua política, o país deveria tornar-se uma nação de “uma só língua, uma só cultura e uma só religião” e os sudaneses cristãos deveriam deixar o território.
Em entrevista ao The Christian Post, o pastor Mário Freitas, presidente da Missão em Apoio à Igreja Sofredora (MAIS), diretamente do Sudão, falou sobre o grande problema enfrentado pelos cristãos ameaçados, que é a falta de perspectiva.
De acordo com Freitas, que está no local desde 3 de abril, os líderes religiosos sudaneses estão tentando encontrar a linha emocional a seguir entre a fé e o desespero.
“Na verdade, ninguém sabe como serão os próximos dias. Não sabem se os filhos poderão seguir normalmente na escola. Não sabem se as esposas estarão em segurança nas ruas e nos mercados. Não sabem como e onde estarão os irmãos de fé”, conta o missionário.
Freitas explica que há grandes dificuldades no processo migratório, entre outras coisas, por causa da alta nos preços do território ao sul.
“Há muitos estrangeiros, funcionários de organizações humanitárias, diplomatas e negociantes, o que também inflaciona os preços. Se todos vão para o mesmo lugar, é natural que se gere concorrência naquele destino.”
Outro fator para a retirada é que os sudaneses cristãos possuem vínculos afetivos com o Sudão. “ Os cristãos pertencem etnicamente ao sul, por serem filhos de tribos daquela região, mas nasceram e cresceram no norte. Têm uma vida aqui em Khartoum. É aqui que seus sonhos foram gestados, aqui estudaram, aqui conheceram seus cônjuges. Não querem sair de casa porque estão em casa”, explicou. “Além disso, não seriam mais aceitos naquele território”.
Há ainda uma questão étnica, pois os sudaneses do norte têm ascendência árabe, enquanto os do sul têm origem nas raças tribais negras. “Estes são muçulmanos convertidos ao cristianismo, o que por si só, já é um crime mortal”.
Segundo o pastor Freitas, nas ruas de Khartoum, capital do Sudão, há uma tensão com relação aos cristãos e uma intensa perseguição moral a eles, que não conseguem empregos e assim não possuem os meios para sua subsistência.
Sobre a perspectiva do dia 8, próximo domingo, Freitas explica que os pastores e cristãos locais não conseguem fazer grandes predições. “Eles não sabem o que esperar. Mas têm muita fé”, assegura. “Eles simplesmente esperam e esperam. Aguardam passivamente, mas não vão deixar sua terra”, garante.
Um dos pastores locais, quando perguntado se temia a morte afirmou: “eu não tenho medo de morrer. Eu já morri”. Para Freitas eles “são heróis e nos encorajam diante de nossos míseros problemas. Eles sabem que Deus lhes será por juíz”.
Genocídio de cristãos
O presidente Omar al-Bahsir já foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia e tem contra si três acusações de genocídio.
A violência, porém, continua. No estado de Kordofan do Sul, ainda há bombardeios aéreos, assassinatos seletivos, sequestros de crianças e outras atrocidades contra cristãos.
Relatórios da ONU indicam que entre 53 mil e 75 mil civis inocentes foram expulsos de seus lares no território sudanês, e casas e edifícios foram incendiados.
Com informações do The Christian Post

sábado, 7 de abril de 2012

VERDADES E MITOS SOBRE A PÁSCOA

Por Augustus Nicodemus Lopes
Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.
A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.
Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.
Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.
Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.
A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.
Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.
Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.
Eu opto por esta última.
***Fonte e créditos para: 
Augustus Nicodemus Lopes é pastor presbiteriano, Chanceler da Universidade Mackenzie e escreve no Blog O Tempora, o Mores. Divulgação: Púlpito Cristão.


SÁBADO DE ALELUIA, VÃO MALHAR O JUDAS OU OS PROCLAMADORES DO EVANGELHO PURO E SIMPLES?

