Isvonaldo sou Protestante

Isvonaldo sou Protestante

domingo, 26 de abril de 2015

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Por Denis Monteiro


Você já parou para pensar como Jesus pode ser nosso irmão, sendo que, Ele é o unigênito de Deus e, ao mesmo tempo, Ele é o nosso Senhor? 

É exatamente isso que o Catecismo de Heidelberg vai tratar no 13º Dia do Senhor:
33. Por que Cristo é chamado "o único Filho de Deus", se nós também somos filhos de Deus?
R. Porque só Cristo é, por natureza, o Filho eterno de Deus. Nós, porém, somos filhos adotivos de Deus, pela graça, por causa de Cristo. 
34. Por que você chama Cristo "nosso Senhor"?
R. Porque Ele nos comprou e resgatou, corpo e alma, dos nossos pecados e de todo o domínio do diabo, não com ouro ou prata, mas com seu precioso sangue. Assim pertencemos a Ele. 

O 13º Dia do Senhor vai tratar sobre o segundo artigo da confissão cristã (o Credo Apostólico) – [Creio] em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor – e crer nestas duas verdades nos é humilhante. 

A Bíblia diz que somos Filhos de Deus e que Jesus é o único Filho de Deus, como nós podemos ser filho daquele que tem um único Filho? Cristo sempre foi o Filho de Deus (Hb.1.2), logo, Cristo não foi feito Filho de Deus, mas sempre o foi. Cristo é o Filho eterno e gerado de Deus, nunca houve um momento em que Cristo não existisse, pois Ele é a própria vida (Jo 5.26) e todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele (Cl 1.16), no princípio Ele sempre esteve com Deus (Jo. 1.1,2). No entanto, nós éramos filhos da ira por natureza (Ef 2.3), pois quando nossos primeiros pais caíram, toda a humanidade foi colocada debaixo da maldição do pecado e debaixo da ira de Deus, sendo merecedores do castigo eterno. E como nos tornamos filhos de Deus? 

Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”. (Gl.4.4.-5).

A adoção é o meio pelo qual Deus fez com que nos tornássemos filhos d’Ele. Por meio da morte o Filho Unigênito, Jesus Cristo, Deus fez com que nós fossemos coerdeiros e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho (Rm.8.17; Ef.3.6). 

Assim como somos irmãos e coerdeiros com Cristo, Cristo é o nosso Senhor, porque nos resgatou (1 Co 6.20; 1 Pe 1.18,19) da condenação eterna para sermos escravos seus. Além de Cristo ser nosso Senhor por resgate (preço pago com seu sangue), Cristo é o nosso Senhor porque Ele é o primogênito de toda criação e o cabeça de todo o corpo (Cl 1.15,18), além do mais, em Cristo os três ofícios são vistos: Cristo é rei, profeta e sacerdote. Por isso Jesus é Senhor dos Senhores e Rei dos Reis (Ap. 17.14; 19.16). 

Mas, por que é humilhante crer nessas duas verdades acerca de Cristo?

Quando Cristo é descrito como o “Filho Unigênito” de Deus, não acrescentou e nem tirou nada que lhe pertencia. Mas quando nós nos tornamos filhos de Deus, por causa do Filho Unigênito de Deus, isso fez com que nos elevasse, na pessoa do Redentor, ao trono de Deus, onde se encontra em “corpo humano perfeito”, modelo de todos os humanos regenerados e destinados à incorruptibilidade corporal e espiritual na eternidade consumada em Cristo Jesus.

Portanto, aqueles que estavam destinados à ira eterna foram salvos, mostrando que a única pessoa que poderia nos remir de toda culpa era justamente o Filho de Deus que nada fez para receber a nossa condenação e que nada fizemos para receber tamanha graça. 

Do mesmo modo é quando olhamos para Cristo como Senhor, em alguns sistemas de governos terem um senhor sobre eles é normal, mas estes governos são totalitários e não há com que os subalternos se alegrem em obedecer ao seu senhor, mas Cristo sendo Senhor da criação, veio ao mundo e se relacionou, se humilhou e se doou em favor de nós pecadores. 

No entanto, Cristo é o nosso Senhor Soberano e governa as nossas vidas, portanto, é complicado quando vemos crentes dizendo que ninguém manda em sua vida, que ele faz o que bem entende, entre outras coisas. Esse pensamento autônomo não existe diante de Deus, mas, no entanto, o governo de Deus não é ditatorial, mas há um relacionamento com Deus, por Cristo, que nos faz desejá-lo a cada dia mais. Logo, obedecer a Seus mandamentos não é penejo (1Jo 5.3) porque o amor de Deus nos constrange. 

Portanto, que nós venhamos entender que nós não merecíamos chamar Deus de Pai, mas por causa do Seu grande amor em Seu Filho, nosso Senhor, aprouve a Deus no salvar da condenação eterna, nos dando o exemplo real de humildade. Porque o fato de Deus nos salvar não nos deve nos fazer orgulhosos, mas deve quebrar o nosso orgulho e arrogância. 

