Isvonaldo sou Protestante

Isvonaldo sou Protestante

quarta-feira, 9 de maio de 2012


                               


"Não negligencieis a prática do bem
e a mútua cooperação [koinonia]"
Hebreus 13.16

Por  John MacArhtur  
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O egocentrismo não tem lugar na igreja. Nem devíamos dizer isso, mas, desde o alvorecer da era apostólica até hoje, o amor próprio em todas as suas formas tem prejudicado incessantemente a comunhão dos santos. Um exemplo clássico e antigo de egocentrismo fora de controle é visto no caso de Diótrefes. Ele é mencionado em 3 João 9-10, onde o apóstolo diz: "Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja".
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Diótrefes anelava ser o preeminente em sua congregação (talvez até mais do que isso). Portanto, ele via qualquer outra pessoa que tinha autoridade de ensino – incluindo o apóstolo amado – como uma ameaça ao seu poder. João havia escrito uma carta de instrução e encorajamento à igreja, mas, por causa do desejo de Diótrefes por glória pessoal, ele rejeitou o que o apóstolo tinha a dizer. Evidentemente, ele reteve da igreja a carta de João. Parece que ele manteve em segredo a própria existência da carta. Talvez ele a destruiu. Por isso, João escreveu sua terceira epístola inspirada para, em parte, falar a Gaio sobre a existência da carta anterior.
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Na verdade, o egoísmo de Diótrefes o tornou culpado do mais pernicioso tipo de heresia: ele rejeitou ativamente e se opôs à doutrina apostólica. Por isso, João condenou Diótrefes em quatro atitudes: ele rejeitou o ensino apostólico; fez acusações injustas contra um apóstolo; foi inóspito para com os irmãos e excluiu aqueles que não concordavam com seu desafio a autoridade de João. Em todo sentido imaginável, Diótrefes era culpado da mais obscura heresia, e todos os seus erros eram frutos de egocentrismo.
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Em nosso estado caído, estado de carnalidade, somos todos assediados por uma tendência para o egocentrismo. Isto não é uma ofensa insignificante, nem um pequeno defeito de caráter, nem uma ameaça irrelevante à saúde de nossa fé. Diótrefes ilustra a verdade de que o amor próprio é a mãe de todas as heresias. Todo falso ensino e toda rebelião contra a autoridade de Deus estão, em última análise, arraigados em um desejo carnal de ter a preeminência – de fato, um desejo de reivindicar para si mesmo aquela glória que pertence legitimamente a Cristo. Toda igreja herética que já vimos tem procurado suplantar a verdade e a autoridade de Deus com seu próprio ego pretensioso.
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De fato, o egocentrismo é herético porque é a própria antítese de tudo que Jesus ensinou ou exemplificou. E produz sementes que dão origem a todas as outras heresias imagináveis.
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Portanto, não há lugar para egocentrismo na igreja. Tudo no evangelho, tudo que igreja tem de ser e tudo que aprendemos do exemplo de Cristo golpeia a raiz do orgulho e do egocentrismo humano.
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Koinonia 
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As descrições bíblicas de comunhão na igreja do Novo Testamento usam a palavra grega koinonia. O espírito gracioso que essa palavra descreve é o extremo oposto do egocentrismo. Traduzida diferentemente por "comunhão", "compartilhamento", "cooperação" e "contribuição", esta palavra é derivada de koinos, a palavra grega que significa "comum". Ela denota as ideias de compartilhamento, comunidade, participação conjunta, sacrifício em favor de outros e dar de si para o bem comum.
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Koinonia era uma das quatro atividades essenciais que mantinha os primeiros cristãos juntos: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão [koinonia], no partir do pão e nas orações" (At 2.42). O âmago da "comunhão" na igreja do Novo Testamento era culto e sacrifício uns pelos outros, e não festividade ou funções sociais. A palavra em si mesma deixava isso claro nas culturas de fala grega. Ela foi usada em Romanos 15.26 para falar de "uma coleta em benefício dos pobres" (ver também 2 Co 9.3). Em 2 Coríntios 8.4, Paulo elogiou as igrejas da Macedônia por "participarem [koinonia] da assistência aos santos". Hebreus 13.16 diz: "Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]". Claramente, o egocentrismo é hostil à noção bíblica de comunhão cristã.
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Uns aos outros
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Esse fato é ressaltado também pelos muitos "uns aos outros" que lemos no Novo Testamento. Somos ordenados: a amar "uns aos outros" (Jo 13.34-35; 15.12, 17); a não julgar "uns aos outros" e ter o propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão (Rm 14.13); a seguir "as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19); a ter "o mesmo sentir de uns para com os outros" e acolher "uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm 15.5, 7). Somos instruídos a levar "as cargas uns dos outros" (Gl 6.2); a sermos benignos uns para com os outros, "perdoando... uns aos outros" (Ef 4.32); e a sujeitar-nos "uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5.21). Em resumo, "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
