Isvonaldo sou Protestante

Isvonaldo sou Protestante

sexta-feira, 2 de agosto de 2013
































É verdade que para o homem ter os 'Dons Espirituais', ou venha produzir os 'Frutos do Espírito' só há uma receita para ele: Aceitar a Cristo como Salvador e buscar dia a dia ser cheio do Espírito Santo. 
 
Quando isso ocorre, ele não mais vive como outrora, ele já não se manda, sua velha natureza foi sepultada na cruz em Cristo. Por onde ele anda, todos logo percebem que nele há luz, nele há vida, nele há algo de especial. Todos sentem prazer em está ao seu lado, todos esperam receber dele algo de bom, algo vindo de Deus. 
 
Contextualizando o ditado muito conhecido por nós que diz: "A boca fala o que está cheio o coração", O crente cheio do Espírito só tem uma coisa em seus lábios; A Palavra de Deus. Ele não sabe falar de outra coisa a não ser das coisas de Deus. 

O crente cheio do Espírito Santo aparece, brilha, é notado, é destacado, é diferenciado, não porque ele quer fazer isso por conta própria, ou tenha necessidade de aparecer para se mostrar muito espiritual, mas o que faz simplesmente foi doado pelo Espírito Santo que é os dons espirituais. 
 
O crente cheio do Espírito Santo ele frutifica, por onde passa deixa um rastro de boas obras e isso faz dele uma bela árvore no Reino de Deus. Devemos entender que os dons espirituais ou o dom que você carrega não é por merecimento seu, não é porque Deus te acha melhor que os outros. 
 
O dom evidenciado em você tem uma utilidade "O aperfeiçoamento e edificação do corpo de Cristo que é a igreja". O Dom é de cima para baixo, vem de Deus para capacitação e edificação da igreja. 

Os frutos do Espírito é o contrário, é do homem para Deus (de baixo para cima), são os frutos do Espírito que diz quem é verdadeiramente o crente. Não é porque alguém fala em outras línguas que deva ser considerado melhor ou destacado o mais espiritual dos demais crentes. 
 
Não é porque alguém tem o dom de profecia, ou visão que se destaca como o mais espiritual da igreja. Tem muita gente que na igreja evidencia algum dom, ou seja, mostra-se muito espiritual, mas quando está longe do grupo, longe dos irmãos é tão carnal quanto o ímpio, sua árvore está apenas com folhas e os frutos são da carne. 

Devemos entender que nem um dom disponibilizado por Deus na vida do crente é para promoção própria, ou para causar invejas ou ciúmes dentro do grupo ou demonstração de superioridade. O objetivo principal dos dons é: Edificação do corpo de Cristo que é a igreja, o dom que eu ou você recebemos e que carregamos tem um fim proveitoso, edificar o corpo de Cristo. 
Diferenciando os Frutos do Espírito 
dos Dons espirituais.
Gálatas 5:22-23 nos diz: "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio..." O fruto do Espírito Santo é o resultado da presença do Espírito Santo na vida do Cristão. 
 
A Bíblia deixa bem claro que todos recebem o Espírito Santo no momento em que acreditam em Jesus Cristo (Romanos 8:9; 1 Coríntios 12:13; Efésios 1:13-14). Um dos propósitos principais do Espírito Santo ao entrar na vida de um Cristão é transformar aquela vida. É a tarefa do Espírito Santo conformar-nos à imagem de Cristo, fazendo-nos mais e mais como Ele. 

Os frutos do Espírito Santo estão em direto contraste com as obras da natureza pecaminosa em Gálatas 5:19-21: "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam." 
 
Gálatas 5:19-21 descreve a vida das pessoas, em proporções diferentes, quando elas não conhecem a Cristo e, portanto, não estão sob a influência do Espírito Santo. Nossa carne pecaminosa produz certos tipos de fruto (Gálatas 5:19-21), e o Espírito Santo produz outros tipos de fruto (Gálatas 5:22-23). 

A vida Cristã é uma batalha entre as obras da natureza pecaminosa e os frutos do Espírito Santo. Como pecadores ainda estamos presos a um corpo que deseja coisas pecaminosas (Romanos 7:14-25). Como Cristãos, temos o Espírito Santo produzindo fruto em nós e o Seu poder disponível para nos ajudar a vencer as ações da nossa natureza de pecado (2 Coríntios 5:17; Filipenses 4:13). 

Um Cristão nunca vai ser completamente vitorioso em sempre demonstrar os frutos do Espírito Santo. No entanto, um dos propósitos principais da vida Cristã é progressivamente permitir que o Espírito Santo produza mais e mais de Seu fruto em nossas vidas – e de permitir que o Espírito vença os desejos pecaminosos que se opõem aos Seus frutos. O fruto do Espírito é o que Deus deseja que nossa vida demonstre... e, com a ajuda do Espírito Santo, isso é possível! 
Dons Espirituais
Romanos 12:3-8 e 1 Coríntios 12 deixam bem claro que cada Cristão recebe dons espirituais de acordo com a escolha de Deus. Dons espirituais são distribuídos com o propósito de edificar o corpo de Cristo (1 Coríntios 12:7; 14:12). 
 