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Fonte: Bereianos

5 histórias que todo mundo acredita que estão na Bíblia mas não estão

Considerando o fato de que a Bíblia Cristã é o livro mais popular na história da humanidade , é surpreendente o quão pouco as pessoas sabem sobre o seu conteúdo. Ou talvez não – a Bíblia traz uma série de textos que podem ser complicados para muitas pessoas entenderem. Isso também se agrava pois o livro é um compilado que foi escrito ao longo de milhares de anos.
Muitas pessoas associam histórias e personagens pessoas com os textos presentes na Bíblia o acaba muitas vezes sendo errado. Aqui estão 5 fatos que muitas pessoas acreditam que estão relatados na bíblia mas não estão. Conheça:

Sodoma e Gomorra serem destruídas devido a homossexualidade

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Se você pedir para alguém para apontar uma parte da Bíblia onde Deus condena especificamente a homossexualidade, eles estão propensos a encaminhá-lo para Gênesis 19, a história de Sodoma e Gomorra. A história diz basicamente que Deus destruiu as duas cidades devido à crueldade desenfreada de seus habitantes, não devido a homossexualidade, e enviou dois anjos para extrair Ló, o único cidadão ‘de bem’  e sua família antes que a ira de Deus caísse na cidade.
O maior pecado do povo de Sodoma foi que eles realmente odiava estrangeiros. Alguns escritos judaicos clássicos enfatizam os aspectos de crueldade e falta de hospitalidade com forasteiros. Uma tradição rabínica, exposta na Mishnah, afirma que os pecados de Sodoma estavam relacionados à ganância e ao apego excessivo à propriedade, e que são interpretados como sinais de falta de compaixão. Alguns textos rabínicos acusam os sodomitas de serem blasfemos e sanguinários. Outra tradição rabínica indica que Sodoma e Gomorra tratavam os visitantes de forma sádica os estuprando e amputando seus corpos.

Os sete pecados capitais

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Mesmo quem nunca frequentou uma igreja, provavelmente já ouviu falar dos sete pecados capitais. Estes são supostamente os sete piores pecados que você pode cometer: gula, orgulho, luxúria, avareza, ira, preguiça, e inveja. Se você está folheando sua Bíblia procurando por eles, você não vai encontra-los lá. Os sete pecados não foram formulados pelos escritos bíblicos: eles foram realmente formulados pela Igreja católica medieval como uma maneira fácil de classificar todos os pecados. Eles foram criados pois o acesso a bíblia era exclusivo para membros da igreja.

Purgatório

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O purgatório seria o castigo temporário das almas daqueles que morrem e não merecem ir para o inferno mas também não estão preparados para ir para o Reino dos céus. Tanto o purgatório quanto as indulgências (uma espécie de pagamento para receber as bençãos para ir para o reino dos céus) não são encontrados na Bíblia e quando foram implementadas, trouxeram más práticas em detrimento das verdades vigentes da Igreja Cristã.  A existência do purgatório foi decidida durante o Concílio de Florença, em 1431, porque a Bíblia não especifica os ‘requisitos’ necessários para ir para o Céu.

A prostituta Maria Madalena

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Maria Madalena originalmente conhecida como Maria de Magdala não era uma prostituta e não era a única mulher discípula em sua comitiva. No livro de Lucas, capítulo 8 é enumerado seus discípulos que incluem: Madalena, Joanna, mulher de Cuza e Susanna. A Igreja Católica medieval, decidiu que havia muitos personagens na Bíblia e que as pessoas ficariam muito confusas com todas as Marias que acompanhavam e eram discípulas de Jesus. Dito isso, foi feito um decreto oficial que se ocultou a presença da maioria das seguidoras de Jesus.

Satanás não é Lúcifer

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Um dos problemas bíblicos “mais mortais” é o das traduções. Tendo passado por várias traduções até chegar na versão conhecida atualmente, é evidente que muitas modificações tenham acontecido; a maioria delas involuntariamente. Uma delas é a da confusão entre os termos Satanás, Diabo e Lúcifer.
Na íntegra, Satanás é um, Lúcifer é outro. Lúcifer seria o famoso Portador da Luz (do latim Lux fero), Eósforos e Héspero, o planeta Vênus em seus aspectos matutino e vespertino. Diabo significa “acusador”, do grego diabolos, e pode se referir genericamente a qualquer pessoa que acusa e se opõe a outra.
Já Satanás significa “adversário”. A Igreja Católica considera Lúcifer como Satanás, que seria um anjo que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu, apesar da Bíblia não ter sequer uma passagem que explicite isso. A passagem usada para justificar a ideia Satanás = Lúcifer é Isaías 14:12 : “Como caíste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante?”.
Trata-se de uma passagem controversa, pois os judeus consideram essa a passagem sobre o desaparecimento da estrela Vênus diante da majestosidade do Sol como uma alusão à crença de que o Império Babilônico desapareceria diante do poder do Deus Yahweh, e a maioria dos cristãos considera a passagem como referente à queda física de um anjo, daí denominam Satanás como Lúcifer.
Fonte: http://m.fatosdesconhecidos.com.br/5-historias-que-todo-mundo-acredita-que-estao-na-biblia-mas-nao-estao/ 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

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Por Álvaro Rodrigues


Não é de hoje que os arminianos, buscando se esquivar das consequências negativas de sua soteriologia, reivindicam aos brados que sua teologia jamais ensinou salvação por graça e também por obras. Esses arminianos argumentam que "a salvação na soteriologia arminiana decorre, como ponto de partida, da ação da graça de Deus que capacita os homens para que estes se tornem aptos a responder positivamente a ordem do evangelho no que tange ao arrependimento". E acrescentam que "é falso afirmar que a fé (não-resistir a graça), seja uma obra para salvação". Considerando tais argumentos, buscaremos respondê-los demostrando que, de acordo com a Escritura, a fé ou a não-resistência não são obras PARA a salvação, mas que ao mesmo tempo, tais ações são boas por definição, e que estas boas ações, no arminianismo, tornam-se a causa da eleição e salvação, e não a consequência.