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No Novo Testamento, há muitos mandamentos semelhantes que governam nossos relacionamentos mútuos na igreja. Todos eles exigem altruísmo, sacrifício e serviço aos outros. Combinados, eles excluem definitivamente toda expressão de egocentrismo na comunhão de crentes.
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Cristo como cabeça de seu corpo, a igreja
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No entanto, isso não é tudo. O apóstolo Paulo comparou a igreja com um corpo que tem muitas partes, mas uma só cabeça: Cristo. Logo depois de afirmar, enfaticamente, a deidade, a eternidade e a proeminência absoluta de Cristo, Paulo escreveu: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja" (Cl 1.18). Deus "pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo" (Cl 1.22-23). Cristãos individuais são como partes do corpo, existem não para si mesmos, mas para o bem de todo o corpo: "Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Ef 4.16).
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Além disso, cada parte é dependente de todas as outras, e todas estão sujeitas à Cabeça. Somente a Cabeça é preeminente, e, além disso, "se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1 Co 12.26).
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Até aquelas partes do corpo aparentemente insignificantes são importantes (vv. 12-20). "Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (vv. 18-19).
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Qualquer evidência de egoísmo é uma traição de não somente o resto do corpo, mas também da Cabeça. Essa figura torna o altruísmo humilde em virtude elevada na igreja – e exclui completamente qualquer tipo de egocentrismo.
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Escravos de Cristo
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A linguagem de escravo do Novo Testamento enfatiza, igualmente, esta verdade. Os cristãos não são apenas membros de um corpo, sujeitos uns aos outros e chamados à comunhão de sacrifício. Somos também escravos de Cristo, comprados com seu sangue, propriedade dele e, por isso, sujeitos ao seu senhorio.
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Escrevi um livro inteiro sobre este assunto. Há uma tendência, eu receio, de tentarmos abrandar a terminologia que a Escritura usa porque – sejamos honestos – a figura de escravo é ofensiva. Ela não era menos inquietante na época do Novo Testamento. Ninguém queria ser escravo, e a instituição da escravidão romana era notoriamente abusiva.
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No entanto, em todo o Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado como uma relação de senhor e escravo. Isso envolve total submissão ao senhorio dele, é claro. Também exclui toda sugestão de orgulho, egoísmo, independência ou egocentrismo. Está é simplesmente mais uma razão por que nenhum tipo de egocentrismo tem lugar na vida da igreja.
O próprio senhor Jesus ensinou claramente este princípio. Seu convite a possíveis discípulos foi uma chamada à total autorrenúncia: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23).
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Os doze não foram rápidos para aprender essa lição, e a interação deles uns com os outros foi apimentada com disputas a respeito de quem era o maior, quem poderia ocupar os principais assentos no reino e expressões semelhantes de disputas egocêntricas. Por isso, na noite de sua traição, Jesus tomou uma toalha e uma bacia e lavou os pés dos discípulos. Sua admoestação para eles, na ocasião, é um poderoso argumento contra qualquer sussurro de egocentrismo no coração de qualquer discípulo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15).
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Foi um argumento do maior para o menor. Se o eterno Senhor da glória se mostrou disposto a tomar uma toalha e lavar os pés sujos de seus discípulos, então, aqueles que se chamam discípulos de Cristo não devem, de maneira alguma, buscar preeminência para si mesmos. Cristo é nosso modelo, e não Diótrefes.
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Não posso terminar sem ressaltar que este princípio tem uma aplicação específica para aqueles que estão em posições de liderança na igreja. É um lembrete especialmente vital nesta era de líderes religiosos que são superestrelas e pastores jovens que agem como estrelas de rock. Se Deus chamou você para ser um presbítero ou mestre na igreja, ele o chamou não para sua própria celebridade ou engrandecimento. Deus o chamou a fazer isso para a glória dele mesmo. Nossa comissão é pregar não "a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (2 Co 4.5).
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Fonte: [ Editora Fiel ] 

