Isvonaldo sou Protestante

Isvonaldo sou Protestante

domingo, 5 de janeiro de 2014

JESUS, O DEUS QUE VESTIU PELE HUMANA

Jesus lavando os pés dos discipulosPor Hernandes Dias Lopes
O apóstolo João, mais do que os outros evangelistas, falou-nos acerca da divindade de Jesus Cristo. No prólogo de seu evangelho já deu o rumo de sua obra: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Depois de falar que esse Verbo foi o agente criador e também o doador da vida, anunciou de forma magistral: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo 1.14). Destacamos, portanto, aqui, quatro grandes verdades sobre o Verbo de Deus.
Em primeiro lugar, a eternidade do Verbo. “No princípio era o Verbo…” (Jo 1.1). Quando tudo teve o seu começo, o Verbo estava lá, não como alguém que passou a existir, mas como o agente de tudo o que veio à existência. O Verbo não foi causado, mas ele é causa de tudo o que existe. O Verbo não foi criado antes de todas as coisas, mas é o criador do universo no princípio (Jo 1.3). Se antes do princípio descortinava-se a eternidade e se o Verbo já existia antes do começo de tudo, o Verbo é eterno. A eternidade é um atributo exclusivo de Deus. Só Deus é eterno!
Em segundo lugar, a personalidade do Verbo. “… e o Verbo estava com Deus…” (Jo 1.1). No princípio o Verbo estava em total e perfeita comunhão com Deus. A expressão grega pros ton Theon traz a ideia que o Verbo estava face a face com Deus. Como Deus é uma pessoa e não uma energia, o Verbo é uma pessoa. O Verbo é Jesus, a segunda Pessoa da Trindade. Isso significa que antes da encarnação do Verbo, ele já existia e, isso, desde toda a eternidade e em plena comunhão com o Pai. Jesus não passou a existir depois que nasceu em Belém. Ele é o Pai da eternidade. Nas palavras do Concílio de Nicéia, ele é co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai.
Em terceiro lugar, a divindade do Verbo. “… e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). O Verbo não é apenas eterno e pessoal, mas, também, divino. Ele é Deus. Ele é a causa não causada. A origem de todas as coisas. O criador do universo. Ele é o verbo, ou seja, o agente criador de tudo que existe, das coisas visíveis e invisíveis. O Deus único e verdadeiro constitui-se em três Pessoas distintas, porém, iguais; da mesma essência e substância. O Verbo não é uma criatura, mas o criador. Não é um ser inferior a Deus, mas o próprio Deus. Embora, distinto de Deus Pai, é da mesma essência e substância. Ele é divino!
Em quarto lugar, a encarnação do Verbo. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Aqui está o sublime mistério do Natal: O eterno entrou no tempo. O transcendente tornou-se imanente. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo foi enfaixado em panos e deitado numa manjedoura. Deus se fez homem, o Senhor dos senhores se fez servo. Aquele que é santo, santo, santo se fez pecado por nós e o que é exaltado acima dos querubins, assumiu o nosso lugar, como nosso fiador. Ele se fez maldição por nós e, sorveu, sozinho, o cálice amargo da ira de Deus, morrendo morte de cruz, para nos dar a vida eterna. Jesus veio nos revelar de forma eloquente o amor de Deus. Não foi sua encarnação que predispôs Deus a nos amar, mas foi o amor de Deus que abriu o caminho da encarnação. A encarnação do Verbo não é a causa da graça de Deus, mas seu glorioso resultado. Jesus veio ao mundo não para mudar o coração de Deus, mas para revelar-nos seu infinito e eterno amor. Essa é a mensagem altissonante do Natal. Esse é o núcleo bendito do Evangelho.
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Hernande Dias Lopes é pastor, ecritor e escreve no Palavra da Verdade. Divulgação: Púlpito Cristão.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

“O QUE IMPORTA É QUE CRISTO ESTÁ SENDO PREGADO” – MESMO?