Sábado, para os católicos, é o “sábado de aleluia”. Fui católica desde minha tenra infância, e morava próximo à Av. Lavapés, em São Paulo, a capital da malhação do judas. Nessa avenida, todos os anos os organizadores montam bonecos, simbolizando as personalidades mais detestadas no ano anterior, e a criançada e os adolescentes voam sobre tais bonecos até destruí-los em poucos minutos. Esse evento sempre é manchete da imprensa do dia.
Embora morasse perto, nunca participei desse evento, até porque meus pais temiam pela violência. Mas um dia, eu devia ter uns 9, 10 anos, junto com outras duas amigas montamos nosso próprio judas, que vestia uma blusa com lantejoulas que eu havia ganho mas que detestava, uma calça de uma das meninas, o corpo e a cabeça de jornais. Apelidamos nosso judas com o nome de uma outra menina, considerada “metida”, e nos divertimos a valer enchendo nossa judas com socos, chutes, até enfim esmagá-la debaixo dos nossos pés.
Por que estou contando isso?
Ana Paula ministrando para as centenas de fiéis no Congresso passado.
No próximo sábado, dia 07 de abril de 2012, haverá o Congresso do Diante do Trono em Belo Horizonte (MG). E nesse dia, alguns lá estarão portando faixas, num pacífico protesto de proclamação da volta da igreja aos ensinamentos de Jesus Cristo, ensinos sem “barganhas com Deus”, sem invencionices humanas, sem tudo aquilo pelo qual Lutero e os reformadores lutaram, séculos atrás, e que estão voltando com força total em parte das igrejas ditas evangélicas.
As faixas, como sempre, terão versículos bíblicos. Não serão versículos que, usados isoladamente por líderes espertinhos, façam alusão à riquezas sem fim ou à obrigação dos fiéis de estarem seguindo cegamente sua liderança, sob pena de estar em pecado de rebelião. Serão versículos que ensinam aquilo que Jesus ensinava: que nosso Reino não é aqui, que devemos dar nossa vida (e isso inclui nossos desejos terrenos) à Cristo, que não mais pertencemos a nós, mas a Ele. Versículos que falam que devemos carregar nossa cruz e segui-Lo. Versículos que ensinam que a Igreja não é covil de lobos salteadores, que não é lugar de troca de bênçãos por dízimos ou ofertas. Que nosso Deus é soberano para fazer de nós o que Ele quiser, não o que nós queremos que Ele faça.
E haverá a faixa “Voltemos ao Evangelho puro e simples, o $how tem que parar”.
Há alguma coisa antibíblica nessas faixas? Se houver, por favor, me diga o que, antes de comentar defenestrando esse artigo.
É impressionante que versículos bíblicos e a frase do Voltemos ao Evangelho puro e simples possam provocar, em pessoas ditas renascidas em Cristo e cheias do Espírito Santo, reações como xingamentos, lançamento de maldições, chutes, socos, roubo de faixas. É muito triste que as pessoas não se alegrem com os versículos, com a Palavra de Deus, mas a vejam como algo adversário a elas.
Em qualquer evento ou manifestação com grande aglomeração de pessoas, é lícito estender faixas. Num evento dito evangélico e evangelístico, é igualmente lícito se estender esse tipo de faixas, e isso não configura de forma alguma que quem as carrega queira simplesmente causar tumulto, como podem supor certas lideranças gospel.
Ou será que eles agiriam assim se, ao invés de versículos que coloquem em xeque seus ensinos, as faixas proclamassem “I love DT”, ou “Os Valadão são de Deus”?
Enfim, no próximo sábado haverá cristãos com faixas I love DT, com toda a certeza, e haverá cristãos com faixas com 1 Tm 6.10. As duas manifestações, num Estado democrático de direito como julgamos ser o nosso, são lícitas e importantes, cada uma demonstrando o que entende ser o Evangelho de Jesus.
Porém, tivemos várias denúncias de ameaças que estão sendo feitas contra os que carregarão 1 Tm 6.10 e outros versículos que não agradam aos apóstolos espertinhos de plantão, como se na Bíblia deles não houvesse essas passagens (de repente, não há mesmo). São ameaças verbais, ameaças de possíveis agressões físicas contra quem não estiver portando as faixas com palavras agradáveis ao Diante do Trono. Os fãs, digo, fiéis que seguem tal grupo estão tomando atitudes, pelas redes sociais, que envergonhariam muitos, afinal não se espera esse tipo de comportamento de pessoas que se dizem renascidas de novo em Cristo, e cheias do Espírito Santo de Deus.
Talvez profeticamente, tal congresso ocorrerá no sábado de aleluia. Só espero que as lideranças orientem suas ovelhas no sentido de que não haja uma malhação de proclamadores do Evangelho puro e simples. Se houver, vai ficar muito feio para eles, pois mostrará o “espírito” que rege tais pessoas.
Eu temo muito pela integridade física dos irmãos que lá estarão. Mas peço a Deus que guarde a todos, e que tudo ocorra em paz. Não é nosso objetivo atrapalhar tal congresso, apenas mostrar as faixas com os versículos bíblicos para quem ali chegar. Se atitudes extremas ocorrerem, aí sim tal congresso será atrapalhado, e pelas mãos deles mesmos, e eles terão que arcar com as consequências, pela justiça de Deus e dos homens.
Que Deus esteja no controle de tudo, que estejamos em oração. E que tudo o que estiver encoberto, que seja manifestado na luz de Cristo.
*** Todos os créditos para o Púlpito Cristão    
Vera Siqueira defende o Evangelho Puro e Simples e não se cansa de militar; cairá em campo. Direto do blog Estrangeira, divulgação: Púlpito Cristão.