sábado, 5 de maio de 2012


Tiatira, uma Igreja Tolerante

Palavra-Chave
Tolerância: ato ou efeito de tolerar; indulgência ou condescendência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir; Boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas.  

INTRODUÇÃO
Das sete cartas enviadas por JESUS às igrejas da Ásia Menor, a de Tiatira é a mais extensa. A cidade de Tiatira não era política e religiosamente importante. Sua singularidade residia no aspecto comercial. Através da sua posição geográfica, o intercâmbio comercial da cidade se dava entre Europa e Ásia. Mas, no entanto, a idolatria estava presente nessa prática comercial. Os membros da igreja de Tiatira deveriam decidir o que fazer nessas circunstâncias, já que muitos eram profissionais da área do comércio. Todavia, a igreja de Tiatira não sofria perseguição religiosa; o perigo estava dentro da própria igreja, e tinha um cognome: Jezabel; a mulher que sustentava o seguinte ensino: Não havia problema de os cristãos amalgamarem-se com o pecado. É nessa perspectiva cultural que se encontra a igreja de Tiatira. Jesus vê tudo e faz uma distinção absoluta entre os servos de Satanás e os servos fiéis do Senhor. Para os que insistem em servir ao diabo, ele promete tribulação e morte. Para os discípulos dele, ele promete o dia de sua presença e o privilégio de reinar com ele sobre os inimigos. Boa aula!
I. A IGREJA EM TIATIRA

1. A cidade de Tiatira. “Sacrifício de Perfume”, isto é, repleta de muitos sacrifícios. Subindo de Éfeso, passando por Esmirna, e agora tomamos a direção de Pérgamo para o sudeste, descendo um pouquinho obliquamente desde o norte de Anatólia ou Turquia para o sudeste, a cerca de 59 quilômetros, no fértil vale do rio Lico, na estrada que ia para Sardes, ali estava a cidade histórica de Tiatira, nome antigo da moderna cidade turca de Akhisar ("Castelo Branco"); pequena mas crescente e rica Tiatira, colônia macedônica, fundada por Alexandre Magno, depois da destruição do Império Persa. Era um importante centro comercial na Ásia Menor e foi fundada para ser um posto militar. Foi destruída por um grande terremoto durante o reino de Otávio Augusto (27 a.C.-14 d.C.), mas foi reconstruída com a ajuda do Império Romano. Era famosa pelo seu comércio e por sua produção de têxteis, incluindo o índigo (púrpura). Segundo o livro de Atos dos Apóstolos, uma das comerciantes de roupas da cidade era uma mulher chamada Lídia, que conduzia negócios em lugares distantes como Filipos (At 16.14). Na Antiguidade, a cidade era conhecida pelas suas muitas guildas comerciais. E, para poder trabalhar no comércio era necessário que o cidadão pertencesse a alguma guilda, sendo muito comum que os membros dessas associações participassem de festas dedicadas às divindades pagãs que terminavam geralmente em orgias sexuais. Como as outras cidades da época, Tiatira teve seus templos e santuários religiosos, incluindo templos aos falsos deuses Apolo, Tirimânios e Artemis (Diana para os romanos – At 19.34) e um santuário a sibila (orácula) Sambate. A importância de figuras femininas na cultura religiosa de Tiatira pode ter facilitado o trabalho de Jezabel, a mulher que seduzia os discípulos e incentivava a idolatria e a prostituição. Essa profetisa incentivava as pessoas a conhecerem as “coisas profundas de Satanás” (i.e., "os segredos profundos"; talvez se refiram ao falso ensino de que, para experimentar plenamente a graça e a salvação divinas, devemos penetrar nas profundezas do pecado e conhecer todos os tipos de males). Para servir a Deus num ambiente cheio da influência do diabo, o discípulo de Cristo teria que lutar e confiar em Deus, confiante da recompensa para os vencedores.
2. A igreja em Tiatira. “... Ao anjo da igreja”. Não se sabe ao certo quem liderava aquela igreja nessa época, a não ser aquilo que se depreende do texto de Apocalipse e daquilo que está registrado em Atos acerca da conversão de Lídia, vendedora de púrpura, que veio ao Evangelho através de Paulo, a qual era uma rica comerciante dessa cidade (At 16.14). Da conversão de Lídia, que se deu provavelmente no ano 53 d. C. à carta dedicada ao anjo da “igreja de Tiatira”: em 96 d. C., temos uma distancia temporal de 33 anos. Acredita-se que tenha sido Lídia e seu esposo, os iniciadores daquela igreja.