É necessário primeiramente enfatizar a verdade de que a fé é um dom de Deus (Ef 2:8). Colocar a confiança em Cristo é uma capacidade dada por Deus, visto que o homem natural não pode exercer nenhuma boa ação para a salvação sem que antes o próprio Deus o capacite para tal. Esta verdade é crida não somente por calvinistas, mas é também aceita e defendida por arminianos. O que vai diferenciar os primeiros destes últimos é que, enquanto os primeiros (calvinistas) defendem que a aplicação da graça é irresistível naqueles que foram eleitos por Deus, estes últimos (arminianos) irão defender uma graça preveniente que pode ser resistida por todos. Já demostramos a incoerência da graça preveniente arminiana no texto "A incoerência da graça preveniente e da regeneração parcial no arminianismo". E já fizemos uma breve defesa da graça irresistível e sua aplicação no ato salvífico no texto "Respostas à algumas objeções contrárias à doutrina da graça irresistível"

Dirá o arminiano: "o ato de não resistir à graça não é uma obra para a salvação".

Resposta: A primeira coisa que devemos entender é que a ação de "não resistir a graça" é, por definição, uma boa obra, então quando se crê que somos salvos pelo fato de "não termos resistido" estamos colocando a causa de nossa salvação a essa boa ação que é "não resistir a graça". Desta forma, a salvação na cosmovisão arminiana é por graça e por boa obra, pois o não resistir é uma boa obra, e não uma má obra. É no calvinismo que de fato a fé bíblica e a ação de não resistir não são obras PARA alcançar a salvação. No arminianismo, a não-resistência e a fé tornam-se boas ações PARA se obter a salvação, e não boas ações como EFEITOS da eleição para a salvação. Ademais, a salvação no arminianismo sendo uma ação a priori de Deus, não muda o fato de que ainda assim a efetivação dela dependa totalmente da decisão do homem. Neste sentido, podemos entender que Deus precisa da ajuda do homem para que a salvação se torne efetiva. 

No calvinismo é diferente, a "não resistência" é consequência da eleição. Logo, quaisquer atitudes do homem (capacitado pela graça) tais como fé, arrependimento, e não-resistência, não são tidas como as CAUSAS da salvação. A CAUSA única seria a SOBERANIA DE DEUS quando elegeu certos homens para a fé, a não-resistência e o arrependimento. De forma que, no calvinismo, a causa da salvação não é a boa ação da não-resistência, mas sim A ETERNA DECISÃO DE DEUS de eleger para a boa ação da não-resistência. Como também, as ações de não-resistir, o arrependimento e a fé,  distinguem eleitos de não-eleitos. Estas ações demostram a eleição, o que é diferente de dizer que são CAUSAS DA ELEIÇÃO E SALVAÇÃO. Logo, não há salvação por boas ações no calvinismo. Já no arminianismo, essas boas ações CAUSAM A ELEIÇÃO de forma que a salvação é alcançada  por graça e boas ações.

Dirá o arminiano: "mas a fé nunca é vista na escritura como uma obra, mas sempre em oposição às obras".

Resposta: Claro, mas ela é sempre posta em oposição às boas obras que eram tidas por alguns (em especial judeus) da igreja primitiva como as CAUSAS da salvação. Estas obras seriam o que o Apóstolo Paulo denomina de "obras da Lei" (Gl 3:10). Era da preocupação dos Apóstolos, em especial do Apóstolo Paulo, demostrar que a salvação não era confirmada pelo guardar da Lei, mas sim pela fé como dom e fruto da eleição (At 13:48, Ef 2:8). Entretanto, a fé salvífica é, por definição, uma boa ação que leva inevitavelmente a outras BOAS ações as quais Deus também preparou para que, desde a fundação do mundo, andássemos nelas (Ef 2:10). Como já frisado aqui e em outros textos nossos,  é preciso notar que tais boas ações são resultados da ação prévia de Deus, o que se conhece por eleição. De forma que os arminianos jamais poderão acusar a soteriologia calvinista de defender salvação por boa obra, visto que essas boas ações, na soteriologia calvinista, não são CAUSAS, mas efeitos da eleição . 

O arminiano ainda poderá dizer: "Na teologia de Armínio, a graça preveniente é a causa última da resposta positiva ao evangelho". 