O tempo exato de quando essa distribuição acontece na vida do crente não é especificamente mencionado. Muitos acreditam que os dons espirituais sejam distribuídos no momento do nascimento espiritual (no momento da salvação). 
 
No entanto, há alguns versículos que aparentam indicar que Deus às vezes distribua esses dons espirituais mais tarde. Tanto 1 Timóteo 4:14 como 2 Timóteo 1:6 mencionam um “dom” que Timóteo tinha recebido no momento de sua ordenação “por profecia”. Isso provavelmente indica que um dos presbíteros durante a ordenação de Timóteo falou sob a influência de Deus sobre um dom espiritual que Timóteo receberia para melhor equipá-lo para o seu ministério futuro. 

1 Coríntios 12:28-31 e 1 Coríntios 14:12-13 também nos dizem que Deus (não nós mesmos) é quem escolhe os dons. Essas passagens também indicam que nem todo mundo vai ter um dom em particular. Paulo diz aos crentes da igreja de Coríntios que se vão desejar ou cobiçar certos dons espirituais, então devem deixar de lado sua fascinação com os dons “espetaculares” ou “ostentosos”, mas ao invés devem procurar os dons que sejam melhores para edificar, tais como o dom de profecia (falando a palavra de Deus para a edificação de outras pessoas). 
 
Agora, por que Paulo dir-lhes-ia com tanta veemência que desejassem os “melhores” dons, se eles já tivessem recebido tudo que iriam receber e não tivessem mais oportunidade nenhuma de ganhar esses “melhores” dons? Essa passagem pode levar alguém a acreditar que como até mesmo Salomão procurou ganhar sabedoria de Deus para poder ser um bom governante de seu povo, que Deus vai nos conceder esses dons dos quais precisamos para podermos trazer grande proveito à Sua igreja. 

Graça e Paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

Pb Josiel Dias 
Got question.org

quinta-feira, 1 de agosto de 2013


Está na moda o diálogo inter-religioso
Vivemos a época do inclusivismo, fruto da ideia pós-moderna, que não existe verdade absoluta. Muitos pastores, em nome do amor, sacrificam a verdade e caem nessa teia perigosa do ecumenismo. Precisamos afirmar que não existe unidade espiritual fora da verdade, assim como luz e trevas não podem coexistir.

Não podemos ser um com aqueles que negam a salvação pela graça de Cristo Jesus. Não é um ato de amor deixar que aqueles que andam pelo caminho largo da condenação sigam “em paz” por esse caminho de morte.

Esse falso amor tem cheiro de morte. Essa atitude de dar as mãos a todas as religiões, numa espécie de convivência harmoniosa, acreditando que toda religião é boa e leva a Deus é uma falácia. Toda religião é vã a não ser que pregue a Cristo, e este crucificado.

Toda religião afasta o homem de Deus, a não ser que anuncie Jesus Cristo como o único caminho para Deus! Vamos deixar esse discurso falacioso de amor a todos, e vamos amar de verdade às pessoas, de todas as religiões, pregando a elas, com senso de urgência, o evangelho que exige arrependimento e fé e oferece vida eterna.

Obviamente, a união de todas as religiões e de todas as crenças não é um avanço, mas uma ameaça à igreja de Cristo. O que está por trás dessa tentativa de unir todas as crenças é a heresia de que toda religião é boa e todo o caminho leva a Deus.

O ecumenismo, o diálogo inter-religioso e a fraternidade com todos os credos é um engano fatal. É um falso entendimento do que Jesus ensinou sobre a unidade espiritual da igreja. Não há unidade espiritual fora do evangelho de Cristo.

O argumento de que Jesus acolheu publicanos e pecadores e por isso devemos receber todos os credos é uma falsa interpretação do texto bíblico. O amor não é um substituto da verdade. Todos são convidados a vir a Cristo, mas de todos é exigido arrependimento e fé.

É preciso alertar, ainda, que essa frouxidão doutrinária do liberalismo desemboca na relativização moral. O entendimento pós-moderno é que cada um tem sua própria verdade.

A verdade deixou de ser objetiva para ser subjetiva. Com isso, assistimos, estarrecidos, não apenas um ataque aos valores morais, mas uma inversão dos valores morais.

O profeta Isaías já havia denunciado essa atitude: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is 5.20).

É isso que estamos vendo na mídia todos os dias. Faz-se apologia do aborto, do adultério, do homossexualismo, da violência e da mentira. Porque uma ideia falsa foi plantada no passado, estamos fazendo uma colheita desditosa no presente.

A igreja de Cristo precisa estar firme contra todas essas ondas de engano e permanecer inabalável no cumprimento de sua vocação de levar o evangelho a toda criatura, em todo o mundo.