II. A IDENTIFICAÇÃO DO DESTINATÁRIO
1. Filho de DEUS. Cristo, autor das catas às igrejas, se apresenta nesta carta, falando de si mesmo como: “O Filho de Deus“. Exaltando sua DIVINDADE. “Que tem seus olhos como chama de fogo“. Exaltando sua ONIPRESENÇA. “E os pés semelhantes ao latão reluzente“. Esta expressão é comum no Novo Testamento, especialmente nos escritos de João, como descrição de Jesus Cristo. Os servos fiéis são descritos, também, como filhos de Deus (veja 21.7; 1 Jo 3.1,2,10; 5.2; Jo 1.12; etc.) Aqui, a expressão obviamente se refere a Cristo. Dessa forma, O Cristo glorificado vai de encontro com a principal divindade de Tiatira, Apolo (o Deus-Sol, filho de Zeus). O sol era visto como sendo uma fonte de poder e os habitantes de Tiatira acreditavam que cada novo imperador romano era uma forma de manifestação de Apolo. Ao apresentar Jesus como Filho de Deus, João demonstra que Jesus é superior a Apolo e que merecia não só a adoração feita a Apolo ou aos imperadores, como muito mais devoção e respeito.
2. Onisciente. olhos como chama de fogo: um local onde se trabalha com ferro, metais e bronze, a figura do fogo é imprescindível para expressar o que consome todo e qualquer tipo de impureza e deixar os metais limpos e flexíveis para o artífice. Como em Tiatira, Apolo (Deus-Sol) era visto como uma enorme fonte de poder, João apresenta Jesus como sendo superior e o que olha discernindo as impurezas e purificando não apenas de forma bruta como de forma moral, o que é mais importante para os cristãos da época. Jesus estava vendo e conhecia a postura dos cristãos daquela comunidade, isto é, a vida espiritual de cada um.
3. Supremo Juiz. pés semelhantes ao latão reluzente: por haver uma fábrica de bronze, os moradores sabiam como o bronze ficava ao ser polido e pronto para o uso após passar pelo fogo. Por isto João relata que Jesus além de discernir os pensamentos morais, tinha seus pés para pisar e destruir o que não era do agrado de Deus e por ser um bronze reluzente, isto é, polido todos o veriam e não teriam dúvidas que eram os pés de Cristo porque podiam vê-los de longe.
III. UMA IGREJA RICA EM OBRAS
Observemos o contraste entre as “obras” da igreja de Éfeso (2.5), e as “obras” da igreja de Tiatira: enquanto naquela as “últimas obras eram menores que as primeiras”, nesta pelo contrário; as “últimas obras são mais do que as primeiras”. O substantivo grego, que nossas versões do Novo Testamento traduzem por “obras”, com maior precisão que a palavra portuguesa comporta duas acepções: o resultado de uma atividade (sentido habitual do termo em português); e também: a atividade em si mesma, limitando-se às atividades morais. Aqui, são obras de caridade feitas em favor de CRISTO (Ap 22.12).
1. Amor. Aqui a palavra grega utilizada para amor é ágape e este é o amor incondicional de Deus pelo homem. É a essência de Deus. É o centro de tudo para a vida cristã. O ser humano tem um amor que sempre se manifesta em função de alguém seja pai, mãe, filhos, irmãos, cônjuge e etc., porém o amor ágape que o cristão tem vai além deste sentimento humano. O amor ágape envolve o amor pela vida e condição do ser humano seja pecador ou salvo. É um amor incondicional.
2. Serviço. O termo grego diakonia utilizada aqui representa os valores dos serviços que os cristãos utilizavam e devem utilizar em todos os momentos de sua vida, dentro ou fora da igreja. Para que eles exercessem esse serviço era necessário uma dedicação constante e também era um fruto do amor que tinham.
3. Fé. Junto com as suas obras, os discípulos em Tiatira mostraram a sua fé. As pessoas podem ser identificadas conforme a sua fé. Há crentes e há incrédulos, e não pode existir comunhão entre os dois (2Co 6.14-15).

4. Paciência. (Perseverança ou resistência constante). Apesar de estarem vivendo momentos de duras perseguições os crentes de Tiatira perseveravam no amor, nos valores à vida e no serviço às demais pessoas. Tudo isto que é enumerado neste versículo é fruto do Espírito Santo na vida do cristão. O bom solo produz fruto com perseverança (Lc 8.15), uma qualidade freqüentemente incluída nas características que definem os servos de Deus (Cl 1.11; 2 Tm 3.10; 2Pe 1.6). A tribulação produz perseverança (Rm 5.3-4; Tg 1.3-4,12).
5. Abundância em obras. A igreja em Tiatira era uma congregação ativa. Ao invés de esfriar, ela se tornou cada vez mais ativa no serviço a Deus. A fé que agrada a Deus é a fé ativa que se mostra pelas suas obras (Tg 2.14-17). Os servos de Deus devem ser “sempre abundantes na obra do Senhor” (1Co 15.58), pois Deus nos criou para boas obras (Ef 2.10).

IV. JEZABEL, E AS PROFUNDEZAS DE SATANÁS

1. A Jezabel de Tiatira. “Jezabel” significa: “Montão de lixo”. Na opinião de alguns eruditos: “Casta”. Aparece pela primeira vez nas Escrituras como pessoal de uma princesa. Ela tinha crescido em Tiro, na cidade portuária fenícia. Seu pai, rei Etbaal, era também sacerdote de Astarote e sacrificava a Baal (1 Rs 16.31) e, por conseguinte, tornou-se esposa de Acabe, rei de Israel. Esta Jezabel tombou morta no vale de Armagedom (2 Rs 9.15, 16, 30, 37). Na carta dirigida à Tiatira, João cita uma pessoa específica: Jezabel, nome este derivado daquela Jezabel do AT e que representa a idolatria e a perseguição aos santos (1 Rs 16.21; 19.1-3; 21.1-15; ver 21.25). No meio da comunidade em Tiatira, esta mulher liderava se intitulando profetisa e fez com que os cristãos deixassem de buscar a Cristo e seus ensinamentos e passassem a realizar as práticas cultuais do gnosticismo. O que ela fazia era algo tão ruim que é apelidada de Jezabel, a rainha que casou com Acabe e que em 1 Reis 16 a 21 relata o mal que fez contra o povo de Israel e contra Deus.