Resposta: Não. A causa última se encontra na volição positiva deste homem como resposta à ação capacitadora da graça preveniente. O papel da graça no arminianismo é capacitador. A graça preveniente é derramada sobre todos os homens para que estes se tornem capazes de crer em Cristo. Mas, a causa final da salvação se encontra na resposta destes homens, isto é, na não-resistência (obediência) ao evangelho. Na visão arminiana o homem é senhor de seu destino e eleição. Nesta visão, Deus não pode ser o Senhor da história, pois é apenas um sujeito que atua preso às decisões destes homens. Que tipo de Senhor da história é este que se encontra preso àquilo que os homens decidem? Que tipo de soberania é esta que encontra-se algemada ao querer humano? E não adianta usar o argumento de que Deus limitou a sua soberania, pois não há nenhuma passagem bíblica que confirme isto; muito pelo contrário, existem várias passagens bíblicas que confirmam o governo soberano de Deus sobre todas as coisas (Is 46:10, Sl 115:3, Dn 4:35, Pv 21:1, 16:33 etc)

Conclusão

Desta maneira entendemos que: em um sentido a fé não é obra, mas em outro sentido ela é sim uma obra. Ela é uma boa obra no sentido de que não é uma má ação crer que Cristo é o Salvador; porém não é uma boa obra no sentido de ser uma ação humana e CAUSATIVA da salvação, mas sim uma boa atitude como um dom dado por Deus aos seus eleitos (Ef 2:8, At 13:48). Entendemos também que: sendo a ação de "não resistir a graça", por definição, uma boa obra, e ainda assim crermos que somos salvos pelo fato de "não termos resistido", estamos, desta forma, colocando a causa de nossa salvação a essa boa obra que é "não resistir a graça". De forma que, diante de tudo o que foi esclarecido, podemos logicamente concluir que a salvação na cosmovisão arminiana é POR GRAÇA E POR BOA OBRA.

Soli Deo Gloria!

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Fonte: A Suficiência das Escrituras
Cruz - Reconciliação
"Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!" (Romanos 5:10)
Quem nunca teve uma briga, uma ruptura de relacionamento, um desentendimento, uma ofensa ou até mesmo uma mágoa daquelas que pesava nos ombros? Eu poderia escrever um livro somente dessas mazelas humanas. Mas, nada se compara ao meu pecado ofendendo o coração de Deus, o que, além de me manter longe Dele o tempo todo, me sentenciava ao inferno. Mas agora, pelo que ocorreu na cruz, sou reconciliado. Isso significa duas coisas simples, decisivas, bem separadas: eu estava lascado E não estou mais. Um relacionamento estava quebrado e foi consertado.

Quem foi que fez tamanha besteira que me colocasse em inimizade com o Pai, o único com o qual importa andar de bem? Foi o diabo? Foi o mundo? Foram meus pais? Foi Adão? Nada, fui eu mesmo. Nasci em pecado e escolhi andar nele, até de tanto sentir saudade de mim o Senhor Deus Todo Poderoso mandou um recado irresistível do tipo "filho, volta pra casa, estou te esperando". E eu atendi, assim como milhões e milhões de outros o fizeram. Lamentavelmente tantos outros ainda não, mas me foge ao controle. Enquanto eu não assumir a culpa dos meus erros, não tratar pecado como pecado e não me arrepender, a cruz fica sem sentido.

Entender a reconciliação dada na cruz é entender o que é ser inimigo de Deus e não gostar de ficar nessa situação. Note que coisa fascinante o versículo acima nos ensina: somos salvos por sua vida. Por que não por sua morte? Simples - qualquer um pode morrer, mas quem pode voltar a vida para provar que venceu a morte? Os profetas da história da humanidade se foram e nunca mais voltaram. O único que voltou da morte é o meu amigo pessoal e irmão mais velho, primogênito do meu Pai e amado da minha alma, Jesus de Nazaré.

Na cruz Jesus conquistou o direito de fazer o que quiser, pois já tinha dado cabo da Lei Mosaica cumprindo cabalmente os mandamentos, faltava vencer o último inimigo - a morte. Ele poderia ter escolhido qualquer coisa, era a vitória mais vitoriosa possível. Escolheu por amor a mim, escolheu pagar meu preço, escolheu me salvar por sua vida. Uma vida nova, sobrenatural, glorificada, depois da morte do corpo limitado.

Agora me responda um coisa: se Deus nos der o direito de fazer o que quiser e pagar pelo que quiser, quem de nós vai escolher pagar por um inimigo? Mistério da cruz, do amor Dele, do Reino onde tudo é invertido.

Temos de aprender a agradecer sobremodo pois esta reconciliação estava fora do nosso alcance. Era impossível e impraticável nós irmos para qualquer lugar em termos de amizade com Deus sendo Dele seus inimigos. Só pela cruz. Só pelo sacrifício. Sejamos gratos e manifestemos nossa gratidão.
"Senhor, muito obrigado pois agora posso Te chamar de amigo, de Pai, de Senhor. Antes éramos inimigos mas isso foi resolvido e agora, reconciliado, estou salvo da condenação. Obrigado"
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http://www.ichtus.com.br/dev/2015/04/22/cruz-reconciliacao/
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Por Richardson Gomes


Nesses últimos dias tenho ouvido alguns discursos de certos mestres da atualidade, frutos de uma teologia pós-modernista, que têm como base ideológica o que eles chamam de amor. São doutrinas estranhas, porém muito conhecidas, que têm sido abraçadas e pregadas por pastores e líderes que são referências no cenário evangélico de hoje. Eloquentes, donos de excelentes oratórias, pastores como Ed René Kivitz, Caio Fábio, Ariovaldo(s), Ricardo Gondim, dentre outros, que afirmam heresias que acabam negando muitas verdades centrais de todo o cristianismo.