Por Hernandes Dias Lopes
Guiame
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Por André R. Fonseca

A pedido de um leitor, estou publicando este artigo em resposta ao documento que pode ser baixado neste link. Recomendo a leitura do documento em análise ou, pelo menos, acompanhe a leitura do artigo com o documento, para não se perder. Este artigo é o segundo da série de cinco artigos que visa servir de contraponto e defesa para os argumentos apresentados no site solascriptura-tt.org. Recomendo a leitura do primeiro artigo da série clicando aqui.

Muitos irmãos, sem o domínio do conhecimento que eles abordam, facilmente se escandalizam. São afirmações com tom muito alarmante que impressionam, mas podem ser facilmente questionadas com o mínimo de conhecimento sobre o assunto. Eles qualificam o trabalho da crítica textual do Novo Testamento como obra de demônio, um ataque satânico contra a Palavra de Deus; e, para eles, Palavra de Deus é o mesmo que Almeida Corrigida e Fiel. 

Se eles não são ignorantes o suficiente para dizer que “Corrigida” aplica-se à Palavra de Deus e não à Tradução Almeida, eles poderiam quebrar o galho e também reconhecer que, em Crítica Textual, não se questiona a Palavra de Deus, mas o conjunto de manuscrito que deveria servir de base para as traduções. Se questionar a qualidade entre Texto Recebido e Texto Crítico é uma afronta à Palavra de Deus (King James lá fora, e ACF para os tupiniquins), queria saber quem teve a audácia de “corrigir” a Palavra de Deus na edição Almeida CORRIGIDA e Fiel. Logo percebemos que a ignorância de fatos é mera conveniência! Mas vamos ao texto em análise. 

O autor do texto anexado como download acima apresenta as quatro possíveis traduções que podemos realizar do texto bíblico: 1) a tradução literal, 2) tradução por equivalência formal, 3) tradução por equivalência dinâmica e 4) tradução por paráfrase. 

A definição que o autor faz de cada método de tradução está correto, mas depois ele induz o leitor a dois erros que comprometem todo o conteúdo de seu estudo. Vamos abordar cada um deles. 

Primeira indução ao erro: Ele diz que paráfrase não é tradução. Segue a citação do trecho: "Não se trata de uma tradução propriamente. É, na verdade, um texto que representa o entendimento (a maneira de ver) que aquele que fez a paráfrase teve do texto original." 

Agora, vamos à definição de paráfrase, segundo o dicionário eletrônico da Porto Editora: “nome feminino 1. ato ou efeito de parafrasear 2. explicação ou nova apresentação de um texto ou documento que procura tornar mais compreensível a informação nele contida 3. LINGUÍSTICA enunciado ou texto que reformula, com fins explicativos ou interpretativos, a mesma informação de outro enunciado ou de outro texto, mas utilizando outros recursos linguísticos 4. tradução livre e desenvolvida.” 

Logo, podemos concluir que temos a paráfrase da mesma língua e a paráfrase em tradução de uma língua para outra. Quando ele diz que a NTLH (BLH) é uma paráfrase e defende a tese de que paráfrase não é tradução, então a NTLH deveria estar escrita em grego. Vou explicar! Se para o autor a paráfrase não é tradução, mas uma representação do texto segundo a interpretação do tradutor, então não haveria tradução, e a representação deveria estar escrita em grego! Se a paráfrase foi feita a partir dos textos gregos, ela deveria estar em grego, por simples paráfrase, sem tradução. 

Como a NTLH está em legível português, ela seria mera paráfrase sem tradução caso fosse uma paráfrase feita a partir do texto Almeida, por exemplo. Aí, sim! Uma representação do entendimento a partir da Almeida em português, sem traduzir nada do grego. Seria uma paráfrase da Almeida para facilitar a leitura para pessoas com menos instrução que têm dificuldade com a leitura da Almeida. Mas não é isso o que acontece. A NTLH é uma tradução por paráfrase dos textos originais grego e hebraico. O autor do texto em análise faz uma pequena, mas significativa, confusão dos termos "tradução" e "método"! Porque a NTLH é um texto em português a partir do texto grego/hebraico, trata-se de uma perfeita e inquestionável tradução. Se não fosse uma tradução, deveria estar toda em hebraico e grego. Entendeu? E por simplificar e refazer o texto original, valorizando o sentido acima da literalidade, trata-se de uma tradução por método de paráfrase. 

O segundo erro: outra confusão que leva o leitor a achar que a divergência entre as versões bíblicas são resultado do método empregado na tradução e não pela adoção de base de manuscritos diferentes. 