2. O ministério de Jezabel. "Mulher que se diz profetisa": há muitas opiniões a respeito da “audaciosa mulher” da igreja de Tiatira; alguns até já defenderam tratar-se de uma “doutrina”, ou mesmo de uma “religião” e não de uma pessoa. A Jezabel do Antigo Testamento, é citada como o protótipo de pecado. A Jezabel do presente texto, trata-se de uma pessoa e não apenas uma figura ou personificação do mal. A passagem fala claramente de uma pessoa, pelo uso do pronome “ela”. A Jezabel de Tiatira agiu de maneira semelhante à mulher de Acabe, seduzindo os crentes às práticas de idolatria e prostituição (ou imoralidade sexual literal, ou impureza espiritual). Ela incentivou os servos de Deus a comerem coisas sacrificadas a ídolos, uma prática condenada que representa comunhão com os demônios (veja At 15.20,29; 1Co 10.20-22). Um pecado prevalecente na igreja de Tiatira era a tendência de tolerar o pecado, a iniqüidade o ensino antibíblico entre seus líderes (vv. 14,20). Alguns em Tiatira provavelmente aceitaram os falsos mestres, pelo fato de falarem em nome de DEUS e terem grande popularidade e influência. CRISTO condena o pecado da transigência com o erro. Devemos rejeitar qualquer preletor que coloca suas próprias palavras acima da revelação bíblica (ver 1 Co 14.29) e declara que DEUS aceita, na igreja, a quem comete atos imorais, participando dos prazeres pecaminosos do mundo.

3. A obra de Jezabel. “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu”; tratava-se tanto de prática imorais pessoais, como parte do culto da seita gnóstica. Era algo tanto espiritual como físico. Alguns, na igreja, costumam tolerar tais falsos ensinos, por indiferença, medo de confronto, amizade pessoal ou pelo desejo de paz, harmonia, autopromoção ou dinheiro. DEUS excluirá tal igreja, juntamente com os seus líderes (vv. 20-23; ver também Lc 17.3,4).

CONCLUSÃO
Na igreja de Tiatira havia dois grupos distintos: os cristãos verdadeiros e os que se gloriavam de conhecer “as profundezas de Satanás”. Paulo encontrou quatro grupos na igreja de Corinto. Porém é evidente que aqueles eram crentes em JESUS; o grupo de Jezabel não. Ao primeiro grupo, Cristo exorta: “Mas o que tendes retende-o até que eu venha”. Precisavam guardar aquilo que é precioso como: A palavra de DEUS. É o divino convite. É o apelo de CRISTO. As últimas cartas do Apocalipse, todas possuem características da Igreja cristã dos “últimos tempos”; portanto, todas elas, de alguma maneira, lançam olhos para o fim de nossa era, ou seja, para a vinda de JESUS (1 Ts 4.13-17). Em sua misericórdia, DEUS concedeu um tempo de arrependimento a Jezabel e aos que com ela pecaram (Ap 2.21). Em sua paciência, Ele espera por nós... “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