mediapreacherPor Augustus Nicodemus
Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica e as apresentações de cantores gospel em programas seculares.
Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:
“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).
A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.
Então, tá. Mas, peraí… em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.
Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”
Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia… por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).
Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.
Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com isto, pois ele mesmo disse:
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).
“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).
“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).
Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar que qualquer estratégia serve para anunciar o Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.
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Texto postado por Augustus Nicodemus via Facebook.
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Por Renato César


Quem assistiu o filme “Advogado do Diabo” provavelmente se lembra do pecado predileto do príncipe dos demônios: a vaidade. O autor de Eclesiastes sabia muito bem dos perigos que a vaidade trás consigo, e não à toa sua fórmula “tudo é vaidade”, repetida diversas vezes ao longo do livro, tornou-se célebre até os dias atuais. Afinal de contas, quem está imune ao envaidecimento? O próprio Jesus foi tentado por Satanás nesta área, e não por acaso. Satanás conhece muito bem o tendão de aquiles do ser humano. Mas Jesus não caiu na mesma tentação na qual tantos de nós caímos.

A vaidade está muito além da preocupação com a aparência física. Quando ela se instala em nossos corações, torna-se um pecado que cresce dentro de nós sorrateiramente, aproveitando-se de nossas conquistas e sucessos para nos fazer imergir na ilusão de que somos ou temos alguma coisa proveniente de nós mesmos. Não demora muito para que outros pecados como o orgulho e a soberba nos sobrevenham, afastando-nos mais e mais da dependência da graça de Deus e empurrando-nos para um sentimento de autossuficiência diabólico.

Conta-se que certa vez, ao ser elogiado por um sermão pregado, Spurgeon teria respondido que o Diabo o elogiara da mesma maneira instantes antes. Certamente o príncipe dos pregadores sabia do risco que corria. Dentro do ser humano decaído passou a habitar a semente do auto-engradecimento, que se regada apenas um pouco tende a crescer com muita facilidade.

A prova dessa conclusão está patente nos tantos exemplos de homens e mulheres proeminentes no meio evangélico que passaram por uma nítida transformação em seus posicionamentos e postura, especialmente ao criticar outros irmãos ou denominações. A humildade e mansidão deram lugar à altivez e agressividade em muitos púlpitos e palcos. Nós, que estamos “aqui embaixo”, ficamos a nos perguntar como um cristão pode mudar tanto, mas temos de reconhecer que a maioria de nós agiria exatamente da mesma maneira se estivéssemos no lugar deles.

Por vezes dentro das igrejas prevalece a luta pelo poder, e se você, leitor, já se envolveu com liderança alguma vez, sabe muito bem o que estou dizendo. A motivação para ocupar cargos eclesiásticos, para muitos crentes, não é servir, mas ser servido, visto e respeitado. Lamentavelmente, estes estão mais preocupados com sua imagem diante dos demais membros do que em cumprir efetivamente o papel que lhes cabe. E, assim, muitos líderes acabam por centralizar tudo em torno de si, a ponto de boicotar irmãos que possam, de alguma forma, ameaçar sua reputação. Tentam matar seus liderados veladamente, fazendo-nos lembrar da perseguição que Saul empreendeu contra Davi motivado unicamente por ciúme e inveja, pecados também atrelados ao da vaidade.

Não é fácil ser humilde e reconhecer-se como dependente da graça de Deus quando somos bem sucedidos. O envaidecimento nos vem discretamente, e cresce a cada elogio que recebemos. Por isso, devemos ser cuidadosos sempre que as conquistas e vitórias vierem, pois o sucesso, bem mais que o fracasso, pode trazer risco à nossa espiritualidade, fazendo-nos pensar que somos alguma coisa, porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gl 6:3). O Diabo até pode ser ardiloso e sagaz, mas não precisa de muitos recursos além de nossa natureza já inclinada ao pecado para nos fazer enveredar por um caminho de autodestruição, porque “o dia do Senhor dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido” (Is 2:12).