Para o primeiro exemplo, ele mostra que o Texto Crítico não traz a palavra "primogênito", presente no Texto Recebido. E logo faz as citações enunciadas pelas respectivas versões que trazem o Texto Crítico ou o Texto Recebido. Fica claro que a questão da divergência é devido à adoção de conjuntos de manuscritos diferentes. Mas, para o restante dos casos, ele faz o enunciado a partir dos métodos de tradução, fazendo parecer que o problema está no método e não entre os manuscritos TC e TR. Vejamos, como exemplo, seu comentário de colossenses 1:14: 

Ele apresenta os textos gregos para o TR e TC, sublinhando no Texto Recebido o que teria sido omitido no Texto Crítico. E coloca apenas uma tradução literal feita a partir do TR! Por que ele não apresenta a tradução literal das duas bases de textos grego, TR e TC? A tradução da Almeida Revista e Atualiza é tão formal quanto a ACF, só que tem por base o TC e não o TR que a ACF segue. Tradução por tradução (por método formal) as duas estão corretíssimas e igualmente precisas - cada uma de sua própria base de texto grego! A ACF é tão fiel em sua tradução do Texto Recebido, quanto a ARA é fiel em sua tradução do Texto Crítico. 

O autor ainda afirma que o TR é mais confiável, mas já argumentei no primeiro texto da série que isso não é verdade, leia o artigo aqui. Também recomendo a leitura deste outro artigo: http://www.andrerfonseca.com/2011/12/um-clubinho-farisaico-em-defesa-das.html

Ele também defende que a melhor tradução, quanto ao método, é a tradução formal. Este assunto já foi tratado por mim neste artigo: O que seria uma tradução fiel ao original?

Para finalizar, quero expandir os comentários finais do autor do texto em análise: "Nossa Responsabilidade"

1. “Avaliar com critério qual tradução usar.” Isso é verdade! Uma vez que não são todos os crentes que podem desfrutar de uma leitura bíblica e estudos a partir das línguas originais, as traduções são meras ferramentas linguísticas. Dependendo do emprego, uma tradução poderá ser considerada mais adequada do que outras. Lembrando que há traduções tendenciosas e erradas, como é o caso da tradução dos Testemunhas de Jeová – mas essa é outra história. 

2. “Não desprezar as traduções existentes. Elas podem ser excelente fonte de instrução.” Sábias palavras. Graças a Deus podemos ter à nossa disposição tantas bíblias e versões. Todas têm seu valor e utilidade, basta saber empregar a ferramenta certa para cada tipo de trabalho. Eu prefiro levar minha NTLH para alguns trabalhos de discipulado com irmãozinhos na fé que não têm a mínima condição de ler uma Almeida. Ou instruir crianças e adolescentes na superficialidade do texto bíblico que não demanda da precisão exegética de uma Almeida clássica. Assim como prefiro trabalhar alguns estudo bíblicos a partir da Almeida Revista e Atualizada para alguns grupos específicos. 

3. “Ter sempre junto a nós um texto que seja traduzido a partir do TR, através de Equivalência Formal, no qual possamos confiar 100% (será o nosso fiel da balança).” Aqui ele escorrega feio! A confiabilidade do TR é muito questionável e os métodos de tradução literal e formal já deixaram de ser reconhecidos como os melhores há muito tempo. Desde Ferdinand de Saussure, a linguística tem evoluído muito, e há significativa contribuição da linguística, filologia e outras disciplinas no campo de tradução. Recomendo a leitura do meu artigo sobre o assunto tradução fiel ao original: http://www.andrerfonseca.com/2012/05/o-que-seria-uma-traducao-fiel-ao.html

4. “Zelar para que nossos filhos tenham acesso à pura Palavra de Deus.” Parte deste zelo deve advir do cuidadoso estudo sobre o assunto, não deixando se enganar pelo estardalhaço que alguns fazem sem apresentar o mínimo de racionalidade para tratar o caso. É verdade que Jesus disse: “tenham fé em mim e no Pai”, mas não pediu burrice e ignorância como prerrequisitos! 

5. “Não recriminar os que não conhecem toda a história (muitos líderes não conhecem).” Que história? Quais líderes? Quem são esses que ficam martelando os dois coitados (Westcott e Hort) o tempo todo e se esquecem de toda a história de desenvolvimento da Crítica Textual, ignoram os métodos questionáveis empregados por Erasmo de Roterdã para a composição do Texto Recebido e mais uma série de outros fatos? Só podem ser os tietes de Almeida que não conhecem toda a história, e fica difícil não enxergar isso...

Próximo artigo da série está programado para publicação no dia 4 de agosto.

Autor: André R. Fonseca 
Twitter: @andreRfonseca


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Por Renato César

Muitos cristãos costumam fazer uma nítida diferenciação entre as “coisas” do mundo e as de Deus. Por vezes a seleção do que vem a ser do mundo é baseada em critérios um tanto bizarros, como os nomes de marcas de produtos ou a suposta origem pagã das mais diversas formas de expressão popular, desde vocábulos até festas culturais. Não quero afirmar que se deve aceitar tudo de forma imparcial ou coadunar com práticas claramente antibíblicas unicamente por serem peculiaridades de uma cultura específica. Mas o fato a ser observado é que por muito pouco, às vezes por pura criatividade, cristãos abominam costumes, músicas, regionalismos e muitas outras supostas coisas do mundo, deixando de absorver o que há de bom do lado de fora de seu contexto religioso.