Campina Grande, PB
Abril de 2012,
Francisco de Assis Barbosa,


QUANDO O MEU DEUS SOU EU

Por Maurício Zágari
Sempre que lemos a passagem do bezerro de ouro em Êxodo 32 temos um sentimento ruim com relação ao povo de Israel. Deus o tinha livrado do Egito, fez aquele incrível milagre da abertura do Mar Vermelho (você consegue imaginar a experiência de ter visto e vivido aquilo?) e ainda assim aquelas pessoas tomaram as rédeas de sua vontade, passaram por cima da vontade do Senhor e fizeram o que lhes parecia mais conveniente. Dá para entender a decepção de Moisés ao ver aquilo, traduzida numa fúria que o fez quebrar as tábuas com os mandamentos. Sim, aquelas pessoas foram de uma falta de fé, de um imediatismo e de um egoísmo atroz. Mas… por que as condenamos? Já parou para pensar que se estivesse entre eles você faria parte da multidão idólatra? E a explicação é simples: faz parte da má natureza humana não ter paciência de esperar em Deus e resolver tomar as rédeas de seu destino, sem aguardar por aquilo que o Senhor planejou fazer. Israel erigiu o bezerro de ouro simplesmente porque não teve fé suficiente para esperar o tempo de Deus. Só que o tempo chegou e Moisés desceu do monte. O resultado você sabe.
Nas palavras de Deus, quem não tem fé para esperar por Sua ação e erra pela autossuficiência é “corrupto” e “desviado”. Ouça o que Ele diz a Moisés: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado”. O desagrado do Todo-Poderoso é claro. A partir do versículo 9, Ele deixa claro que não há como abençoar quem assim o faz: “Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma”.
Duro. Uma leitura superficial nos leva a crer que a ira do Pai se acende apenas pela idolatria. Mas se formos fundo nessa passagem veremos o que havia no coração do povo, a origem dessa idolatria. Em Êxodo 1, as causas de todo o problema ficam bem claras: “Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós”. Aí está. O povo queria respostas rápidas. Não soube esperar. Queria que Moisés já tivesse descido. Estava impaciente. Não teve fé de que a demora tinha uma razão divina. Como quem esperava “tardou”, o povo decidiu resolver da sua forma, à sua maneira, com suas próprias mãos. Pecado. Aquele povo sem fé, sem paciência e sem esperança estava tão ávido por resolver logo as coisas – da sua maneira – que veja a hora em que a Bíblia revela que começaram a adorar o bezerro: “No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”. Repare a pressa: eles madrugaram.
A avidez daqueles que eram chamados de “povo de Deus” fez com que acordassem de madrugada para cometer seu pecado, tão impacientes que estavam. Se Deus não resolve, vamos nós mesmos tomar a frente! E logo! Esperar o sol nascer para quê?
A partir do versículo 21, temos a explicação ainda mais profunda da falta de fé, impaciência, autossuficiência e consequente idolatria do povo de Deus: “Perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Respondeu-lhe Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que o povo é propenso para o mal”. Eis aí, meu irmão, minha irmã. O mal que carregamos em nosso coração é o grande culpado. Somos maus e por isso não acreditamos que Deus pode fazer o melhor para nós se apenas esperarmos mais um pouco. Somos maus e por isso nos guiamos por vista e não por fé. Somos maus e por isso tomamos das mãos de Deus a solução para nossas dúvidas e questões. Somos maus e por isso praticamos a idolatria: seja a de um bezerro de ouro, seja a de nós mesmos, quando nos pomos no lugar de Deus, o atropelamos e dizemos “seja feita a MINHA vontade”.
Tomamos as decisões no tempo que achamos conveniente de forma “desenfreada”, como diz o versículo 25. Isto é, sem freios, sem nada que nos faça parar: a razão, conselhos, pregações, testemunhos, exortações, nada. Nada nos freia. Nada nos para. Queremos e por isso fazemos, mesmo que saibamos que deveríamos esperar o tempo de Deus. Moisés era a pessoa certa. Era por Moisés que deviam esperar. Mas, pela impaciência e falta de fé de que Moisés chegaria, o povo pegou um substituto, Arão, e com ele fez o bezerro de ouro. Pobres miseráveis.
A Bíblia nos revela o desfecho daquele pecado: desgraça. Três mil homens foram mortos a espada. E mais: “Feriu, pois, o Senhor ao povo”. Falta de fé. Impaciência. Autossuficiência. Idolatria. Pecado. Uma coisa leva à outra. A última etapa dessa sequência é morte e sofrimento.
Meu irmão, minha irmã. Se você deseja algo de Deus, não deixe que as aparências o enganem. Não se deixe conduzir pelas circunstâncias ou pelo que humanamente falando parece ser. Deus não trabalha segundo padrões humanos. Deus não age no tempo do homem. A lógica de Deus não é a nossa lógica. Deus cria situações aparentemente sem solução, verdadeiros becos sem saída, apenas para saber até onde vai a sua fé nEle. Você confia ou não? Crê no que parece impossível ou não? Na maioria das vezes o mal que há em nós nos leva a esquecer nossa fé e agir de modo que possamos “ver”, “controlar”. Mas sem fé é impossível agradar a Deus. E aí não esperamos Moisés. Pegamos um Arão qualquer e dizemos: “Você serve. Pois você estamos vendo e com você à vista temos como controlar nossas vidas. Agora faça o bezerro de ouro”. Pronto. A desgraça está feita.
Tenha fé. Tenha paciência. Tenha confiança. Jesus não é só alguém em quem fingimos confiar quando cantamos “Rompendo em fé” nos cultos. Isso é mole de fazer. Cantar e não fazer é facílimo. Facílimo e mentiroso. Pois na hora que precisamos romper em fé mesmo… será que o fazemos? Ou assumimos o controle da situação, nos aliançamos com Arão e pecamos?
Deus não se interessa por um povo que não confia nele. Os que não souberam esperar acabaram mortos ou feridos. É assim que você quer acabar?
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
*** fonte púlpito cristão 
Direto do blog do Apenas.