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Sobre o autor: Renato César é cristão reformado, formado em administração de empresas e teologia, membro da IPB - Fortaleza/CE. Contatos: renatocesarmg@hotmail.com

Divulgação: Bereianos
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Por Daniel Clós Cesar


Já de início quero deixar claro que não se trata de um texto de cunho teológico acadêmico, tampouco trata-se de um tutorial para preparação de uma pregação. São apenas anotações de alguém que eventualmente prega a Palavra do Senhor.

Uma vez que outra me deparo com a pergunta: Como você preparou essa pregação? Ou ainda: Como faço para preparar uma pregação?

Não acredito que exista uma receita, e não quero desmerecer alguns seminários teológicos que passam verdadeiras receitas de pudim de micro-ondas ou bolo de caneca, mas acredito que preparar uma pregação é mais que colocar pó de Tang em 1 litro de água gelada e misturar. Parece que todo mundo sabe disso, mas sério, alguns púlpitos são tão repetitivos que se alguém pegar no sono não será obra das trevas, mas da falta de luz sobre o pregador.

Conhecer a Palavra do Senhor: parece óbvio, mas é óbvio somente no discurso. A grande maioria dos pastores brasileiros sequer leu a Bíblia por inteiro uma única vez na vida, na minha opinião, um cristão alfabetizado que nunca leu a Bíblia ama tanto o evangelho quanto as trevas amam a luz. Se você é cristão e a Palavra do Senhor não faz parte do seu cotidiano, você é um farsante... voltando: na sua grande maioria, muitos pastores são apenas reprodutores de pregações e ensinos repassados de segunda ou terceira mão (vistos em um congresso ou visita a uma igreja), pois muitas vezes ouviram de alguém que também faz o que eles fazem, reproduz.

A Palavra do Senhor é viva, logo, toda pregação deve ser original. Faço algumas ressalvas antes de continuar. Original aqui não significa “original”, mas sim: nova/novidade. A originalidade dos pastores brasileiros (não tão originais pois são cópia muito ruim da gospelândia estadunidense) traduz-se em invencionices e bizarrices, não me refiro a isso, mas a novidade da Revelação que é viva na Palavra do Senhor. Creio num evangelho simples, onde o poder da Palavra não está na erudição do homem capacitado intelectualmente, mas na revelação da Palavra dada ao homem espiritualmente capacitado.

Não se vê, em geral, novidade nos púlpitos, o que se vê é uma mera repetição de valores morais de “heróis” bíblicos. O que se vê são homens que dedicam muito tempo a atividades ministeriais e pouco ou nenhum tempo para meditação e estudo da Palavra do Senhor. Preparam-se apenas para a pregação, não para a Salvação. Por este motivo os apóstolos decidiram: “(...) Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. (...) e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra". (Atos 6.2-4). É claro que a demanda da igreja hoje é diferente. Mas, se um pastor ou pregador tem tantos compromissos por semana, quanto tempo ele dedica a Palavra do Senhor? Não faltam igrejas cheias de ovelhas no pasto mas sem nenhum cereal no celeiro. Sem alimento adequado a igreja enfraquece. Ovelhas fracas não se reproduzem. Sem prole a igreja morre.

Minha vida na igreja começou a pouco mais de três décadas. A igreja é um lugar muito mais natural para mim que meu próprio ambiente de serviço, tenho mais tempo dentro dela que no mercado de trabalho, e o que vi nesses trinta-e-poucos-anos? Algumas dezenas de pregações simplesmente repetidas. Veja, não estou falando de um pregador/palestrante que dá a mesma aula ou estudo bíblico, estou falando de pastores e pregadores que deliberadamente copiam pregações de outros pastores. Na internet está cheio, os jargões e ideias que cercam alguns textos bíblicos, por mais absurdos e heréticos que sejam, proliferam como peste no youtube e outras redes sociais.