Felizmente, a própria Bíblia nos precaveu contra os possíveis abusos que poderíamos cometer em nossa busca por santidade. Paulo, em 1 Ts 5:21, nos orientou a examinarmos tudo e retermos o que há de bom. Esse breve ensino contém bem mais que as poucas palavras nele usadas pelo apóstolo. O mundo de fato é mau (1Jo 2:15) e jaz no maligno (1Jo 5:19), mas serão esses textos bíblicos, entre outros que trazem a mesma perspectiva negativa do mundo, a justificativa para excluir o mundo, que está lá fora, de nosso convívio? Mais séria que essa questão é a seguinte: Será que algum cristão que acha que os crentes devem se abster do mundo vive realmente dessa maneira?

Para ambas as perguntas a resposta é NÃO. Nem é preciso aprofundar-se nestes pontos, pois é doutrina elementar nas escolas dominicais e estudos bíblicos para neófitos. Em resumo, o que devemos evitar é a contaminação com os valores do mundo. O fato é que é praticamente impossível não depender de alguma forma do que o sistema reinante no mundo tem a nos oferecer. Alguém mais radical que opta por ouvir apenas músicas religiosas deveria vestir apenas roupas feitas por crentes, com fios oriundos de fábricas cristãs cuja matéria-prima fosse originada de produtores cristãos. Essa é, definitivamente, uma perspectiva completamente absurda!

Todo esse arrodeio até aqui, caro leitor, é para dizer algo simples e óbvio, mas muitas vezes mascarado pela religiosidade de alguns crentes ditos espirituais. Não há nada no mundo que seja impuro por essência, mas tudo depende do uso que se faz e da motivação do coração. Striptease não é um ato pecaminoso, mas se você vai a boates ver mulheres vendendo seus corpos a prática então se torna pecaminosa. Igualmente, ler livros seculares, seja de ateus ou de autores de outra religião qualquer que não o cristianismo não se configura em pecado. Pecado é não ler por preguiça.

Se em você, que lê este breve artigo, ainda resiste algum resquício de preconceito para com qualquer “coisa do mundo”, tente, antes de emitir julgamento, avaliar se há algo bom a se extrair para sua vida. Mas este é um conselho apenas para os cristãos sinceros. Alguém que decide envolver-se com o pecado a pretexto de extrair algo bom está pecando desde o início e não apresenta a marca do cristão converso e arrependido.

Eu sinto falta de ouvir sermões que citem pessoas famosas de nosso tempo que venceram por vivenciarem princípios bíblicos, mesmo que não tivessem consciência disso. Sinto falta de ouvir trechos de escritos de autores não cristãos que confirmem a veracidade da mensagem cristã até mesmo entre os incrédulos. Gostaria de ouvir o “Tente Outra Vez” de Raul Seixas numa perspectiva cristã, ou uma pregação que estivesse entremeada por citações de filósofos ou personagens de referência de nosso tempo, cristãos ou não. Há muita coisa boa no mundo que nós ainda não aprendemos a reter e, por isso, na tentativa de sermos mais santos acabamos, sem perceber, deixando de seguir o conselho que a própria Bíblia nos dá.

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Sobre o autor: Cristão reformado, formado em administração de empresas e teologia, membro da IPB - Fortaleza/CE.
Artigo enviado por e-mail.
Contatos com o autor: renatocesarmg@hotmail.com

SILAS MALAFAIA APOIA A SUJEIRA DEBAIXO DO TAPETE E INTIMIDA FIÉIS DENUNCIANTES DE LÍDERES CORRUPTOS

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Tema no Yahoo: “Pastor Malafaia intimida fiéis a não denunciarem pastores ladrões”
Um vídeo bastante polêmico foi postado nesta segunda-feira (29) no YouTube: o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus (Vitória em Cristo [sic] ), faz uma pregação intimidadora aos fiéis. Ele pede aos crentes para não denunciarem os pastores ladrões, “pois ninguém deve se meter com os ungidos de Deus”.
“Fico vendo caras que chegaram agora ao Evangelho e ficam julgando pastores na internet”, diz Malafaia no vídeo. Para ele, quem calunia pastores não é crente. Segundo o líder religioso, a solução é trocar de igreja e não se meter com “quem é ladrão e pilantra”.
Ainda de acordo com Malafaia, quem resolve enfrentar esse tipo de religioso “vai arrumar problema para a vida”. “Meu irmão, isso é coisa muito séria, eu já vi gente morrer por causa disso. Não toma atitude contra pastor, não entra nessa furada”, prega ele no fim do vídeo. É uma ameaça ou é apenas um aviso para evitar confusão?