Creio que se os pastores não atentarem para um rigoroso zelo pelas verdades bíblicas, alinhando-se e adequando-se à teologia ortodoxa, serão certamente seduzidos pelo universalismo (que afirma que todo humano será salvo), pelo teísmo aberto (que tira de Deus o controle do mundo em que vivemos), pela teologia liberal (que nega a inerrância e a infabilidade da Bíblia), pela missão integral (coloca a ação social acima da pregação do evangelho) e outros pensamentos fatais. Com isso, permitirão que, aos poucos, essas ideias adentrem em suas igrejas e, com elas, o mundanismo e a secularização ganharão força e deixarão a Bíblia, a Palavra de Deus, de lado, caracterizando igrejas verdadeiramente doentes. Esse é o motivo porque isso é tão perigoso - e este alerta é tão importante.

Me preocupo muito quando observo no discurso de todos esses propagadores, uma carga superficialmente piedosa, tão grande que chega realmente a enganar quem quer que esteja ouvindo, se não houver forte teor crítico baseado nas Escrituras. Seus pensamentos se baseiam em valores como o amor de forma tal como se Deus, em nome desse amor, pudesse contradizer o que Ele revelou de si mesmo nas Sagradas Escrituras. Nem tudo que carrega palavras bonitas, carismáticas e até piedosas é bíblico. Não podemos nunca deixar princípios bíblicos de lado em nome do "amor". Deus é o próprio amor e ir contra ele não é amar (I Jo 4:8).

Cria-se então um "deus" que é feito de acordo com os princípios e valores humanos. Não é que Deus vai estar sempre contra todos os nossos princípios morais, uma vez que a moral nos foi dada pelo próprio Deus, mas, como diz Tim Keller: "se o seu deus nunca discorda de você, você pode apenas estar adorando uma versão idealizada de si mesmo". Diante de uma humanidade caída e pecadora, um deus baseado no pensamento humano seria, no mínimo, finito e pecador. E nesse deus, nenhum cristão deveria crer. O Deus da Bíblia não é separado em seus atributos. Ainda que Deus seja amor, Ele também é justiça. Ele também é santo e odeia o pecado. E se somos pecadores, sempre há momentos em que somos confrontados com verdades duras para nosso coração depravado. E o que fazer? Moldar Deus a nós mesmos ou sermos moldados por Ele?  

Uma grande parte de pregadores, líderes e pastores têm trazido às suas ovelhas mensagens que agradam ao homem e que são de fácil aceitação. São muito bonitas, carregam até alguns valores, mas negam verdades bíblicas e prejudicam o verdadeiro e fiel cristianismo. O problema do "falar o que os outros querem ouvir" têm crescido fortemente em muitas igrejas evangélicas. Através deles a Escritura começa a ser deixada de lado, a paixão pela santidade é esquecida e uma verdadeira piedade não é mais vivida. Em nome do "amor" muitos estão negando a Bíblia; em nome do "amor", estão barateando a graça de Cristo; em nome do "amor", estão deixando de pregar um Deus santo; em nome do "amor", estão mantendo crentes sem nenhum compromisso nas igrejas; em nome do "amor", estão deixando de lado o verdadeiro Amor, o amor cristão, o amor bíblico, o amor que vem de Deus e que nunca, em nenhuma hipótese, negará os Seus princípios. 

É isto que temos ouvido nesses difíceis tempos: "Deus é amor, Ele não te punirá", "o inferno estará vazio", "todos serão salvos", "continue como está", "é só amar, dar comida aos pobres e pronto, estarão quites com Deus", "Deus não iria se importar com isso", "o que vale é o amor", "Deus não se ira", e muitas outras frases que demonstram a falta de compromisso bíblico na pregação. Estes pensamentos movidos por Satanás são frutos de uma graça barata, que exclui a santidade em detrimento da "graça". Como se Deus tivesse deixado sua justiça de lado por ser Ele o amor. Não! Deus é amor e justiça e, ao mostrar sua misericórdia para conosco, aplicou sua justiça em Jesus Cristo. A verdadeira Graça Valiosa de Deus nos salva para que sejamos irrepreensíveis e que procuremos, a todo modo, agradar a Deus e amá-lo acima de qualquer coisa.  