Também não creio que apenas um profundo conhecimento da Palavra seja suficiente para preparar um sermão. Pessoas com um profundo conhecimento bíblico apesar de escassas não são raras, agora, com muito conhecimento, profunda certeza da fé e paixão pelo evangelho... como ficou raro. O que encontramos muitas vezes são esses três adjetivos divididos em pessoas diferentes e um lutando contra o outro. O teólogo que não desce do seu pedestal para ensinar o neófito; o cheio de certezas mas que desconhece o que crê (a grande maioria) e o apaixonado pelo evangelho, tão apaixonado que esquece que os outros precisam ouvir as boas novas, tão apaixonado que dorme sobre a Bíblia sem encontrar nenhuma utilidade para ela... ele é apaixonado, mas tolo.

Para preparar um sermão é necessário, acima de tudo, uma convicção da Salvação. Uma certeza infinita (até onde pode nossa mente alcançar) da soberania de Deus sobre sua vida, a ponto de todo seu desejo estar voltado para apenas ser um meio para aquilo que o Espírito Santo tem para a igreja. Como isso é difícil, ainda que sejamos fieis (o que não somos), nossa carne luta ferozmente para de alguma forma nosso “eu” ter algum crédito. Eu mesmo enquanto escrevo este texto, analiso as palavras que uso para que ele seja lido e aceito. Meu “eu” espera elogios e provavelmente ficará perturbado com críticas contrárias, mas vejam, não deveria ser esta minha preocupação. Se o que entrego vem do Senhor, essa preocupação deveria ser Dele. Isso apenas aponta minha falha constante em ser fiel com o Senhor, minha incapacidade de crer de todo o coração e de tornar a Palavra meu único alimento.

Pois bem, é assim que preparo um sermão. Buscando enquanto o escrevo, corrigir o meu erro. Expondo meu pecado, aguardando a misericórdia do Senhor. Crendo em seu auxílio, perdão e salvação, resultado de um arrependimento. Como chego neste ponto? Enquanto leio a Palavra do Senhor e em oração converso com Ele, tudo que sou torna-se terrivelmente exposto, muito do que ele é torna-se maravilhosamente conhecido por mim. A Palavra então torna-se o bisturi que abre a ferida e a gaze que estanca o ferimento. Deus, Ele mesmo, destroça o vaso e restaura da forma que lhe apraz. Acredito que é assim que homens imperfeitos e pecadores mas usados por Deus preparam seus sermões. Pregam antes para si mesmos, pois se não houver nenhuma transformação e conversão em mim, como haverá em outros?

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Facebook do autor: https://www.facebook.com/danielcloscesar
Divulgação: Bereianos
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Por Leonardo Dâmaso


As campanhas ou correntes que vemos presentes na liturgia dos cultos, exclusivamente nas igrejas neopentecostais e em algumas igrejas pentecostais, são elementos e métodos pragmáticos utilizados pela teologia da prosperidade, cujo intuito principal é suprir as necessidades ou solucionar os diversos problemas na vida do cristão e também do não crente, tais, como – problemas no casamento, problemas financeiros, problemas na área sentimental e problemas na saúde. 

Nas diversas campanhas e correntes, vemos que os pastores se utilizam de elementos místicos, como – a rosa ungida, o sal grosso, a famosa água fluidificada ou, ainda, “rezada” pelo padre ou “orada” pelo pastor, o lenço, o manto e a meia ungida, o cajadinho de Moisés, a botija de azeite, o óleo ungido dentre outros; além de votos financeiros incentivados pelos próprios pastores em prol de uma benção mais rápida em uma área específica da vida, onde eles dizem que, através da oferta financeira pela fé, Deus atenderá mais rápido a pessoa abençoando-a, porque Deus será “obrigado” a abençoar devido à atitude de fé da pessoa.