[Fonte: Notícias Yahoo]
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Nota do Blogueiro: Não é a primeira vez que o Silas Malafaia age com hostilidade ao contraditório. Na verdade, sempre quando ele se sente ameaçado, logo arma um discurso religioso fundamentalista apontando a ira de Deus contra o fiel denunciante do erro, que segundo ele é um “ilustre desconhecido”. Pois bem, melhor é viver abraçado à Verdade sendo um conhecido nos céus, que viver amando a vaidade e a mentira sendo reconhecido pelos homens. A grande sacada disso tudo é que quem está com dor de cotovelo é o próprio Silas!
Quem já fez campanhas financeiras de 900 reais vendendo bíblias de estudo herético em troca de bênçãos materiais; quem popularizou a aberração do “trízimo”; quem pediu 1000 Reais para “salvar” a alma de algum parente ou amigo, e também o dinheiro do aluguel, da conta de luz e do gás pra “sacrificar” em sua “fogueira” não tem moral pra pousar de ‘salvador’ do Evangelho no Brasil! Ao que parece a piscina dele está cheia de ratos! Portanto, ai daquele que tocar nesse “ungido” do Senhor!
“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição..” (2 Pedro 2:1)
Fica aqui, como sugestão oportuna, um texto escrito por nossa colaboradora Mikaella Campos, uma desconhecida no reino dos homens, mas que tem alergia à heresias: Ao pastor Silas Malafaia: de uma ilustre desconhecida.
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Por Josemar Bessa


Existem dois tipos de cristianismo. Há um cristianismo que olha para Cristo com um grande reformador, um grande filantropo, um grande inspirador... Cristo é visto como fonte de inspiração para canalizar a força humana para suas utopias. Cristo é simplesmente um inspiração e incentivo à educação e boas obras. É o cristianismo da melhoria social. É o cristianismo da bondade pessoal que pode ser despertada em cada ser humano...

Há outro tipo de cristianismo, é o cristianismo da Redenção! Esse é o cristianismo que olha para os homens, TODOS os homens em toda parte, como pecadores perdidos, ele olha para os homens como pecadores incapazes de se salvar e de salvar sua sociedade... Cristo sendo enviado, não como um exemplo para o homem natural seguir, um grande reformador social, um grande filantropo ou inspirador... Mas que veio para morrer e estar debaixo da ira que a santidade e a justiça de Deus exige de um mundo que, como Lutero descreveu, sendo incurvatus in si, se tornou inimigo de Deus e filho da ira. E pela expiação do seu sangue, pelos sofrimentos de Sua cruz, todos que forem trazidos a ele, serão justificados diante de Deus, regenerados...

Agora, que tipo de cristianismo é a revelação do Livro? Não é difícil encontrar uma resposta final. Paulo diz: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” - 1 Coríntios 15:3

A grande doutrina fundamental da fé cristão é esta: Cristo morreu por nossos pecados! Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras. Eis o que Ele veio fazer. Um grande reformador, um grande filantropo, um grande inspirador...?

Cristianismo é essencialmente redenção! Isso separa o cristianismo de todas as religiões do mundo. Confucionismo, por exemplo, tem uma ética elevada. Tenta reformar o homem e o mundo através do melhoramento crescente do homem que lá no fundo, é bom... Assim são muitas outras. Há outras religiões monoteístas. Há religiões com doutrinas “bonitas” que apelam para aquilo que o homem tem de melhor...

Mas a doutrina que separa a fé de Cristo de qualquer outra, é que o evangelho é um evangelho de Redenção. Tem a ver com a libertação do homem da ESCRAVIDÃO e do DOMÍNIO TOTAL das cadeias e dos grilhões do pecado. Escravidão da qual o homem é completamente impotente para escapar, necessitando por isso de Redenção.

Esse cristianismo, apesar de verdadeiro, jamais será popular no coração orgulhoso do homem incurvatus in si. É por isso que Cristo morreu, este é o propósito, para nos livrar da pena da IRA e do JULGAMENTO de Deus sobre os pecados de homens totalmente escravizados pelo pecado.

A insígnia do cristianismo não é uma sarça ardente, não é um candelabro de sete braços... não é uma coroa resplandecente... O sinal da fé cristã é a CRUZ! E nesse cristianismo, e somente nesse, Cristo é exaltado acima de todo nome.

No cristianismo bíblico o homem incapaz nada pode fazer por si mesmo em sua depravação, não pode olhar para Cristo como um exemplo e ir se reformando, não pode ir evoluindo pela inspiração do homem chamado Jesus que andou neste mundo, não receberá então, por sua completa incapacidade, nenhum aplauso  - Cristo faz a Redenção.

Em Filipenses 2.7-11, Paulo diz: “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”.