O Deus Trino

Definição: Há apenas um Deus, mas na unidade da Divindade, há três pessoas eternas e iguais entre si – Pai, Filho e Espírito Santo.

Trindade: Onde está na Bíblia?

A Palavra Trindade não se encontra na Bíblia. Trata-se de uma expressão teológica que surgiu no século II. Da mesma forma que a palavra adolescência não aparece na Bíblia, não quer dizer que não exista a fase de adolescência. Os planetas do nosso sistema solar já existiam mesmo antes de receberem seus nomes (Por exemplo: Júpiter, Urano, Saturno). Apesar da Palavra Trindade não estar na Bíblia, a doutrina da Trindade está, sim, na Bíblia.

Vamos analisar as Escrituras:

As Escrituras nos afirmam que há um só Deus:

Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR (Dt 6.4)

Entretanto, na Bíblia nós vemos a presença de três pessoas na Divindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Podemos ver a Doutrina da Trindade no Antigo Testamento:

Elohim: Esta Palavra hebraica é encontrada no Antigo Testamento para se referir ao único Deus, porém é uma palavra que está no plural. Vemos nela a pluralidade na unidade.

Individualmente:

O Pai: Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome (Is 63.16)

O Filho: Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.
Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. (Sl 2.6,7)

O Espírito Santo: O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (Is 61.1)

Pluralidade de pessoas:

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (Gn 1.26)

Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? (Is 6.8)

Podemos ver a pluralidade de pessoas no Novo Testamento:

No batismo de Jesus:

E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mt 3.16,17)

Jesus prometendo o Consolador:

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito (Jo 14.26)

Benção apostólica:

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. (2 Co 13.14)

Não podemos compreender isso totalmente. E não poderia ser diferente, já que estamos tentando entender Aquele que é “de grande poder; o seu entendimento é infinito” (Sl 147.5. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16)

O que podemos saber é aquilo que o Senhor nos revelou em sua Santa Palavra.

Por se tratar de algo tão complicado, muitos já tiveram dificuldade em expor esta doutrina bíblica e chegaram a ensinar algumas doutrinas anti-bíblicas. Podemos citar pelo menos dois erros:

1º Erro: São três deuses

A Trindade não diz respeito a três deuses, mas um Deus que subsiste em três Pessoas:

Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro Isaías 45:5-6

Não terás outros deuses diante de mim 
Êxodo 20:3

2º Erro: Há um só Deus, mas também só há uma Pessoa

Um certo bispo chamado Sabelio pregava que Existia um só Deus, mas não fazia a distinção entre as três pessoas da Divindade, dizendo que seriam apenas três aspectos ou três manifestações de Deus.