Contudo, não há nos quatro evangelhos um ensino sequer de Jesus sobre a prática de fazer campanhas ou correntes, e, tampouco, no livro de Atos e nas cartas de Paulo, Pedro, João, Hebreus, Judas dentre outras. Nenhum dos apóstolos fez campanhas do tipo como vemos hoje nas igrejas neopentecostais e pentecostais. Não obstante, as campanhas ou correntes que vemos hoje têm a sua origem e foram extraídas pelos pastores e líderes evangélicos do catolicismo, porém, lá, eles chamam as campanhas ou correntes de “novenas”. Portanto, abraçando esta ideia de novenas, a igreja evangélica apenas mudou o nome de “novena” para  campanha ou corrente de 7, 8 ou 12 elos. 

No candomblé, na umbanda e no espiritismo vemos algo parecido. Nestas religiões também se fazem campanhas, correntes ou algum tipo de trabalho por alguma necessidade da pessoa, utilizando elementos parecidos como é utilizado nestas igrejas conforme vimos acima, além da pessoa ofertar (ou pagar) pelo “trabalho” (ou benção) também. Vale a pena ressaltar que, muitos elementos utilizados no candomblé, na umbanda e no espiritismo também foram extraídos pelos pastores e líderes evangélicos e inseridos nos cultos das “igrejas” neopentecostais e pentecostais, onde um deles é a prática de “revelação” (extrabíblica), que é uma prática bem antiga, sendo vista no montanismo, que foi considerado pelo primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381) não como algo que procedia de Deus, mas como uma seita pagã no século 4. Podemos ver tanto no candomblé, na umbanda e no espiritismo o trevo de quatro folhas, pé de coelho ou algum tipo de objeto místico derivado destas religiões que, nas igrejas neopentecostais e pentecostais são substituídos pelo cajado de Moisés, pela arca da aliança dentre tantos outros.

Todavia, as campanhas e correntes, além de serem oriundas de religiões pagãs, conforme vimos, sobretudo, ferem os princípios bíblicos, desvirtuando, assim, o foco da igreja para as “necessidades individuais” das pessoas em detrimento da comunhão uns com os outros e da adoração verdadeira a Deus em espírito em verdade nos cultos, independente do pedido em oração pelo suprimento das necessidades individuais. As campanhas e correntes inserem, ainda que de modo inconsciente na mente das pessoas que o culto não é algo que o cristão oferece a Deus, como a adoração sincera, por exemplo, mas que o culto é Deus oferecendo ao homem bênçãos e a solução dos seus problemas, o que é uma inversão de valores! Vemos nestas igrejas que aderem as campanhas e correntes abarrotada de pessoas que, na sua maioria, não conhecem uns aos outros e nem tem este interesse, uma vez que estão preocupadas consigo mesma e só estão buscando a Deus ali pelas suas necessidades pessoais. Em suma, são pessoas egoístas e, na maioria dos casos, irregeneradas ou não convertidas! 
      
As campanhas e correntes tem em seu cerne a individualidade das pessoas em vez da comunhão com Deus em primeiro lugar, e, em seguida, a comunhão uns com os outros! Portanto, concluímos que as campanhas e correntes são um veneno de Satanás para corromper a fé de muitos cristãos verdadeiros que se encontram enganados nestas instituições ditas evangélicas que não posso nem considerá-las como a verdadeira igreja de Cristo, devido a estarem peremptoriamente desviadas do verdadeiro, puro e simples evangelho ensinando mais heresias do que a verdade!

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Divulgação: Bereianos
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Por Michael Horton


Dentre as caricaturas do calvinismo há uma afirmação muito difundida de que ele torna Deus o autor do mal, do sofrimento, do pecado e até mesmo da queda da humanidade. Em seu recente livro, contra o calvinismo, Roger Olson cautelosamente distingue o ensino oficial do calvinismo de onde ele acha que este logicamente conduz. Porém, há mais de três dezenas de frases em seu livro sobre calvinismo conduzindo pela boa e necessária lógica a uma divindade que é um “monstro moral,” indistinguível do diabo.

Eu respondo a esta acusação diretamente em meu volume, pelo calvinismo. Uma profunda revisão do meu livro de uma perspectiva arminiana veio a minha atenção hoje e esta questão novamente me veio. (A propósito os calvinistas falam tanto sobre predestinação mais por causa das acusações niveladas repetidamente contra ele do que por conta de sua alegada centralidade).