Por quê? Porque Ele “morreu por nossos pecados segundo as Escrituras” (1 Co 15.3).  Esta é a mensagem do evangelho!! O maior conhecimento que um homem no púlpito pode mostrar, o mais excelente conhecimento é este: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado”. 1 Coríntios 2:2

O cristão não se gloria em sua própria sabedoria, estratégia, capacidade humana de mudar o mundo... Ele se gloria numa única coisa: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. Gálatas 6:14

Os homens que saíram a proclamar a verdade pelo vasto e poderoso Império Romano, não pregaram sobre um grande filantropo, um grande exemplo, um grande inspirador de mudanças para melhorar o Império... Eles nunca pensaram em colocar Cristo na classe de um Seneca, um Sócrates, um Abraham Lincoln... Ele é colocado SÓ. Ele é o Grande Redentor: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” - 1 Coríntios 15:3

Sua obra expiatória e redentora é o centro sobre o qual toda a mensagem fluía. Ela estava agarrada a cruz. Um grande e bom resumo disso, está na introdução que João Batista faz do Filho de Deus neste mundo: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1:29  - É inútil buscar relevância (numa sociedade que baniu o pecado de seu vocabulário) e aceitação no mundo dizendo por exemplo, “Eis o Cordeiro de Deus que faz a reforma social do mundo”.

É expresso claramente o propósito e ministério de Cristo como o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo para tirar os nossos pecados: “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado”. 1 João 3:5

Essa é a mensagem do Novo Testamento. Quando Cristo começou seu ministério público, imediatamente Ele começou a dizer que ele devia sofrer, que ele devia morrer, para que fosse ressuscitado dentre os mortos. Na primeira purificação do templo, Ele disse: “Jesus lhes respondeu: "Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias". João 2:19

Eles não entenderam o que ele esta dizendo, mas nós sabemos o que Ele quis dizer. Sua morte e ressurreição. No capítulo seguinte ele fala com Nicodemos, e ele disse a esse mestre em Israel, a esse fariseu: “Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado” -  João 3:14

Quando os judeus pedira um sinal – “Mostre-nos um sinal” – Jesus respondeu: “"Esta é uma geração perversa. Ela pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas.” - Lucas 11:29 – Eles não puderam entender, mas nós entendemos. Ele esteve no coração da terra e ressuscitou dentre os mortos.

Quando os gregos vieram para vê-Lo: "Queremos ver Jesus", o Senhor foi movido em seu espírito, e disse: "Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim". - João 12:32 “Se o grão de trigo cair na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” – João 12.24 – Podíamos continuar e continuar. Durante todo o Livro, esse é o mesmo tema repetido de várias formas, como na Nona Sinfonia de Beethovem. E nós podemos ouvi-lo novamente, novamente e novamente.

O evangelho, o verdadeiro cristianismo não tem dois, três, quatro, ou dezenas de temas. Ele tem um, e ele é completo e perfeito. Ele basta. Ele é nossa única mensagem ao mundo: “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” - 1 Coríntios 15:3. Mas do que a mensagem que devemos proclamar, esta é a única coisa na qual nos gloriamos: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. Gálatas 6:14

Fonte: Josemar Bessa

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Por Yago Martins

Eu sou um jovem pregador. Bem mais jovem do que gostaria. Comecei a receber convites para pregar em outros estados com 16 ou 17 anos, mas nunca atendi aos chamados. Meus pais não deixavam. Era algo sobre venderem meus rins, não lembro bem. Assim que completei 18, passei a rodar o país levando a Palavra de Deus em igrejas de todo o tipo. Todo mesmo. Preguei lado a lado de liberais, ministrei após atos proféticos e ensinei sobre música na igreja depois do grupo de louvor cantar clássicos como “Sabor de Mel” e “Campeão, Vencedor”. Foi tenso.

Então, comecei a ter algum destaque. Ou o destaque veio antes. Nem sei direito. Sei que meus vídeos começaram a ser mais bem visualizados e as viagens se tornaram muito frequentes. Chegava a fazer três viagens por mês. Os vídeos tinham dezenas de milhares de visualizações. Meus textos bombavam. As pessoas me reconheciam na rua, no shopping, no provador de roupas da loja, na máquina de PUMP e no trânsito.

Virei, arg!, uma pessoa pública.

Então, eu comecei a ser uma ameaça. Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer, mas outros ministros, mais velhos e menos reconhecidos, começaram a olhar para mim com algum tipo de desprezo. Eu havia percebido algo estranho, mas não sabia o que era.

Eu era um jovem, sem formação acadêmica, famoso. Os que estavam lutando no mestrado ou doutorado me viam como um afronta. Eu era um jovem, com 18 anos, rodando o país. Os que possuíam décadas de ministério me viam como um disparate. Eu era um jovem, sem grandes feitos, reconhecido. Os que tinham histórias de vida para contar me viam como uma fraude. Pessoas me confessando que determinadas atitudes foram motivadas por inveja pessoal começou a se tornar frequente.

Mas eu não percebi.

Eu continuava tentando me assentar aos pés dos mais velhos para aprender. Eu continuava tentando servir como eu podia onde eu estava. Eu continuava admirando os que já estavam há anos no ministério. Ao invés de me enturmar com os jovens, sempre tentei estar na roda de conversas dos anciãos, tentando encontrar ensino. Nunca tentei responder aos desprezos e ofensas por que eu nem sabia que este tipo de coisa acontecia.