Se não desembainharmos a espada do evangelho e lutarmos contra estas ideologias que pregam o respeito e a aceitação como se fossem contrárias ao zelo doutrinário, estaremos nos conformando com o mundo (Rm 12:2) e deixando-o entrar em nossas igrejas. O evangelho não é socialismo, não é uma ONG, nem autoajuda. O evangelho é o poder de Deus para salvar todo aquele que crê (Rm 1:16) e se não o conhecermos tal como ele é nas Escrituras, erraremos feio (Mt 22:29). Se olharmos apenas para o segundo mandamento mais importante (que é amar ao próximo como a nós mesmos) e taparmos os olhos para o primeiro (que é amar a Deus sobre todas as coisas) estaremos cumprindo de maneira totalmente errada e pecaminosa o segundo mandamento (Mt 22:37-39). Nunca poderemos amar ao próximo com um amor bíblico e cristão se não amarmos a Deus e a sua glória acima de qualquer outra coisa. Pois se amamos a Jesus, obedeceremos os seus mandamentos (Jo 14:15) mesmo que não agrademos os homens ou a nós mesmos. Atente-se para o que J. C. Ryle diz em um de seus livros:

"Estão se levantando mestres que atacam abertamente a doutrina da punição eterna, ou que estão procurando invalidá-la mediante as suas distorcidas explicações. Muitos estão ouvindo declarações plausíveis sobre 'o amor de Deus' e a impossibilidade de um Deus amoroso permitir um inferno de chamas eternas para os homens. Assim, a eternidade da punição é divulgada como uma mera 'questão especulativa' acerca da qual os homens podem acreditar da forma que mais lhes agradar. Em meio a todo esse dilúvio de falsas doutrinas, retenhamos firmemente a antiga verdade da Bíblia. Não nos envergonhemos de crer que existe um Deus eterno, um céu eterno e uma eterna punição. Lembremo-nos que o pecado é um mal infinito. Foi necessário uma expiação de infinito valor para livrar o crente das consequências do pecado; e há uma infinita perda, para o incrédulo que recusa o único remédio providenciado para resolver o problema do pecado. Acima de tudo, depositemos toda a nossa confiança nas claras afirmações bíblicas, como esta que temos à nossa frente. Um texto bíblico claro vale mais do que mil argumentos confusos."

Não quero, de maneira nenhuma, menosprezar o amor. Apenas quero ajudá-los a compreender o verdadeiro amor cristão. E este nunca será como é no mundo fora de Cristo. O amor verdadeiro não lança mão das Escrituras, não menospreza a glória de Deus, nem sua santidade, nem sua ira e nenhum de seus atributos. Este amor nunca fará parte de nenhum tipo de teologia liberal e nenhum discurso humanista. O amor cristão, no qual cremos, é aquele que exalta um Deus santo que se doou verdadeiramente para que pecadores como nós sejamos resgatados e totalmente transformados para o louvor da glória da Sua graça (Ef 1:4-6). 

"Amem o Senhor, todos vocês, os seus santos! O Senhor preserva os fiéis, mas aos arrogantes dá o que merecem." - Salmos 31:23

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Fonte: Electus

segunda-feira, 20 de abril de 2015

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Por Turretinfan


Meu amigo Paul postou uma resposta à resposta de David Ponter aos comentários de James Anderson acerca da Expiação Limitada e da Livre Oferta. É um texto bastante detalhado, que vale a pena ser lido. Sendo assim, permita-me postar apenas algumas reflexões sobre o assunto, mais especificamente a objeção levantada:

A “livre oferta” do Evangelho é realmente “sincera”, uma vez que Jesus morreu somente por alguns e não por todos os indivíduos? Pois se senão se disponibiliza a expiação para eles, então a oferta aparentemente é insincera.

Essa é uma objeção recorrente levantada particularmente por parte dos amiraldistas e arminianos. Se tu crês que o Evangelho consiste em afirmar: “Jesus morreu por ti”, então essa objeção de fato faz sentido. Se devemos dizer às pessoas, indiscriminadamente, que Cristo morreu por eles, quando Ele não o fez, a oferta efetivamente não parecer ser muito sincera.

As Escrituras, entretanto, não apresentam o Evangelho dessa forma. Nelas, o Evangelho é expresso em termo de arrependimento de nossos pecados e na crença (isto é, na confiança total) em Cristo para a salvação. Se tu crês em Cristo e te arrependes de teus pecados, Deus há de ter misericórdia de ti.

Há um universo de diferenças entre estas duas mensagens: uma faz uma declaração incondicional com relação àquilo que Cristo realizou; a outra, por sua vez, faz uma declaração condicional acerca do que Deus vai fazer.

Todavia, mesmo entre aqueles que afirmam que o Evangelho não consiste em anunciar que “Jesus morreu por ti”, há alguns que não apreciam a ideia da salvação sendo oferecida àqueles para quem Deus não forneceu as condições necessárias. De fato, nossos amigos amiraldistas e arminianos por vezes nos pressionam com a ideia de que tal oferta condicional não é “sincera”, a não ser que Deus tenha algo preparado para essas pessoas.

Contudo, a simples ausência de condições para que todos sejam salvos não explica essa objeção. Imagine que uma empresa ofereça a “qualquer um que esteja disposto a vir até nossos escritórios e ouvir nossos funcionários explicarem as vantagens de nosso novo trator” um incentivo de “U$ 5, bastando apenas se dirigir até aqui e escutar o que temos a dizer”. Ninguém consideraria tal oferta “insincera” caso a empresa não possua o valor total que resulta de U$ 5 vezes o número de pessoas que hão de ouvir a oferta, contanto que ela possua o valor total resultante de U$ 5 vezes o número de pessoas que eles julgam que vão aceitar a oferta.

Portanto, contanto que as condições sejam suficientes para aqueles que irão “aceitar” a oferta, não vemos, pois, a oferta como “insincera”. Uma vez que, de acordo com a visão calvinista, Deus forneceu condições para todos aqueles que virão a Cristo, a oferta do Evangelho deve também ser considerada como sincera mediante esse critério.