Se Deus sabia que Adão e Eva iam transgredir sua lei, por que ele não mudou as circunstâncias de modo que eles tivessem feito uma escolha diferente?

Por que Deus criaria pessoas que ele sabia que seriam condenadas pelo seu pecado original e real?

As questões multiplicam.

Assumir essa questão em um blog spot é um pouco perigoso. Para uma afirmação da posição reformada e sua base bíblica, eu encaminharia os leitores aopelo calvinismo.

Porém, há um ponto que é digno de ponderar brevemente: teologias não-calvinistas são muito vulneráveis sobre essa questão. A teologia arminiana clássica partilha com o calvinismo - na verdade com todos os ramos da cristandade - que o pré-conhecimento de Deus compreende todos os eventos futuros. Não há nada que aconteça, nada que você e eu faça, foge do pre-conhecimento eterno de Deus.

Agora volte e leia aquelas questões acima. Observe que elas não se referem à predestinação, mas à mera presciência. Elas fazem um desafio vexatório não apenas aos calvinistas, mas a qualquer um que acredita que Deus sabe exaustivamente e eternamente tudo que acontecerá. Em outras palavras, todos aqueles que afirmam o pré-conhecimento exaustivo de Deus tem exatamente o mesmo problema como qualquer calvinista. Se Deus sabe que Adão pecará - ou que você e eu pecaremos - e pode conservar do acontecimento, mas não o faz, e o pré-conhecimento de Deus é infalível, então é simplesmente tão certo quanto se ele tivesse predestinado isso. Na verdade, é o mesmo que ser predestinado. Então a única diferença é se é determinado sem propósito ou com propósito.

Roger Olson expõe seu próprio ponto de vista: “Deus é soberano no sentido de que nada pode acontecer sem que Deus permita” (100). Então, se a queda aconteceu então Deus a permitiu. A queda “não era uma parte da vontade de Deus a não ser ao permiti-la relutantemente” (99). OK, mas então a queda era em algum sentido uma parte da vontade de Deus. Os calvinistas reconhecem que não era parte da vontade revelada (ou moral) de Deus, mas que ele de bom grado a permitiu como parte do seu plano. Roger Ainda está procurando algo entre: Deus “permiti-la”, mas não é uma “permissão de boa vontade” (64). À parte do fato de que qualquer ato de Deus em permitir algo já é um ato de vontade - uma escolha, meu ponto principal aqui é que a afirmação mais fraca de Roger é ainda forte o suficiente para ter problemas conosco. Roger concorda que Deus sabe de tudo que acontecerá. Deus até supervisiona tudo que acontecerá. Nada escapa da sua vigilância. “Eu acredito, como a Bíblia ensina e todos os cristãos deveriam acreditar, que nada pode acontecer sem a permissão de Deus” (71).

E ainda, Roger rejeita a afirmação de R.C. Sproul, “o que Deus permite ele decreta permitir” (78). Agora, o que poderia ser mais óbvio que o fato de que quando alguém com a autoridade para fazer senão permitir algo contrário à sua vontade revelada, ele está decidindo, escolhendo, decretando permiti-la? Aqui novamente, a noção de Roger de uma noção presumivelmente relutante é um oximoro. Permitir algo é fazer uma determinação positiva, embora isso de modo nenhum a faz responsável pela ação. Então qual é a diferença real entre dizer, com Roger, que “nada pode jamais acontecer que Deus não permita,” e com R. C. Sproul, “o que Deus permite, ele decreta permitir”?