MUDA-SE O NOME MAS O SALÁRIO É O MESMO

Por Wesley Moreira
Um mundo apaixonado pelo pecado transformou a palavra “pecado” em uma mera figura retórica. A línguagem tem devoluído para promover a crença de que não é grande coisa violar a voz da consciência.
Pecar é apenas “errar o alvo”. Um bordel é agora um “serviço de acompanhantes”, um clube de strip-tease é um respeitável “clube de cavalheiros”, o adultério é “caso com amante”, fornicação é “ficar com alguém”, homossexualidade é um “estilo de vida”, erros na igreja é “perseguição ao reino”, graça se tornou “licensa para pecar” sem sentir culpa e o amor de Deus se tornou “conivencia com o pecado”.
Eles podem chamar o pecado do que quiserem mas o seu salário não mudou. O salário é a morte cujo pagamento integral será a condenação eterna em um lugar terrível chamado Inferno.
O pecado é mais grave do que um ataque cardíaco. A tentativa de amenizar essa verdade é fruto da idolatria, de quem quer moldar um Deus que tolera toda sua sujeira pessoal. A raiz dessa ideia está nos púlpitos da igreja contemporânea.
Tolerância em nossa sociedade se tornou virtude. Ser tolerante não é somente ser permissivo e aceitar os pensamentos e práticas de qualquer pessoa como também é ser conivente em promover o que a Bíblia condena em todos os lugares e até dentro da igreja.
Na igreja estamos perdendo o direito de “rejeitar” o pecado. Qualquer busca por clareza, verdade e sinceridade é acusada de ‘legalismo’. A tolerância a qualquer coisa que é contrário à Palavra de Deus é pecado mesmo que praticada por aqueles que foram chamados para pregar a palavra. Cobrir o irmão não é ‘varrer a sujeira para debaixo do tapete’ quando ninguém estiver olhando. Nesse caso pecam três, o que pratica, o que tolera e o que esconde.
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Wesley Moreira é teólogo, tradutor, pastor e divulga cotidianamente seus textos contundentes no face e blog pessoal.

APOLOGÉTICA OU “APELO”GÉTICA? PROTESTANTES OU “RECLAMANTES”?

Por Leonardo Gonçalves
Se há um fenômeno maior do que o aumento dos blogs evangélicos com ênfase em apologética, é a má qualidade da apologética que tem sido apresentada. Tenho observado a falta de princípios reguladores, de capacidade argumentativa e até mesmo de paciência nos defensores da fé. Isso não quer dizer que o movimento apologético da internet seja ruim. É bom ver mais cristãos tentando discernir o erro e desmascarando a hipocrisia reinante. É bom ver a doutrina cristã escrita de forma simples, para o evangélico comum, o leigo que andava tomando banho de sal grosso, colocando arruda gospel atrás da orelha, adorando bispo e apostolo, bebendo água benta, comprando lenço suado e achando tudo isso um barato.
O problema é que a qualidade das publicações, bem como a seriedade com que são tratados os temas, está diminuindo. Descobriu-se que achincalhar alguém que está em evidencia traz popularidade para o blog, então: “Vamos esculachar todo mundo!”. Vamos arrepiar com os falsos profetas, e não importa se a gente não está familiarizado com a bíblia, nem conhece versículos suficientes para refutar o malandro: basta fazer uma montagem do sacana com o photoshop e pronto! Eis aí a nossa bela (e vã) apologética.
Se por um lado há aqueles que abusam da malemolência e fazem piada de tudo (esquecendo muitas vezes do principal, que é a correção do erro e o ensino da verdade em amor), há também aqueles que reclamam de tudo. E se ontem tínhamos protestantes, agora temos os “reclamantes”. Reclamam de tudo! Do pastor, da música, da roupa, do penteado da irmã, da coreografia, do que se disse, do que se deixou de dizer, tudo é motivo para reclamação! Seus textos são totalmente previsíveis. Geralmente começam com frases de efeito, do tipo: “Não aguento mais!”, ou “não posso mais suportar”, e aí começam a reclamar, a reclamar e reclamar… e não param mais!
Mas qual o problema com essa nova “apologética”? O problema, penso, é que ela não aponta soluções. Reclamamos da avareza da liderança cristã, mas não apontamos o caminho para uma liderança ética, nem nos atrevemos a ser os líderes éticos que a igreja precisa. Reclamamos do evangelho medíocre que é pregado, mas poucos de nós nos atrevemos a ir além do teclado do notebook em nossa pregação. Reclamamos da falta de amor entre cristãos, mas não nos relacionamos com ninguém em nossa comunidade ( nem sequer sabemos o nome do nosso vizinho!). Somos “profetas” de internet, cuja tarefa mais subversiva em prol do cristianismo é ajudar a emplacar uma #hashtag sobre #CoisasQueDetestoNaIgreja ou qualquer besteira deste tipo.
Pergunte aos apologetas de plantão se eles podem mencionar de memória o nome de 10 países da janela 10/40, ou se são capazes de listar 20 países onde os cristãos são mais perseguidos. Peça a eles para mencionarem ao menos 10 grupos étnicos não alcançados do nosso continente, ou pergunte quanto do seu pressuposto anual é investido em missões, em projetos filantrópicos, em ajuda social. Pergunte aos pastores defensores da fé da internet quantos deles estão diretamente envolvidos na evangelização do seu estado, do seu município ou do seu país, e você descobrirá que as exceções confirmam a regra, e que há muito barulho para pouca ação concreta em prol do reino de Deus.
Amado leitor, apologética não é só destruir os castelos da heresia, mas construir pontes sobre os escombros por onde aqueles que são iluminados pelo Espírito Santo possam transitar.
Apologética não é só desmontar argumentos, mas elaborar uma defesa coerente acerca dos nossos pontos de fé.
Apologética não é só reclamar do que está errado, mas se esforçar ao máximo para fazer as coisas da maneira correta, ensinando também com o nosso exemplo, como Jesus fez.
Apologética não é só condenar os falsos apóstolos, mas cumprir um papel verdadeiramente apostólico (pioneiro) na manutenção e propagação da verdade entre povos pagãos.
Apologética não é só descascar a ferida, mas limpar a sujeira ali incrustada e aplicar o balsamo que é o bom anúncio do evangelho do nosso Senhor Jesus.
Fazer apologética não é só reclamar da sujeira da igreja (instituição), mas ser igreja, demonstrando amor, compaixão, altruísmo, conquistando corações empedernidos e mentes obscurecidas com o evangelho de Cristo.
Pense nisso.
E sigamos combatendo o erro (mesmo que seja o nosso).
*** fonte: 
Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão


DEUS: EU USO, ABUSO, E ELE AINDA ME SERVE ASSIM…


Deus como eu te amo!
Sou apaixonado por Ti!
Estou neste emprego de luxo porque tivestes misericórdia de mim
Tenho um belíssimo carro porque tua graça me basta
Vivo sem doença porque não falto a um culto
E minha conta bancária só vive engordando porque sou dizimista!
Deus… Infelizmente tem gente que não sabe te usar.
Eles não querem de volta o que o diabo roubou!
Pelo contrário, alguns crentes ficam lendo a Bíblia demais,
E querem te reduzir a folhas de papel!
Deus, Tu és maior que a compreensão humana!
Por isso a minha experiência contigo vale mais do que mil palavras nas escrituras.
Pois quando te sinto, me arrepio, choro, me derramo…
Me jogo nessa vibe só pra saber o tens preparado pra mim.
Na verdade Deus…Quero te confessar…
Não sei se já percebestes… eu sou um adorador extravagante!
Uso as melhores roupas,
Me alimento nos mais caros restaurantes.
Pois sei que a Tua luz resplandece em mim por onde quer que eu vá
E tenho certeza que todos vêem que eu sou diferente…
Que sou bem quisto na sociedade,
Que faço viagens por exterior,
Que tenho aparelhos sofisticados,
Pois sempre ando na frente de todos quando o assunto é bens de consumo,
Que fico em hotéis 5 estrelas,
Que enfim, sou cabeça e não cauda.
Só peço desculpas, Deus, porque não curti muito aquele teu livro…
Tu sabes né!? O que quero é ser Feliz contigo! Isso é tudo.
Aliás, como disse antes, sempre vou a igreja,
E lá louvo com muita intensidade e entrega as canções famosas.
Choro quando a pregação é emocionante,
Volto pra casa satisfeito porque tenho certeza de que me recompensarás.
Enfim…Deus…sabe o que é que é… tenho o pedido do mês!
Minha esposa vai fazer uma plástica nos EUA pra ficar gostosona pra mim.
Te peço Deus, “usa aquelas mãos do cirurgião! Tu és o Médico plástico das plásticas”!
Outra coisa também Deus… Tô pensando em comprar uma casa na praia…mas falta grana!
Imagina aí Deus… uma mansão à beira mar pra mostrar aos ímpios o Teu poder!
Deus, como diz a canção: “ mestre eu preciso de um milagre”! Faz este milagre!
Reconheço – às vezes peço demais!
Eu uso, abuso, e sei que sempre me serves assim…
Por que tuas mi$ericórdias duram para sempre
E a Tua gra$a me basta.
*** fonte púlpito cristão
Antognoni Misael, nos devaneios do ego sanguessuga.