De uns meses para cá, então, algumas coisas vieram à tona. Amigos que contaram de conversas que ouviram. Certos e-mails foram encaminhados para mim. Reuniões de pastores foram feitas tendo meu nome como a única pauta. Homens que eu admirava começaram a me tratar mal. Muitos começaram a se opor publicamente ao meu ministério, aos meus vídeos e até ao meu evangelismo.

Então, meu coração pecaminoso começou a germinar sementes de amargura que se manifestavam de duas formas. Primeiro, como revolta. Comecei a olhar para os pastores mais velhos que eram contra meu ministério com um tipo de ódio mudo. Ora, se meu vlog não é bom o suficiente, por que eles não vêm e fazem no meu lugar? Por que eles não vão lá nas igrejas neopentecostais pregar no meu lugar, então? Por que eles não vão lá nas escolas evangelizar os estudantes, oras? Depois, se manifestou como desânimo. Eles têm razão, eu deveria buscar o anonimato. Acho que vou deletar meu vlog. É, isso que eu faço não é mesmo um ministério de verdade. Já cheguei a deletar este blog uma vez e parei por mais de um ano de gravar meus sermões.

Mais algumas coisas me foram distas por estes dias, e esta foi a semana onde cheguei mais perto de deletar tudo que eu tenho na internet e ir viver como um anônimo evangelista por entre as escolas do Ceará. Ou então como um anacoreta, não decidi ainda.

Resolvi, então, escrever este desabafo. Não que eu ache prudente sair contando da própria vida na internet. Mas acho que isso pode alertar ministros mais jovens do que pode acontecer com eles. Também escrevo para que os mais velhos saibam dos efeitos de seus desprezo em outros líderes mais jovens. No entanto, acima de tudo, escrevo para fazer um clamor aos mais maduros:

Pastores e ministros mais velhos, ajudem os mais jovens. Por favor, nos ajudem. Se é o ímpeto da juventude nos ajuda a fazer mais coisas que vocês, é este mesmo ímpeto que nos faz meter os pés pelas mãos, muitas vezes. Se é a falta de experiências de vida que nos faz não ter os mesmos vícios e barreiras que os mais velhos, é esta mesma falta de experiência que nos leva a cometer erros básicos. Se a falta de formação nos torna mais sinceros e honestos em nossas colocações, isto também nos torna errados e rasos em muitos pontos. Pastores mais velhos, permitam-nos seus pés.

Robert Carver, que é mais velho, chama a atenção para alguns pontos importantes no relacionamento dos mais velhos para com a geração mais nova, o que levemente parafraseio abaixo:

1. Ame-nos genuinamente e pacientemente. A geração de ministros mais novos precisa saber que a geração de ministros mais velhos não está distante dela. Se a igreja é um corpo formado por muitos membros, tanto jovens quanto idosos, todos são valiosos para o funcionamento do corpo. Em Efésios 4, Paulo descreve os santos como aqueles que crescem da imaturidade espiritual “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (v. 13). Este processo é realizado “segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (v. 16). Ao nos amar, vocês exercerão um impacto real sobre nós, jovens. “Amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1 Pe 1:22). Não hesite em nos dizer que nos ama (coletivamente e individualmente). Amar-nos genuinamente e pacientemente é amar-nos como Deus nos ama.

2. Compartilhe conosco o que é mais importante para você. Nós precisamos ver o seu amor apaixonado pela Palavra de Deus. Ela te instrui, te guia, te encoraja, te convence. É um componente vital do seu dia a dia. “Do mandamento de seus lábios nunca me apartei, escondi no meu íntimo as palavras da sua boca” (Jó 23:12). Compartilhe passagens específicas que ocorreram em sua vida recentemente. Também transmita que a oração é outra coisa essencial sem a qual os cristãos não podem viver. Ore conosco e por nós. O testemunho de Paulo sobre Epafras era: “se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (Cl 4:12). Exorte-nos a lutar incansavelmente na batalha contra o pecado. Encoraje-nos a fugir de paixões da juventude (2 Tm 2:22) que guerreiam contra a alma (1 Pe 2:11). Além disso, desafie-nos a ver Deus agindo em todos os acontecimentos, incluindo os detalhes de suas vidas. Encoraje-nos a agradecerem a Deus constantemente por isso e a dar toda a glória a Ele.

3. Invista em nós. Compre para nós livros que tiveram um impacto espiritual em sua vida, e se ofereça para estudar esses livros conosco. Ofereça-se para nos levar a conferências e a outros eventos cristãos. Os investimentos vocês fazemos em nossas vidas espirituais resultarão em ganhos eternos. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Ec 11:1).

Ajudem-nos. Assim como seu desprezo e concorrência podem nos atrapalhar no ministério e nos transformar em pessoas amarguradas, seu incentivo, correção, repreensão amorosa, cuidado, amor e carinho nos darão forças para crescermos como ministros melhores, mais fiéis e mais dignos do Senhor.

Fonte: Blog do autor