Por trás da objeção permanece, todavia, a objeção de que uma “oferta” não é sincera, caso não se tenha intenção de dar realmente a coisa ofertada para aqueles a quem se oferece. Por exemplo, quando uma criança oferece seu sorvete acontece por vezes de ser apenas uma imitação da oferta que um dos pais também faz de dividir seu sorvete. Caso o pai ou a mãe tente aceitar a oferta da criança, esta pode recusar, gulosamente, a dividir com eles um pedaço. Logo, a criança somente ofereceu dividir o sorvete porque pensou que a oferta seria recusada. Uma oferta como esta é insincera.

Sem dúvida, neste ponto lidamos com o tipo de objeção que um amiraldista, ou alguém como Ponter, não pode sustentar de forma consistente. Afinal de contas, o problema com a oferta da criança não é que ela não tenha um sorvete para dividir, mas sim que ela não pretende abrir mão dele. O amiraldista admite que Deus não pretende salvar os não-eleitos. Consequentemente, se as circunstâncias são fornecidas ou não é um ponto completamente discutível.

Todavia, para aqueles que insistem que Deus deve ter a intenção de salvar, podemos ainda questionar legitimamente a validade dessa objeção. Não basta que Deus pretenda salvar todos aqueles que “aceitam” a “oferta”? A ideia de que Deus deve ter a intenção de salvar todos aqueles que Ele sabe que hão de rejeitar parece absurda quando expressa desse modo. Desse modo, podemos concluir que embora tal objeção possa apresentar um certo apelo intuitivo limitado, ela não resiste à análise intelectual.

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Fonte: Turretinfan
Tradução: Fabrício Moraes
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Por Denis Monteiro


Texto base: Mateus 1.1-17

Quem de nós já parou para ler com afinco as genealogias que a Bíblia apresenta? O que há de tão importante em saber que alguém gerou tal pessoa e viveram tantos e tantos anos? Será que o autor bíblico colocou esses dados em alguns livros porque não havia outra coisa a ser colocada? 

Hoje nós veremos, tomando de exemplo a genealogia de Cristo, o porquê existe genealogia e o que podemos aprender com ela.

Se você fosse escrever a história de alguém muito importante, será que você colocaria algumas informações que poderiam manchar o seu currículo? Acho que seria improvável que isso acontecesse, pois o autor de tal biografia quer que todos se admirem com a história a ser contada e veja a impecabilidade do personagem. Mas, Mateus não está preocupado com isso na genealogia de Cristo, pois há alguns personagens que não foram tão bons assim para que fossem colocados na genealogia de uma pessoa tão importante como Cristo.

Portanto, quando Mateus escreve a genealogia de Cristo, há alguns pontos importantes a serem observados que fazem com que este relato seja não apenas uma simples linhagem familiar.

Criação – De Abraão a Davi (1.1-6)

Nesta primeira parte o autor mostra Cristo sendo Filho de Davi e de Abraão, mas, também, mostra como foi o desenrolar na história em todos os personagens citados. Não foi por acaso que Mateus escreveu sobre Jesus ser Filho de Davi e de Abraão. Isso parece não ser muito comum em textos que lemos por aí, na verdade sempre vemos outros títulos de Jesus do que “Filho de Abraão”. Mas, por que Jesus teria sido chamado “Filho de Abraão”? Jesus também pode ser chamado à descendência de Abraão, aquele que abençoaria a todas as famílias da terra (Gn 12; Gl 3.16), e por intermédio de Cristo, pela fé, tanto judeus quanto os gentios são chamados de verdadeiros filhos de Abraão (Gl 3.29). A aliança com o povo Judeu iniciou-se com Abraão, da mesma forma em Cristo é estabelecida a Nova Aliança. Ou seja, Mateus não quer só mostrar que Cristo é o verdadeiro filho de Abraão, mas que Cristo é maior do que Abraão (Jo 8.58). 

Mas, além de ser chamado “Filho de Abraão”, Cristo é chamado de “Filho de Davi”. Esse título que Mateus se refere a Cristo faz parte da promessa de Deus a Davi que estabeleceria para sempre o seu trono (2 Sm 7.12-16; Is 9.6,7). Essa ênfase sobre as ligações davídicas de Jesus diz respeito à afirmação do Evangelho de que Jesus, na verdade, é o Rei de Israel. O verdadeiro Rei de todo o mundo, o herdeiro do trono de Davi. 

Segundo alguns comentaristas o fato de Jesus ser chamado “Filho de Abraão” e “Filho de Davi” faz referência as características do Messias, aquele que viria libertar o povo da opressão do inimigo, tinha que ser um verdadeiro judeu da linhagem de Davi, um rei. E, na verdade, Cristo é de fato o Messias prometido, a raiz de Davi, a descendência de Abraão. Ele não veio nos libertar de um poder político, mas do poder das trevas. E essa libertação pode ser vista não somente no povo de Israel, mas em alguns povos gentílicos, assim como mostra a genealogia. Portanto, por que mencionar estas mulheres, Tamar, que se fez de prostituta; Raabe, uma prostituta; Rute, uma moabita; Bate Seba, uma adúltera? Uma das características do Reino de Deus, estabelecido por Cristo, que Mateus vai fazer questão de mostrar é que Ele “se assenta com pecadores para comer” (Mt 9.10), ou seja, o Reino de Cristo é para todas as nações (Ap 5.9). 