Há na verdade uma trilha de hiper-calvinismo nas margens da cristandade agostiniana, que torna o decreto de Deus permitir em um decreto de realizar ou provocar. Ai, então: Deus é o autor do pecado. Próxima questão? Isto certamente resolve o enigma intelectual. Ou, pode desatar o nó em outra direção. Alguns têm ido além do arminianismo no ponto de vista sociniano de que Deus não sabe as ações futuras dos agentes morais livres. Conhecido como “teísmo aberto,” esta negação da onisciência de Deus reconhece que o arminianismo e o calvinismo são incapazes de resolver este dilema. Eles adequadamente veem que se Deus pré-conhece tudo da eternidade, incluindo nossos atos livres, então esses atos são certos de acontecer. Pré-conhecimento implica predestinação, então eles rejeitam a doutrina cristã clássica da onisciência de Deus.

Hiper-calvinistas e hiper-arminianos compartilham a mesma impaciência com mistério. Nenhuma posição se dobra reverentemente diante da revelação de Deus, reconhecendo suas claras afirmações da soberania divina e responsabilidade humana sem responder todas as nossas questões filosóficas. Contradições são repugnantes à fé, mas toda doutrina importante na escritura está envolta em mistério. Hiper-calvinismo e hiper-arminianismo estão dispostos mesmo a pôr escritura contra escritura, rejeitando alguns ensinos claros em favor de outros, pela satisfação racional. Ainda ambos, em diferentes formas, apresentam erros mortais - na verdade, blasfêmias - contra o caráter de Deus.

Felizmente, o debate entre Roger e eu não é hiper-calvinismo x hiper-arminianismo. A diferença real entre calvinismo e arminianismo é se Deus tem um propósito quando ele permite o pecado e o sofrimento. Novamente, ambas visões afirmam que nada acontece à parte da permissão de Deus. Porém, o calvinismo ensina que Deus nunca permite nenhum mal que ele não tenha já determinado cooperar para o nosso bem (Rm 8.28). Nada que ele permite pode terminar em mal. O que nós diríamos de uma divindade que “relutantemente permitiu” um terrível desastre ou tragédia moral, sem uma determinação para vencer aquele mal como o bem? Mas isto toma um plano e aquele plano deve necessariamente abranger o mal que ele está para conquistar.

Qualquer visão que faz Deus o autor do pecado faz na verdade tornar o objeto de nossa adoração em um monstro moral. Porém, qualquer divindade que simplesmente permanece relutantemente permitindo coisas horríveis pelos quais ele não tem um propósito maior em vista, é igualmente repreensível. Em um, Deus é soberano, mas não bom; no último, nem Deus é. Uma vez que você reconhece que Deus pré-conhece um ato pecaminoso e escolhas ao permiti-lo (porém relutantemente) quando ele poderia não ter escolhido, a única consolação é que Deus nunca o teria permitido a menos que ele já tivesse determinado por que ele permitiria e como ele tem decidido vencê-lo para sua glória e nosso bem. Felizmente, a escritura não revela que Deus faz exatamente aquilo. Roger argumenta que Deus “escolhe permitir” o sofrimento e o pecado (72). O calvinista diz que Deus escolhe permiti-los por uma razão. É permitir em vez de criar, mas é permissão com um propósito. Permissão sem propósito faz Deus um “monstro moral” na verdade.

A teologia reformada tem mantido consistentemente que a escritura ensina a soberania exaustiva de Deus e a responsabilidade humana. Deus não causa o mal. Na verdade, Deus não força ninguém a fazer nada contra a vontade dele ou dela. E ainda, nada fica de fora do sábio, amoroso, bom e justo plano “daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Que a soberania de Deus e a responsabilidade humana são verdades, nenhum estudante sério das escrituras pode negar. Como eles podem ser verdadeiros está além da nossa capacidade de entender. Como Calvino coloca, depois, seguindo Lutero, qualquer esforço de desvendar o mistério da predestinação e a responsabilidade humana além da escritura é uma “busca fora do caminho.” “Melhor mancar ao longo deste caminho,” diz Calvino, “do que correr com toda velocidade fora dele.”