Porém, a Igreja pôde se proteger deste erro, definindo a verdadeira doutrina, podemos encontrá-la no chamado Credo de Atanásio:

"Adoramos um Deus em trindade, e trindade em unidade. Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. Pois a pessoa do Pai é uma, a do Filho outra, e a do Espírito Santo, outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma divindade, glória igual e majestade co-eterna. Tal qual é o Pai, o mesmo são o Filho e o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho incriado, o Espírito incriado. O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E, não obstante, não há três eternos, mas sim um eterno. Da mesma forma não há três (seres) incriados, nem três imensuráveis, mas um incriado e um imensurável. Da mesma maneira o Pai é onipotente. No entanto, não há três seres onipotentes, mas sim um Onipotente. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor, assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. O Pai não foi feito de coisa alguma nem criado, nem gerado. O Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um Pai, três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. Mas as três Pessoas co-eternas são iguais entre si mesmas; de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas".

Onde encontramos, na Bíblia, que Cada uma das Pessoas da Trindade é Deus?

O Pai é Deus:
Eleitos segundo a presciência de Deus Pai (1 Pe 1.2)

O Filho é Deus:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1.1)

E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna (1 Jo 5.20)

E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28)

O Espírito Santo é Deus:
Não deixe ninguém dizer que o Espírito Santo é apenas uma energia ou uma força: O Espírito Santo é Deus!

"Espírito Santo possui inteligência, conhecendo todas as coisas até as profundezas de Deus — 1 Co 2.10;
Espírito Santo possui vontade própria, podendo distribuir dos seus dons a qualquer pessoa como Ele quer ou como lhe apraz — 1 Co 12.11;
Espírito Santo possui emoção, podendo ser entristecido — Ef 4.30"

Ainda mais:
Espírito Santo ama — Rm 15.30;
Espírito Santo testifica — Jo 15.26;
Espírito Santo fala — At 8.29; 10.19;
Espírito Santo ensina — Jo 14.26;
Espírito Santo é onipresente — Sl 139.7-12;
"E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado" (Lc 12.10);

O Espírito Santo é uma pessoa divina, sim, Ele é Deus:

Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para quementisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus (Atos 5.3,4)

A Doutrina da Trindade ilustrada:

Sabemos que a Doutrina da Trindade é de difícil compreensão para nossas finitas mentes, pois sabemos que o próprio Deus diz:

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. (Isaías 55.8,9)

Entretanto, podemos melhorar nossa percepção daquilo que nós não podemos compreender totalmente:

  • A água é uma, mas esta também é conhecida sob três formas — água, gelo e vapor.
  • Há uma eletricidade, mas no bonde ela funciona sob a forma de movimento, luz e calor.
  • O sol é um, mas se manifesta como luz, calor e fogo.
  • Três velas num quarto darão uma só luz.
  • O triângulo tem três lados e três ângulos; tirai-lhe um lado e não é mais triângulo. Onde há três ângulos há um triângulo.
  • O homem é um, e, no entanto, tripartido, constituído de espírito, alma e corpo.
  • Nosso governo é um, mas é constituído de três poderes: legislativo, judiciário e executivo
  • O raio de luz realmente se compõe de três raios: primeiro, o actinico, que é invisível; segundo, o luminoso, que é visível; terceiro, o calorífero, que produz calor, o qual se sente mas não se vê. Onde há estes três, ali há luz; onde há luz, temos estes três. João o apóstolo, disse: "Deus é luz". Deus o Pai é invisível; ele se tomou visível em seu Filho, e opera no mundo por meio do Espírito, que é invisível, no entanto, é eficaz.
Marco Antonio da Silva Filho

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