Queda – De Davi à Babilônia (1.7-11)

Após o reinado de Davi, Salomão, seu filho, assumiu o trono, este reinado começou a crescer, mas a vida de Salomão foi manchada por alguns pecados. No entanto, seu filho, que foi um desobediente, fez com que o reino fosse divido, começando assim o processo de queda do trono. A partir daí, reis bons e maus assentaram ao trono, por exemplo: o perverso Roboão que foi pai do perverso Abias, este, foi pai do bom Rei Asa, pai do bom Josafá, o qual gerou o perverso Jorão, pai do Rei Uzias, o qual começa bem o seu reinado, mas por causa do seu orgulho ele desobedece a Deus e é atacado de lepra, acaba morando sozinho e é expulso da Casa do Senhor (2Cr 26). 

Diante de tudo isso, mediante altos e baixos, vemos a graça de Deus operando na vida de cada um. Ou seja, o plano de Deus não pode ser frustrado e a graça de Deus não vai junto com o DNA, passando de pai para filho, mas Deus preserva e faz com que seu plano seja cumprido. Mas não é só isso, diante do declínio desta nação vemos que Deus age graciosamente e salvificamente com alguns, como por exemplo, o caso de Manassés que fez tudo quanto era mau aos olhos do Senhor, chegando ao ponto de queimar seu próprio filho ao deus estranho (1Rs 21.6), mas Deus faz com que este rei sofresse em mãos inimigas fazendo-o, por meio deste sofrimento, buscar ao Senhor e se arrepender de seus pecados, tentando reformar tudo aquilo que ele estragou com suas práticas pecaminosas (2Cr 33.11,12;14-16). 

Não obstante, após um reinado ruim de Amom aos olhos do Senhor (2Cr 33.21-25; cf. 2Rs 21.19-26), de um reinado desastroso, o qual por suas práticas conseguiu influenciar o povo em seu favor, fazendo com que o povo ferisse aqueles que se levantaram contra o rei (2Rs 21.24), Deus levanta Josias, um rei que assume o trono aos oito anos de idade (2Cr 34.1,2) e faz reformas em Judá que se deram em três estágios:

1º - no oitavo ano começou a buscar o Senhor, Deus de Davi, seu pai (2 Cr 34.3); 

2º - no décimo segundo ano começou a destruir os postes ídolos, imagens de deuses (2 Rs 23.4-20; 2Cr 34.3-7); 

3º - no seu décimo oitavo ano ordenou que o Templo fosse reparado (2 Cr 34.8) e durante a reforma no Templo o Livro da Lei é achado por Hilquias e Josias entende, ao ler o Livro da Lei,  que Deus amaldiçoara Judá por causa da idolatria. 

Diante disso, vemos a graça de Deus atuando do começo ao fim, além de Deus preservar a genealogia do nosso Senhor, também fez com que pecadores fossem regenerados e servissem a Ele com suas forças, além de aplicar Sua lei em todos os aspectos da vida diária do povo. 

Redenção – da Babilônia a Jesus (1.12-16)

Diante do declínio desta nação, mesmo com alguns momentos bons, esta é levada cativa como condenação aos pecados da nação. Portanto, nenhum rei da linhagem de Davi havia subido ao trono, mas mesmo assim a linhagem estava sendo preservada. 

Mesmo sem um rei da descendência de Davi, e com a linhagem sendo preservada, Deus levantou homens para que a segunda reforma e a reconstrução do Templo fossem feitas por intermédio de Zorobabel.

Diante disso, vemos mais uma vez a graça de Deus nas pessoas, fazendo com que elas fossem fiéis a Ele em meio a uma época de apostasia e esquecimento da Lei do Senhor. 

Conclusão (1.17)

Olhando para cada parte desta genealogia, vemos que Deus cuida dos mínimos detalhes para cumprir o que Ele mesmo dissera. Mas não é só isso, em todos os aspectos da genealogia, Mateus quer mostrar que Jesus é o Filho prometido de Davi. Aquele que abençoa todas as famílias da terra, o qual não faz acepção de pessoas, que é o Rei Soberano, que salva e condena o pecador, o único digno de se assentar eternamente no trono de Davi, trono este que é d’Ele por direito, desde a eternidade.

Alegremo-nos em Deus, observando o seu cuidado sobre todos e em tudo, até nos mínimos detalhes e pecados que tais personagens praticaram. Às vezes, não conseguimos entender como Deus controla atos pecaminosos que resultam em Seu louvor, mas sabemos que Deus está controlando e permitindo todas as coisas e nos fazendo lembrar, que o Único que se deve ser buscado mediante acontecimentos bons ou ruins, é o Senhor Deus, o Todo Poderoso. 

Por isso que Cristo não se envergonha de nos chamar de irmãos, pois Ele é o Senhor da história e perdoa todos àqueles que se achegam a Ele com um coração arrependido e lavado por Seu sangue. 

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Fonte: Bereianos