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Fonte: White Horse
Tradução: Francisco Alison Silva Aquilo 
Divulgação: Bereianos
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Por John Hendryx


Os Sinergistas ensinam que a ELEIÇÃO é como se segue: Deus previu quem se renderia ao Espírito, e então elegeu para a salvação todos aqueles que Ele previu que assim o fariam. Neste esquema, o absoluto livre-arbítrio do homem natural é necessário para preservar a responsabilidade humana. Mas este conceito de presciência realmente reduz a mesmo à nada. Não há nenhum Sinergista vivo que possa consistentemente crer nesta teoria de presciência, e ainda continuar ensinando suas visões com respeito à salvação. Por que então? Considere o seguinte:

1. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu quem seria salvo e então pregar que Deus está tentando salvar todos os homens. Certamente se Deus sabe quem Ele pode salvar ou quem quer ser salvo, então, quem ousará dizer que Ele está tentando salvar alguém mais? Certamente é tolice dizer que Deus está tentando fazer algo que Ele sabe que nunca poderá ser realizado. Eu tenho ouvido alguns Sinergistas acusarem aqueles que crêem no monergismo de que o Evangelho pregado para os não-eleitos é zombaria, visto que Deus não lhes elegeu. Se há algo válido nesta objeção, então ela igualmente se aplica a eles também, que pregam para aqueles que Deus sabe que não serão salvos. Deus ordena que o Evangelho seja pregado a todos, se claramente entendemos ou aceitamos Seu motivo no assunto.

2. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu que pecadores se perderiam e então dizer que não está dentro da vontade de Deus permitir que aqueles pecadores se percam. Porque Ele os criou então? Que os Sinergistas considerem esta questão. Deus poderia ter da mesma forma facilmente Se privado de criar aqueles que Ele sabia que iriam para o Inferno. Ele sabia que eles iriam para o Inferno antes dEle os criar. Visto que Ele foi em frente e os criou com total conhecimento de que eles se perderiam, está evidentemente dentro da providência de Deus que alguns pecadores se percam, e Ele evidentemente tem algum propósito nisto, o qual nós seres humanos não podem discernir completamente. O Cristão humanista pode reclamar o quanto quiser da verdade que Deus escolheu permitir que alguns homens tivessem como destino final o Inferno, mas esta verdade continua sendo um problema tanto para eles como para qualquer outra pessoa. Na realidade, este é um problema que os Sinergistas devem encarar. Se eles encararem isto, terão que admitir ou o erro de sua teologia ou negar juntamente com isto a presciência de Deus. Mas eles poderão dizer que Deus criou aqueles para perecer, mesmo contra Sua vontade. Isto faria Deus sujeito ao Destino.

3. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu quem seria salvo e então ensinar que Deus puniu a Cristo com o propósito de redimir cada homem em particular que já viveu. Certamente deveríamos creditar a Deus como tendo tanto senso quanto um ser humano. Que ser humano faria um grande, porém inútil e imprestável sacrifício? Os Sinergistas dizem que Deus puniu a Cristo pelo pecados daqueles que Ele sabia que iriam para o Inferno. Esta teoria da expiação – embora os Sinergistas não mencionem isto – envolve o assunto do sofrimento de Cristo exclusivamente para o propósito da salvação do homem – o aspecto substitutivo. Eles falham em ter qualquer apreciação do aspecto da propiciação.

4. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu quem seria salvo e então pregar que Deus o Espírito Santo faz tudo o que Ele pode para salvar todos os homens no mundo. O Espírito Santo estaria desperdiçando tempo e esforço para tentar converter um homem que Ele sabe desde o principio que irá para o Inferno. Você ouve os Sinergistas dizerem sobre como o Espírito tenta alcançar os homens e, se eles não se entregarem a Ele, eles “cruzam a linha” e ofendem ao Espírito, de forma que Ele nunca tentará salvá-los novamente. No fundo, o Sinergista transforma a Deidade Divina numa criatura finita.

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Modificado a partir do Artigo Christian Humanism Cuts Its Own Throat 

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Fonte: WithChrist.org
Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto
Via: Monergismo